
1. Thebes 19:09
2. Meditation Is the Practice of Death 06:52
3. Cremation Ghat I 03:12
4. Cremation Ghat II 04:58
Al Cisneros - Baixo, Voz (Asbestos Death, The Sabians, Shrinebuilder, Sleep)
Emil Amos - Bateria (Grails)
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Começo por adiantar que o universo Om é novo para mim, sendo assim impossível comparar o 'God is Good' com efforts anteriores. Já os Sleep são-me familiares e como tal decidi investigar mais um projecto do Al Cisneros. Em boa hora o fiz pois este é um dos melhores álbuns que rodou aqui em casa ultimamente.
Decidi avançar para a primeira faixa 'Thebes'. Não li nada sobre, nem quis. Parti sem preconceitos e fiquei surpreendido por uma sonoridade tão mística e tão peculiar. Com apenas um baixo carregado de groove e uma bateria que vai debitando os capítulos deste conto sonoro, a simplicidade sonora torna-se bastante envolvente, criando um clima que nos atira para paisagens zen... Um pacifismo acolhedor. A voz meditadora do Al, quase monocórdica embrenhada algures numa cítara, ajuda a esse estado de espírito. São 19 minutos em crescendo que aguçam a curiosidade para a próxima faixa.
Intitulada 'Meditation is the Practice of Death', esta música é a rainha do álbum. Mantém a mesma bitola da 'Thebes' (a variação sonora não é característica de Om, ao que parece) mas tem uma adição genial: Uma flauta minimalista... Aposta ganha, sem dúvida. Os últimos minutos são fantásticos... É quase uma soundtrack para uma experiência hindu nas montanhas nepalesas.
De seguida temos a faixa 'Cremation Ghat' dividida em duas. A primeira parte é um jam vindo do médio oriente bastante bem conseguido, com um ritmo um pouco mais acelerado que a intimista 'Meditation'. Sabe a pouco pois dura apenas 3 minutos, desaguando na segunda parte, pedaço esse que termina o 'God is Good'. São os Om de regresso à linha bem mais espiritual, centrada na meditação e na descoberta de novos horizontes psicadélicos. Com a alma já entregue ao baixo do Cisneros, é com tristeza que vejo o Windows Media Player se auto silenciar. 'God is Good' chega ao fim. Mas de tão viciante que foi a primeira audição, decido conceder-lhe rotação ilimitada. E em nada me arrependo...
Que viagem sensorial!





