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August 27, 2007 - Monday
Corpus Christii - entrevista - Agosto 2007
Dois anos passados desde o lançamento de Torment Continues, os Corpus Christii, regressam com o seu 5º álbum, a sair em breve. N.H, respondeu a varias questões, abordando novidades de C.C. e o novo álbum, que completa uma trilogia iniciado no Torment Belief...
Saudações N.H.! Passado algum tempo das gravações do Rising, qual é a tua visão no seu todo, o que é te satisfaz mais nele? O facto de ter feito um álbum que me levou além das minhas expectativas, que me fez viajar no tempo e por influências que antes não tinha usado. O facto é que este álbum é variadíssimo e chega mesmo ao ponto de me completar. Com este álbum consegui fazer o que em muitos anos de C.C. não consegui alcançar. O Todo foi agora completo e posso finalmente dizer que fiz um álbum intrigante que me deixa de "ouvido aberto" do início ao fim. A minha dependência neste álbum tem sido óbvia, raro o dia que não o oiço e já assim o é desde que o acabei, em inícios de Maio. Creio que os ouvintes perceberão que estão a ouvir um álbum dedicado, meticuloso e acima de tudo um álbum variado. Onde não tive o receio de introduzir novas coisas, e mesmo assim manter a linha de Corpus Christii como uma verdadeira banda de Black Metal.
Além de alguns pormenores diferentes na composição, em relação aos anteriores álbuns, que mais se pode esperar deste álbum? Também é a primeira vez que gravas com o Daniel Cardoso (ex. Sirius) no seu estúdio, porquê esta escolha? A escolha foi fácil depois de ter ouvido as recentes produções dele, ainda por cima numa bela cidade (N.R.:Braga). Criou problemas pois tive de viajar regularmente, não tive como gravar o álbum de uma só vez. Ainda para mais já conhecia o Daniel, cheguei a tocar com ele em SiriuS e sabia que íamos lidar bem um com o outro ..:namespace prefix = st1 ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" />em estúdio. Ele mudou os seus gostos musicais e acabou por fazer uma produção mais a meu gosto e não ao dele mas acho que conseguimos conciliar as coisas de forma a ambos estarmos satisfeitos. A grande diferença neste álbum será a produção, mais directa, mais simples e mais clara de perceber as coisas. No entanto acho que algumas pessoas ficariam admiradas caso fosse referir que amplificador de guitarra é que usei.
Concluída a trilogia, será que nos podes dizer algo sobre esta, ponto central desta, temática principal? Ou teremos que ler a letras e fazermos a nossa própria interpretação? A Trilogia foca a visão distorcida de uma mente que passou pelos rudes caminhos da vida e da depressão mas que fez com que a pessoa chegasse a conhecer-se melhor, conseguiu evoluir e descobrir a Luz. A pura Devoção para com Deus, Ele que Ilumina o caminho que esta mesma pessoa mais deseja alcançar. Acho que terá mais lógica, o ouvinte/leitor ligar os três lançamentos e ler as letras. Verá que há um significativo "crescendo" entre álbuns em que mostra essa viagem, esse tormento.
Mais uma vez C.C., tem um novo line-up, a que se deveu a saída do Necromorbus, quem são os novos elementos, e o que "trouxeram" para CC? C.C. teve quase um ano num impasse porque o Necromorbus não sabia o que fazer, já nem andava a tocar bateria, nem queria tocar bateria. Ele foi convidado para a banda como baterista portanto não fazia mais sentido estar na banda se fosse agora tocar um outro instrumento. Houve mais razões mas não vejo razão de as referir. Em estúdio tive o Menthor na bateria, gravou grande parte da percussão e foi um elemento fundamental para este álbum sair como está. Ele é um baterista fenomenal e bastante dedicado, ele mesmo toca também ao vivo com C.C. e tem feito um trabalho exemplar. Tê-lo na bateria em estúdio não me limitou ao que desejava fazer com a bateria portanto ele foi mesmo fundamental para que as coisas fluíssem devidamente. Outro elemento é o Norgaath dos Grimfaug (BE), somente baixista de sessão ao vivo, também pessoa com quem tenho gostado bastante de trabalhar. De resto continuo com problemas com guitarristas mas isso já é o eterno dilema com C.C., um dos dilemas.
A semelhança da edição do Torment Belief, que foi editado pela tua Nightmare Productions (em parceria com a Hiberica), mas em formato vinyl, desta vez vais fazer a edição em CD, porquê esta opção? Achas que és a melhor pessoa para fazer uma melhor e maior distribuição do teu trabalho? Tive várias propostas de boas editoras, o que não faltou foram oportunidades mas sinceramente acordos que não me satisfaziam ou então propostas para o álbum ser somente lançado no próximo ano, portanto decidi ser eu mesmo a pegar no projecto e fazer as coisas à minha maneira. Fartei-me de ter de andar atrás de pseudo empresários que ganharam à minha custa e nunca vi nada em retorno. Ainda para mais sempre falta de comunicação, as únicas editoras até então com quem trabalhei bem e não houve falta de comunicação foram a Hiberica e a Sadolust.
Nos Estados Unidos a edição/distribuição, estará a cargo da Baphoment/Red Stream, como surgiu? O Killjoy (dono da Baphoment, mentor de Necrophagia, membro de The Ravenous e Viking Crown, etc.) é admirador de Corpus Chistii, e tu és apreciador do trabalho dele nas várias áreas desde música até a filmes? Por acaso fiquei surpreso por ele conhecer/apreciar Corpus Christii, e ele ficou "blown out" pelo novo registo portanto as coisas rolaram rapidamente. Agora os detalhes têm sido sim mais a cargo da Red Stream, editora essa que não parece ser fácil de lidar. Por acaso não sou sério conhecedor dos trabalhos dos Necrophagia mas o que já ouvi até gostei. Não posso dizer que é propriamente o meu estilo de música.
Uma pergunta algo pertinente, numa recente entrevista tua que li, - talvez tenha sido mal interpretação minha, mas - um dos comentários que li em a relação à entrevista foi o de pensarem que Corpus Christii é uma banda Cristã, suponho que esta ideia tenha vindo de, em algumas, das partes da entrevista teres mencionada apenas, ELE. E essas pessoas terem associado, ELE a Deus e a seus afins, e não a Lúcifer, Satanás! Já tinhas reparado nestas confusões ou é a primeira vez? Já sei a que entrevista referes, e bem, só posso achar piada que possa haver esse mistério, algo não tão claro, pode ser insinuado de várias formas. Cada um supõe aquilo que quer, não me preocupa muito, até quase que me entusiasma. Mas bem, quando me refiro a "Ele", estou sim a referir-me a Deus, pois para mim, Deus e Satanás são Um.
Está a aproximar-se uma nova tournée pela Europa, que traz de novo esta tournée, além do novo álbum. Qual vai ser a formação que vai partir contigo, alinhamento, etc? Ultimamente são mais os concertos que dás fora de Portugal. Serei eu na voz e talvez guitarra, Menthor na bateria, Norgaath no baixo e não sabemos ainda ao certo como será de guitarrista. De qualquer das formas devo começar a tocar guitarra ao vivo, seja como lead ou segunda guitarra. Dou mais concertos lá fora pois cá dentro raros são os organizadores a querer pagar as despesas de C.C., isto por causa do(s) elemento(s) estrangeiro(s). Mesmo assim acho que a banda não fica cara; mas sabemos como está a crise de concertos, especialmente em Portugal. Também devo referir que cada vez está mais dificil arranjar salas onde dar concertos, estamos neste momento a depararmo-nos com esse problema. Quero dar um concerto de apresentação para o novo álbum de C.C. e está dificil arranjar algo.
Com a uma editora nos Estados Unidos, haverá hipóteses de irem espalhar a vossa mensagem pelo "novo continente"? Não creio que isso seja possível, não temos o estatuto necessário para termos um promotor de lá a investir esse dinheiro, só em viagens é muito dinheiro. Ainda para mais uma tour lá é difícil, são muitos kms entre locais de interesse e só temos "nome" em alguns estados. Tenho alguma noção das coisas por lá, como é com C.C. mas sei que não o necessário para uma tour. Já nos foi proposto várias coisas, tais como fests mas nunca chegou a ir para a frente. Pode ser que as coisas mudem agora com o álbum sendo também editado por lá.
Já que falamos do novo continente, que achas do denominado USBM? Há boas e más bandas, é basicamente isso, como em qualquer lado. Se gosto, oiço, nunca me restringi às nacionalidades das bandas. A única coisa que posso referir sobre USBM é que Xasthur é "overrated", o primeiro álbum é bom, mas a partir dai tudo igual. Prefiro uns Inquisition, uma das melhores bandas dos USA e lá sim são "underrated", o oposto na Europa.
Que bandas novas/velhas, te têm despertado curiosidade neste últimos tempos? Não tem havido nada de novo que me tenha chamado atenção, de resto estou sempre a rodar tudo o que tenho, é muita coisa portanto torna-se complicado dar nomes. Bem, hoje por exemplo ouvi Kataxu, Fullmoon, Warloghe e Shannon Wright. Não sei se bandas conhecidas ou não, mas é o que calhou hoje até então.
Em relação à reedição do The Fire GOD, pela Sadolust, a capa frontal, foi a capa utilizado na primeira edição em vinyl do mesmo, é só a capa que é igual a edição em vinyl, ou o resto do artwork também? Porquê esta escolha? Não estavas contente com o artwork da primeira versão em CD? Além deste e do "Saeculum Domini'', que teve à pouco mais de um ano uma primeira reedição. Há mais trabalhos que estão esgotados, e que poderão vir a ser reeditados? O "The Fire god" nunca chegou a ser lançado em vinyl; mas sim, aquela capa era para a suposta versão vinyl. Achei que seria interessante fazer algo novo, não porque não gostei da capa original, mas não vi razão para não mudar. Tanto que esta reedição tem dois temas extra do EP "master of...", portanto queria dar uma nova cara ao lançamento. Acho que não haverá mais nada a ser reeditado, agora foco em não ter lançamentos limitados ou então, em fazer mais cópias do que aquilo que creio que possa vender, assim não é necessário reedições.
Em 2006 deu-se a segunda actuação de Morte Incandescente, como correu? Depois daquele percalço com MI em Abril, MI é para continuar? Não sei quando foi esse segundo concerto (N.R.: Fevereiro de 2006, com D.O.R. e Flagellum dei) mas lembro-me sim que todos os concertos de M.I. foram deveras intensos e deu-nos muito gosto tocá-los. Pena não ter ocorrido mais vezes mas é assim com esta banda. Não sei o que o futuro reserva para M.I. e sinceramente prefiro não pensar nisso agora. Tenho outras coisas a focar, especialmente com Corpus Christii.
Últimas palavras... Venerem-No!
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