Opiniões e reflexões jornalísticas.

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Sassequece
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Re: Opiniões e reflexões jornalísticas.

Mensagempor Sassequece » quinta jul 17, 2008 7:43 pm

Brujo Escreveu:Isso deve-se ao facto de no ano que entraste era só povo muito inteligente. :mrgreen:


Como em tudo, havia excepções 8)

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21poison
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Re: Opiniões e reflexões jornalísticas.

Mensagempor 21poison » sexta jul 25, 2008 5:36 pm

Crónica ''Vozes'' do jornal Metro, quarta-feira, 23 de Julho de 2008

por José Júdice


«Uma notícia ontem dizia que os cinquenta inquilinos receberam ordem de despejo e vão ser reinstalados num edifício alugado sem quaisquer condições de habitabilidade, com os tectos e as paredes a cair ''e até com ratos''. Não se trata, como poderíamos apressadamente supor, de mais uma desventura que caiu sobre uma comunidade cigana da periferia, mas o que está a acontecer aos efectivos da 17ª Esquadra da PSP, na Avenida João Crisóstomo de Lisboa, que deverão desandar do prédio alugado que ocupam e ir instalar-se junto dos seus colegas e das ratazanas da 31ª Esquadra, no Rêgo. A situação parece tanto mais injusta quando a PSP tinha gasto há menos de um ano 150 mil euros em obras de remodelação na 17ª - para nada, já que não conseguiram acabar com os ratos, como o edifício irá ser transformado pelo propiretário num hotel - sem ratos, presume-se.

De um ponto de vista meramente humano, a nossa simpatia vai toda com os marginalizados agentes da PSP. Ao contrário das comunidades ciganas que exigem casas sem negros, os polícias não planeiam acampar em frente aos Paços do Conselho ou fazer uma manifestação nacional se não lhes derem esquadras sem ratos. Os polícias são de modo geral gente ordeira (os ciganos também, e restantes minorias, a questão não é essa), normalmente boa vizinhança, e vítimas de um velho e injustificado preconceito da maioria dos seus concidadãos contra a violência e os abusos policiais.

Os polícias modernos são, na sua grande maioria, diferentes dessa ideia feita por séculos de más experiências. São gente educada, que fez a sua escolaridade, e não abusa da força. Em lhes dando oportunidadem integram-se até facilmente nas comunidades em que vivem e ajudam as crianças e velhinhos a atravessar a rua. Não negoceiam mulas velhas nem Lacostes falsificadas. E, segundo garantem os jornais, nem sequer disparam as armas que têm por falta de munições. Um polícia normal só tem oportunidade de praticar tiro uma vez por ano. O que sugere uma solução tanto para a comunidade cigana da Quinta da Fonte, de Loures, que se recusa a regressar às suas casas, como para os 50 polícias que têm que ir para o Rêgo viver com os ratos. Os polícias poderiam ser instalados na Quinta da Fonte, onde fazem falta. E as comunidades ciganas poderiam ser instaladas na 31ª Esquadra do Rêgo, onde poderiam utilizar o seu vasto arsenal de caçadeiras a exterminar os ratos. »



Pessoalmente, senhores, o meu comentário foi: « Foda-se, ca ganda boca. »

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Re: Opiniões e reflexões jornalísticas.

Mensagempor Lapeno Enriquez » sábado jul 26, 2008 8:53 pm

"foda-se, onde está o texto?"
...natasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatasnatas...
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Re: Opiniões e reflexões jornalísticas.

Mensagempor otnemeM » domingo jul 27, 2008 11:33 am

Lapeno Enriquez Escreveu:"foda-se, onde está o texto?"

Já tirei a cor. Com a skin clara também não o conseguia ler.

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Re: Opiniões e reflexões jornalísticas.

Mensagempor Nevoeiro » domingo jul 27, 2008 5:12 pm

21poison Escreveu:Crónica ''Vozes'' do jornal Metro, quarta-feira, 23 de Julho de 2008

por José Júdice


«O que sugere uma solução tanto para a comunidade cigana da Quinta da Fonte, de Loures, que se recusa a regressar às suas casas, como para os 50 polícias que têm que ir para o Rêgo viver com os ratos. Os polícias poderiam ser instalados na Quinta da Fonte, onde fazem falta. E as comunidades ciganas poderiam ser instaladas na 31ª Esquadra do Rêgo, onde poderiam utilizar o seu vasto arsenal de caçadeiras a exterminar os ratos. »



AUCHHHH! :lol:

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Re: Opiniões e reflexões jornalísticas.

Mensagempor Lapeno Enriquez » domingo jul 27, 2008 6:01 pm

Limpeza étnica

"O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. 'Perdi tudo!' 'O que é que perdeu?' perguntou-lhe um repórter.
'Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem...' Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga 'quatro ou cinco euros de renda mensal' pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que 'até a TV e a playstation das crianças' lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam 'quatro ou cinco Euros de renda' à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a 'quatro ou cinco euros mensais' lhes sejam dados em zonas 'onde não haja pretos'. Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - 'ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos.' A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor."

Mário Crespo.
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Re: Opiniões e reflexões jornalísticas.

Mensagempor Zombie_ » domingo jul 27, 2008 9:30 pm

Sassequece Escreveu:
otnemeM Escreveu:A mãe de um amigo meu, que é professora de Matemática do Secundário e ex-professora Universitária, riu-se à gargalhada dos exames deste ano :|


O meu pai teve que corrgir exames este ano. Melhor do que o exame eram os critérios de correcção. Tem que se aproveitar tudo... Matématica é uma ciência exacta, não é como Filosofia ou Português em que a resposta tem sempre uma componente subjectiva e de interpretação pessoal.
Andamos a trabalhar para as estatísticas. Os alunos cada vez sabem menos mas são levados a pensar que cada vez sabem mais.
Infelizmente e, ao contrário da Saúde em que as pessoas sentem logo na pele qualquer alteração e saem logo à rua a protestar, as alterações na Educação só são sentidas a médio/longo prazo e o Zé Povinho já não se preocupa.



Melhor, melhor, só os critérios de português! Fica ao critério do professor que é uma coisa linda! Depois temos exames de 18 que levam um 15 porque o professor decide colocar uma vírgula antes de cada "que". Hihihi.
RuySan: Não percebo a obsessão que certas pessoas têm com cuecas.
Zombie_: Tem lá coisas tão giras.
Grimner: Eis o porquê.

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Re: Opiniões e reflexões jornalísticas.

Mensagempor KonigLowe » domingo ago 31, 2008 5:23 pm

Esquecer os amigos

Morreu a Isa Meireles. Há quatro dias. Com direito a um obituário rigorosamente igual em toda a parte: jornalista, começou no "Diário Ilustrado", andou pelo "Diário de Lisboa" e "Capital", estava reformada, passava dos 70, morreu de repente.
E fico cheia de remorsos porque, durante anos, a Isa Meireles fez parte do meu quotidiano e agora, ao ler a notícia tão breve da sua morte, dou comigo, sem querer, a murmurar: "julgava que já tinha morrido."
De repente, ou porque a nossa vida se modifica, ou porque o trabalho nos desgasta, ou porque escolhemos caminhos diferentes, ou sei lá porquê, vamos esquecendo pessoas que nos pareciam imprescindíveis, com quem privámos no trabalho, com quem nos cruzámos diariamente, vamos desabituando a nossa boca de pronunciar os seus nomes, vamos esquecendo o som das suas vozes.
Gostava de saber em que momento da minha vida comecei a esquecer a Isa Meireles, mas não sei. Sei que durante anos nunca pensei nela, e agora, quando de repente o seu nome regressa à minha memória, só me vem à boca aquela frase terrível: julgava que já tinha morrido.
Há uns sites de bem-fazer na net, uma coisa chamada "Click to Give", que todas as manhãs nos recordam a nossa obrigação de clicar para lá porque, a partir desse nosso simples gesto, podemos ajudar crianças a ter livros, ou o Planeta a ser mais verde, ou mulheres necessitadas a fazerem mamografias, ou os animais a serem mais bem tratados, ou mil outras coisas urgentes. Pelo menos é o que nos dizem. E nós acreditamos, claro. E clicamos. Todos os dias. Sem faltar um.
Devia haver uma coisa parecida em relação aos nossos amigos.
Assim que abríssemos o computador, logo uma organização qualquer se encarregava de nos enviar a lista de todos os amigos de quem não nos poderíamos esquecer nunca, nem um só dia, e a gente clicava, clicava, e por cada vez que clicasse o amigo recebia de nós a palavra necessária, e a certeza de que, nem que fosse pelo espaço de um segundo, tínhamos pensado nele.
E sempre que arranjamos tempo para pensar num amigo - nem que seja por um segundo - tornamo-nos melhores pessoas.
Nem são precisos grandes discursos. Uma palavra apenas. A que eu gostaria de me ter lembrado de dizer à Isa Meireles durante estes anos todos de esquecimento. Porque às vezes basta uma única palavra para nos salvar o dia. Para nos salvar a vida.


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Re: Opiniões e reflexões jornalísticas.

Mensagempor 21poison » segunda set 01, 2008 9:07 am

Dá que pensar.

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Re: Opiniões e reflexões jornalísticas.

Mensagempor Interfectus » terça set 02, 2008 1:53 pm

(E duvidamos então do pacto de sangue que fizemos em tempos. )

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Re: Opiniões e reflexões jornalísticas.

Mensagempor KonigLowe » sexta nov 07, 2008 8:02 pm

SE HÁ DIVÓRCIOS A MAIS... PASSEM A CASAR-SE MENOS

O Parlamento discutiu ontem, mais uma vez, a lei do divórcio. Fizeram-no devido às preocupações que Cavaco Silva lhes fez chegar quanto ao assunto. Mas estão a discutir a coisa ao contrário. Como, segundo as estatísticas, cerca de metade dos casais acaba por se separar, parece-me óbvio que não é com os divórcios que há dramas (esse é um campo em desenvolvimento). Por muito que me custe dizer, o problema está é nos casamentos. Pelos vistos, os portugueses casam-se facilmente demais e desistem facilmente demais também da vida em comum.
Se a questão da dissolução dos casamentos preocupa os nossos políticos, em vez de dificultarem o divórcio, talvez fosse mais eficaz levantar obstáculos ao casamento, torná-lo acessível a quem realmente o deseja. Talvez assim quem se casa sem
convicção não se dê ao trabalho de o fazer. É só uma sugestão...


Hoje no Global
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Re: Opiniões e reflexões jornalísticas.

Mensagempor 21poison » sábado nov 08, 2008 12:38 pm

Muito bom, uma boa solução :lol:

Wyrm [RIP 2009/03/28]

Re: Opiniões e reflexões jornalísticas.

Mensagempor Wyrm [RIP 2009/03/28] » sábado nov 08, 2008 2:23 pm

Presidente Obama
A esperança de Obama é a mensagem dos Pais Fundadores. A grande mudança é o rosto negro com que a América enfrenta hoje o mundo.

Carlos Marques de Almeida



Embora tudo tenha começado com a imagem de um sucesso impossível, a eleição de Barack Obama acaba por ser a crónica de uma vitória anunciada. Mas não existe nada de menor ou normal num acontecimento que, em muitas circunstâncias, exibe a marca de uma narrativa épica. Longe de qualquer construção ideológica, a vitória de Barack Obama é um facto histórico, é o espectáculo da história que se revela em tempo real.

Neste momento particular, Barack Obama representa o rosto de uma América fiel ao ideal dos Pais Fundadores, mas em profunda transformação. Primeiro, é a refutação do cinismo e a afirmação de que um novo começo permanece sempre no horizonte. Depois, é a consciência de que é possível contruir uma república de homens livres, sem visões ou planos utópicos. Finalmente, é a ideia de que a América pode e deve ser uma força moral no mundo. A esperança de Obama é afinal a mensagem dos Pais Fundadores. A grande mudança é o rosto negro com que a América enfrenta hoje o mundo.

No entanto, Barack Obama não está imune à lei da gravidade que rege e comanda a política. Com duas guerras, uma recessão económica e uma profunda crise de confiança internacional, o novo Presidente já esgotou o tempo para a declaração de intenções. Existe pois uma espécie de opção Obama, cujo resultado irá ditar o sucesso ou fracasso da nova Presidência. Essa opção passa pela abertura ao mundo e não pelo isolacionismo político e o proteccionismo económico. Os Estados Unidos estão de tal modo expostos em termos globais (económica, política e militarmente) que o isolacionismo representaria o declínio americano, o enfraquecimento da Europa e o vazio internacional, aliás prontamente preenchido pela China e pela Rússia. A tentação isolacionista é uma variável activa na equação, não apenas pelo fluxo regular de militares mortos que regressam do Iraque e do Afeganistão, mas também pela profunda crise económica que ameaça politicamente a América. O mundo sem os Estados Unidos é um lugar mais perigoso e vulnerável a muitas aventuras. Uma América isolada é um colosso que tende a implodir por efeito da inércia e da inacção.

Internamente, a América pode necessitar de uma nova versão do New Deal. Internacionalmente, a América não pode abdicar do papel de referência e de protecção ao mundo livre. O Presidente Obama deve pois operar a síntese entre F.D. Roosevelt e Ronald Reagan. Uma síntese que é uma verdadeira mudança.

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Re: Opiniões e reflexões jornalísticas.

Mensagempor 21poison » sábado mar 14, 2009 10:24 pm

Genial:

« SANTO PEREIRA E PAULO PORTAS

Paulo Portas lamentou que o Governo não se tivesse congratulado com a canonização de Nuno Álvares Pereira. A comunicação social referiu a queixa mas foi indiferente à patriótica proclamação do antigo Ministro da Defesa e do Mar e insensível à omissão do Governo.
Que governo é este que não acompanha o ex-ministro que, graças à Senhora de Fátima, conseguiu que a poluição do navio Prestige poupasse as costas do Minho enquanto fustigava as da Galiza?
Que comunicação social é esta que já esqueceu o único ministro que se deslocou a Coimbra para assistir à missa da irmã Lúcia quando esta se finou?
Um país que não exulta com o milagre da cura do olho esquerdo da D.Guilhermina de Jesus, queimado com óleo de fritar peixe, não é digno de um santo com a dimensão de D.Nuno. Uma comunicação social que não exalta o heróico taumaturgo que, depois de matar todos os castelhanos que conseguiu nas batalhas de Atoleiros, Aljubarrota e Valverde, se recolheu a um convento e, após tantos séculos de defunção, se iniciou no ramo dos milagres, não é digna do país que somos. (...)
Mas que ingratidão é esta que já esqueceu a coragem de Paulo Portas perante a invasão do barco do aborto quando, com risco da própria vida, fez deslocar para a Figueira da Foz um vaso de guerra para defender a Pátria da invasão eminente de... pílulas do dia seguinte?
Um país que esquece os pios lamentos de Paulo Portas não é digno da D.Guilhermina, não merece a intercessão celeste de D.Nuno nas sequelas do óleo fervente do peixe que fritava, nem a glória do taumaturgo que foi em vida carrasco de castelhanos e, depois de morto, colírio para queimadelas de óleo de fritar. »


Carlos Esperança, in Cartas dos Leitores, Diário das Beiras

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Re: Opiniões e reflexões jornalísticas.

Mensagempor raxx7 » sábado mar 14, 2009 10:37 pm

21poison Escreveu:Mas que ingratidão é esta que já esqueceu a coragem de Paulo Portas perante a invasão do barco do aborto quando, com risco da própria vida, fez deslocar para a Figueira da Foz um vaso de guerra para defender a Pátria da invasão eminente de... pílulas do dia seguinte?


O problema é que em vez de arriscar a vida, arriscou os euros do contribuinte, porque como consequência dessa brincadeira o Estado Português foi multado por ter violado do princípio da livre circulação de pessoas na UE.
Raios partam o Paulinho...
Shrödinger's cat has left the building.
When in doubt, ban!


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