Um novo anti-semitismo.

Intifada
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Um novo anti-semitismo.

Mensagempor Intifada » quinta mar 16, 2006 5:08 pm

Excerto de um texto de Ralf Dahrendorf (Sociólogo, Membro da Câmara dos Lordes).
in: Público


Vivemos tempos violentos. Alguns crêem que estamos a viver um novo tipo de conflito: "As guerras de culturas"... Pertencer a um grupo cultural determinado é apenas um pretexto para as batalhas entre vencidos e vencedores da globalização. Líderes brutais mobilizam seguidores desorientados. Os perdedores, em particular, muitas vezes representados por jovens sem futuro pela frente, podem ser levados a acções suicidas contra o alegado inimigo.
Talvez não nos devessemos surpreender que, num tempo como o nosso, o anti-semitismo, que é o mais antigo e mais horrivel dos nossos ressentimentos - e também o mais mortifero - esteja a submergir das sombras. O seu regresso faz-se sobre a forma clássica de ataques individuais, como o assassínio recente de um jovem judeu em França, ou desfigurando lugares simbólicos, como cemitérios ou sinagogas. Mas existe também um sentimento mais geral de hostilidade a tudo que é judeu.
Seria lógico admitir que o anti-semitismo tinha morrido para sempre com o Holocausto. Não é assim. Há os que negam o Holocausto ou os que dizem que ele não ocorreu da maneira que conhecemos e que está demasiado bem documentada. Os negacionistas vão desde historiadores de segunda ordem como David Irving até políticos aparentemente populares como o Presidente do Irão....
A evidência do que fez a Alemanha nazi é tão poderosa que é relativamente facil lidar com aqueles que a negam, mesmo sem ter de os pôr na cadeia, o que acaba por lhes dar mais atenção do que aquela que realmente merecem.
A mais preocupante fonte do anti-semitismo é outra e justifica que se fale de um novo anti-semitismo que tem a ver com Israel. A América é, sem qualquer dúvida, o primeiro nome para o ressentimento antiocidental. O segundo é Israel, o único país moderno e bem sucedido do Médio Oriente que é também um país altamente militarizado, uma potência ocupante e por vezes brutal na defesa dos seus interesses.
É difícil exagerar o estranho sentimento que existe no Ocidente e que podemos designar por "romantismo palestiniano". Intlectuais como o já falecido Edward Said deram voz a este sentimento, que tem muitos seguidores nos EUA e na Europa. O romantismo palestiniano glorifica os palestinianos como vitimas do domínio de Israel, considera que o tratamento dado aos palestinianos israelitas faz deles cidadãos de segunda e invoca muitos incidentes de opressão nos territórios ocupados, incluindo os efeitos do "muro de segurança" que Israel está a construir. Implícitamente ou explicitamente as pessoas tomam partido pelas vítimas, contribuem com envio de dinheiro, chegam a admitir que os bombistas suicidas agem legitimamente e afastam-se cada vez mais do apoio e da defesa de Israel.
É verdade que, em teoria, é possível opormo-nos às políticas israelitas sem sermos anti-semitas. No fim de contas, há críticos em número suficiente dessas políticas entre os próprios israelitas. No entanto, a distinção tem-se tornado cada vez mais difícil de manter. Os judeus que vivem fora de Israel sentem que é sua obrigação defender o país que, em última análise, representa a sua última esperança de segurança, esteja ele certo ou errado. Isto leva os seus amigos a hesitar em tomar posição com medo de serem, acusados de anti-israelitas ou mesmo anti-semitas. A atitude defensiva dos judeus e o silêncio incómodo dos seus amigos significa que o debate público fica livre para aqueles que são realmente anti-semitas, mesmo que se limitem a utilizar uma linguagem anti-Israel.
O anti-semitismo é vergonhoso, seja qual a forma com que se apresente. Isto é igualmente verdade para outro tipo de ódio étnico, mas o Holocausto torna o anti-semitismo único, porque é um sentimento cúmplice de quase aniquilação de um povo inteiro.
O novo anti-semitismo, contudo, não pode ser combatido de forma eficaz apenas pela educação e pelos argumentos. Está ligado a Israel. Quando fazemos parte de uma geração que olha para Israel como uma das maiores realizações do século XX e admira a forma como este país fornece pátria orgulhosa para os perseguidos e humilhados, então temos de ficar particularmente preocupados com o facto de ele poder estar agora em risco.



Um texto particularmente bem escrito, para reflectir!

Razor
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Mensagempor Razor » quinta mar 16, 2006 5:23 pm

Uma vez confrontei um paspalho que andava a debitar disparates num certo blog e disse-lhe que era interessantíssimo ver pessoas de esquerda com um discurso anti-semita exactamente igual ao da extrema-direita. Ele ficou escandalizadissímo e disse-me que não era anti-semitismo mas anti-sionismo :roll:

Grue [RIP]

Mensagempor Grue [RIP] » quinta mar 16, 2006 7:28 pm

HAHA Razor... fds ha cada um...

Eu consigo perceber que os árabes não curtam os judeus, em Israel, por causa da ocupação. Pa eu até consigo compreender compreender movimentos anti-imigração e isso tudo..
Eu só não consigo compreender como é que alguém minimamente letrado pode coneguir fundamentar um ódio deste tipo. Não vejo mesmo fundamento :|

...e seria de esperar que a Europa, esse continente evoluído e social, cultural e economicamente superior, procedesse em conformidade com o seu auto-retrato.

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Mensagempor Einherjer » quinta mar 16, 2006 9:43 pm

não concordando com algumas das ideias subjacentes considero ainda assim um bom texto que reflete de forma clara uma perspectiva sobre os eventos actuais no mundo... e bem válida até...

e acho que a tua credibilidade na defesa da causa palestiniana ficou maior por teres colocado este texto.
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Intifada
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Mensagempor Intifada » quinta mar 16, 2006 10:12 pm

e acho que a tua credibilidade na defesa da causa palestiniana ficou maior por teres colocado este texto.


thanks!

:cheers:

Thormentor [RIP]

Mensagempor Thormentor [RIP] » sexta mar 17, 2006 11:18 am

Há povos que passam decadas sem fazer nada de bom à Humanidade, preferem continuar a ser chamados de coitadinhos e a fazer atrocidades a outros povos vizinhos, sempre com a desculpa esfarrapa que sofreram com o Holocausto, como se isso fosse alguma justificação válida.

Intifada
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Mensagempor Intifada » sexta mar 17, 2006 12:01 pm

Há povos que passam decadas sem fazer nada de bom à Humanidade


Por exemplo?

Não me digas que não há intelectuais, professores, médicos, investigadores, engenheiros, escritores, realizadores, etc... judeus a contribuirem para a humanidade?

Ou tu é que não conheces (nem queres conhecer)?

Thormentor [RIP]

Mensagempor Thormentor [RIP] » sexta mar 17, 2006 12:10 pm

Estava a falar em algo vistoso e concreto, não falo em "Jurassik Parks", nem "teorias retiradas de apontamentos de outros cientistas".
Falo em termos civilizacionais, Imperio Romano, Civização Grega, Egipcia, etc...

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Mensagempor Einherjer » sexta mar 17, 2006 3:01 pm

não nutro muita simpatia pelo povo judeu enquanto grupo, mas não posso deixar de apontar que, mesmo em termos civilizacionais, foram importantes no desenvolvimento da humanidade...

é verdade que se aproveitam de algo que aconteceu, ainda que bastante empolado (na minha humilde opinião, espero não ser preso), para reclamar benesses e compensações, mas digam-me que povo não o faria no lugar deles? a nós, com a nossa tradicional dependência de subsidios e ajudas, se nos acontecesse uma tragédia semelhante, não nos calávamos para o resto da existência...

de resto, em relação ao anti-semitismo, também faço daqui deste fórum, relevantíssimo para a ordem mundial, um apelo: que o povo judeu pare com o anti-gentio... é um pouco contraditório, apelar para o fim do anti-semitismo mas continuarem extremamente fechados à comunidade não judaica... se eu digo que nunca me casaria ou não gostaria de ver familiares meus casados com judeus, sou anti-semita... mas é vulgar familias judias colocarem enormes entraves a casamento com gentios, isto sem que haja gritos de racismo ou xenofobia... e isto é apenas um exemplo...

my point is, não há lados bons aqui e mesmo o autor deste texto, apesar de denunciar alguns casos bem reais, não deixa de ser um excelente propangandista na defesa dos interesses de Israel...
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Thormentor [RIP]

Mensagempor Thormentor [RIP] » sexta mar 17, 2006 3:14 pm

Nazi SS Cemetery Desecrated By Pro-Semitic Graffiti
August 26, 1998

DARMSTADT, GERMANY–Residents of this quiet Rhineland city awoke Monday to discover that Heinrich Himmler Memorial Cemetery, the final resting place of over 200 Nazi SS Officers who gave their lives for Germany in World War II, had been desecrated during the night with pro-Semitic graffiti.

"This is horrible, simply horrible," said a tearful Grete Brautig, who found the headstone of her grandfather, Waffen-SS Oberlieutenant Otto Brautig, defaced with a spray-painted Star of David. "Why would anyone want to do such an awful, hateful thing to my grosspapa, a man who loved and fought for his country?"

According to Darmstadt police, sometime between the hours of 1 and 6 a.m., unknown persons vandalized the grave markers of dozens of prominent SS men with pro-Semitic graffiti, including Jewish stars and slogans like "Chosen People" and "Next Year In Jerusalem."

It is believed to be the worst pro-Semitic crime in Darmstadt history.

"You must understand, the Star of David is an incredibly painful symbol for my people," said former Hitler Youth member Conrad Steuben, 67, whose father, SS-Unterscharführer Erich Steuben, was buried with full military honors at Darmstadt in 1945. "It stands for the destruction of us and everything we believe in. Seeing it scrawled across those gravestones reopens many deep wounds."

"I thought we had put pro-Semitism behind us here in Darmstadt," Steuben said. "But I suppose old prejudices die hard."

Darmstadt police, working closely with the Nazi Anti-Defamation League, are committed to bringing the perpetrators to justice.

"This sort of hate crime must not be tolerated," police chief Klaus Meine said. "We will do everything in our power to find the Jews responsible for this."

The vandalism is not the first incident of pro-Semitism to occur in Darmstadt. In 1991, a group of Zionists marched through the streets of the city, waving Israeli flags and chanting in Hebrew. City leaders filed a court injunction in an effort to block the march, but the Zionists, defended by the German Civil Liberties Union, won.

"I will never forgive the GCLU for defending the Zionists," Steuben said. "I am all for free speech, but that crossed the line."

Support for the people of Darmstadt has poured in from across Germany in the form of letters, donations and personal visits from political figures.

"Once more, Germans have become the victims of hatred, prejudice and intolerance," said former Austrian president Kurt Waldheim in a speech given in the Darmstadt town plaza. "This incident serves as a reminder that we must remain vigilant about preserving the memory of the four million Germans who died during World War II, so that similar tragedies can be prevented in the future. Never again."


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Thormentor [RIP]

Mensagempor Thormentor [RIP] » sexta mar 17, 2006 3:16 pm

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ALTO Á MISTURA RACIAL!

O grito vem de um judeu, Baruch Marzel (na foto acima), lider do partido israelita United Jewish Front na sequência do anuncio do eventual casamento da modelo judia israelita Linor Aberjil com o jogador de basquetol lituano branco Sarunas Jasikevicius.

Baruch Marzel fez um pedido público, através de uma carta endereçada á ex-Miss Mundo para que não aceite o pedido de casamento com o lituano Sarunas Jasikevicius pela razão de ele não ser judeu.

Salientou que pela sua experiência com mulheres judias que se casaram com gentios, as crianças nascidas dessa relação têm mais tarde problemas de identidade.

Mostrou-se disponivel para explicar detalhadamente á beldade israelita as desvantagens em se casar com não judeus, fornecendo-lhe o seu número de telefone pessoal.



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Modelo judia israelita e o noivo lituano branco


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Marzel to beauty queen: Don't marry a goy

United Jewish Front leader begs local beauty queen Linor Aberjil not to marry her boyfriend, non-Jewish NBA player Sarunas Jasikevicius, and 'divorce the Jewish people'

hairman of the United Jewish Front party, Baruch Marzel, called on Israeli model and former Miss Universe Linor Aberjil Thursday to turn down a marriage proposal from her boyfriend, non-Jewish Lithuanian NBA player Sarunas Jasikevicius.

Aberjil, and Jasikevicius, who plays for the Indiana Pacers, have announced on Sunday they are getting married.

Jasikevicius, who basketball fans in Israel refer to in the nickname Sharas, became a local celebrity during his two years as a player for the country's leading basketball team Maccabi Tel Aviv.

He and Aberjil began dating in the last year, just before Sharas moved to the United States to play for the Pacers.

While the recent marriage proposal stirred excitement in Israel, some are apparently opposed to the notion of the not purely-Jewish covenant.

"I was pained to hear you intend to marry basketball player Jasikevicius," Marzel wrote in a letter to Aberjil. "I have nothing against Sharas, and he may well be a wonderful, charming man, but as long as he has not converted, you must not make such a move."

Marzel wrote Aberjil that if she weds Jasikevicius she would be divorcing the people of Israel as well as her family.

In the letter, Marzel begged Aberjil to think of her grandparents, Jewish tradition and the Israeli Torah. "The greatest danger to our people is assimilation! I urge you in the last minute not to make this move," he wrote.

According to Marzel, his experience as a person who for years has dealt with Jewish women who married "goyim" taught him children of mix-marriage couples encounter identity problems.

"I advise you to think, ask around and consult other people," Marzel wrote.

Marzel concluded his letter with a sincere offer to lend the beauty queen any help she may need:

"If you wish to be informed of the dangers associated with marrying gentiles, I am leaving you my cell phone number. Please call me any time and I shall help you."


fonte: http://www.ynetnews.com/articles/0,7340 ... 68,00.html

Eu sugiro que se visite o link da notícia e que se vejam muitos dos comentários que lá deixaram ficar. As opiniões são de tanta amplitude que vão desde achar bem o que o façam até repudiar ao máximo o casamento interracial.

Saliento o comentário nº 31:


A mixed marriage is wrong.
It produces psychologically unbalanced, hateful kids who don't know who they are. Mixed marriages can produce wonderful kids but not the Jewish kids.

Anne , USA (03.03.06)




E depois os racistas somos nós... Estão aqui uns belos exemplos de tolerância racial, que eles tanto se queixam!!! :evil: :evil:

Thormentor [RIP]

Mensagempor Thormentor [RIP] » sexta mar 17, 2006 3:18 pm

Bem sei que este forúm não é sobre politica, nem nada que se pareça.
Não estou com isto a tentar fazer politica são apenas exemplos que vemos nos jornais.

Razor
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Mensagempor Razor » sexta mar 17, 2006 3:24 pm

Thormentor Escreveu:Mostrou-se disponivel para explicar detalhadamente á beldade israelita as desvantagens em se casar com não judeus, fornecendo-lhe o seu número de telefone pessoal.
8)

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Einherjer
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Mensagempor Einherjer » sexta mar 17, 2006 4:23 pm

animais há em todo o lado...
sionistas e nazis são faces da mesma moeda...
que se matem uns aos outros e que eu possa assistir...
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Ermo [RIP]

Mensagempor Ermo [RIP] » sexta mar 17, 2006 8:16 pm

Thormentor, perdoa-me a pergunta, mas o que é que tentaste demonstrar com estas duas ultimas notícias ? Que existem judeus parvos ? Uau , obrigado por me altertares para esse facto ... estava mesmo a comer o sono. Daqui a pouco vamos poder concluir que a estupidez não tem raça, crença ou ideologia.


Acho engraçado teres apresentado a notícia desse tal Baruch Marzel de um modo tão pejorativo ... afinal ele só defende as mesmas ideias que tu e os teus amigos defendem.


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