Software para monitorizar a troca ilegal de filmes
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DarkIshtar [RIP]
Software para monitorizar a troca ilegal de filmes
Encontrei a seguinte noticia na página do DN.
"Eles andem aí!"
http://dn.sapo.pt/2006/01/09/artes/edit ... ombat.html
In DN
Recorrendo ao génio de jovens estudantes do Instituto Superior Técnico, editores e Polícia Judiciária colaboram neste momento no projecto de um novo software para monitorizar a troca ilegal de filmes através da Internet. A nova tecnologia deverá ficar pronta a usar ainda no primeiro semestre de 2006 e a ideia dos responsáveis pela iniciativa é clara "muito em breve, começaremos a fazer visitas às casas das pessoas."
A promessa parte do presidente da APEV, que é também responsável pela Federação de Editores de Vídeograma Portugueses (Fevip), entidade especialmente criada para o combate à pirataria. "As pessoas têm de perceber que esta troca ilegal de ficheiros, hoje perfeitamente institucionalizada nos hábitos, é crime punível com pena até três anos de cadeia", diz Paulo Santos. "Estão em causa, entre outros, direitos de propriedade intelectual e esta é a maior causa de prejuízo de todo o mercado. Temos de combater isso com todas as armas ao nosso alcance." E o novo software, garante-se, será arma decisiva na guerra a um mercado negro que, segundo a "estimativa tímida" dos editores, rouba anualmente pelo menos 20% da facturação. O que significa, partindo das receitas declaradas em 2004, um mínimo de 12,5 milhões de euros.
Com a nova tecnologia, a Fevip pretende monitorar a transacção de ficheiros na Net, nomeadamente nos canais peer to peer, e a partir daí aproximar-se da origem do ficheiro. O princípio é simples o software reconstrói o trajecto que o ficheiro seguiu na Internet, percebendo todas as transacções de que foi objecto. "Quanto mais antiga for data dessa transacção, mais perto estaremos da origem, ou seja, de quem fez a cópia ilegal e a lançou na Rede", explica Paulo Santos. "E sempre que percebermos que alguém é reincidente, com certeza vamos agir."
O lado negro do mercado
Em 2004, venderam-se em Portugal 8,3 milhões de DVD. A esse número, calculam as editoras, é necessário somar pelo menos 20% em cópias ilegais transaccionadas. Contas redondas, mais 1,7 milhões de discos. Mas esse nem é o lado mais negro do imenso mercado paralelo que se alimenta da indústria cinematográfica. "É na Net que está o grosso da pirataria", garante Paulo Santos. "Com a generalização do acesso de banda larga, a transacção de filmes é cada vez mais fácil. Ainda não estamos ao nível do que acontece com a música e o Mp3. Mas quase."
Não são ainda conhecidos os números definitivos da Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) - o organismo oficial a quem compete coordenar o combate a este tipo de contrafacção -, mas há já a certeza de que 2005 foi ano de recordes, tanto na avaliação que se faz sobre a dimensão do mercado ilegal como nas acções de fiscalização que sobre ele se realizaram. De acordo com o registos da Fevip, foram realizadas 311 acções de fiscalização em todo o País, de que resultou a apreensão de 237 mil cópias DVD, entre muitos outros bens. Na sequência dessas acções, elo menos 273 pessoas foram constituídas arguidas.
"Eles andem aí!"
http://dn.sapo.pt/2006/01/09/artes/edit ... ombat.html
In DN
Recorrendo ao génio de jovens estudantes do Instituto Superior Técnico, editores e Polícia Judiciária colaboram neste momento no projecto de um novo software para monitorizar a troca ilegal de filmes através da Internet. A nova tecnologia deverá ficar pronta a usar ainda no primeiro semestre de 2006 e a ideia dos responsáveis pela iniciativa é clara "muito em breve, começaremos a fazer visitas às casas das pessoas."
A promessa parte do presidente da APEV, que é também responsável pela Federação de Editores de Vídeograma Portugueses (Fevip), entidade especialmente criada para o combate à pirataria. "As pessoas têm de perceber que esta troca ilegal de ficheiros, hoje perfeitamente institucionalizada nos hábitos, é crime punível com pena até três anos de cadeia", diz Paulo Santos. "Estão em causa, entre outros, direitos de propriedade intelectual e esta é a maior causa de prejuízo de todo o mercado. Temos de combater isso com todas as armas ao nosso alcance." E o novo software, garante-se, será arma decisiva na guerra a um mercado negro que, segundo a "estimativa tímida" dos editores, rouba anualmente pelo menos 20% da facturação. O que significa, partindo das receitas declaradas em 2004, um mínimo de 12,5 milhões de euros.
Com a nova tecnologia, a Fevip pretende monitorar a transacção de ficheiros na Net, nomeadamente nos canais peer to peer, e a partir daí aproximar-se da origem do ficheiro. O princípio é simples o software reconstrói o trajecto que o ficheiro seguiu na Internet, percebendo todas as transacções de que foi objecto. "Quanto mais antiga for data dessa transacção, mais perto estaremos da origem, ou seja, de quem fez a cópia ilegal e a lançou na Rede", explica Paulo Santos. "E sempre que percebermos que alguém é reincidente, com certeza vamos agir."
O lado negro do mercado
Em 2004, venderam-se em Portugal 8,3 milhões de DVD. A esse número, calculam as editoras, é necessário somar pelo menos 20% em cópias ilegais transaccionadas. Contas redondas, mais 1,7 milhões de discos. Mas esse nem é o lado mais negro do imenso mercado paralelo que se alimenta da indústria cinematográfica. "É na Net que está o grosso da pirataria", garante Paulo Santos. "Com a generalização do acesso de banda larga, a transacção de filmes é cada vez mais fácil. Ainda não estamos ao nível do que acontece com a música e o Mp3. Mas quase."
Não são ainda conhecidos os números definitivos da Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) - o organismo oficial a quem compete coordenar o combate a este tipo de contrafacção -, mas há já a certeza de que 2005 foi ano de recordes, tanto na avaliação que se faz sobre a dimensão do mercado ilegal como nas acções de fiscalização que sobre ele se realizaram. De acordo com o registos da Fevip, foram realizadas 311 acções de fiscalização em todo o País, de que resultou a apreensão de 237 mil cópias DVD, entre muitos outros bens. Na sequência dessas acções, elo menos 273 pessoas foram constituídas arguidas.
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- Registado: quinta jun 09, 2005 9:15 pm
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Abracadaver [RIP]
raxx7 Escreveu:Off-topic: Abra, não consigo aceder a nenhum dos teus dois sites
Queres ver que os gajos já me foderam o servidor!? Mas só saquei 324324GBs este mês. :/
ps: Três pessoas assim de repente disseram-me que conseguem aceder. Cheira-me a coisa de Mafarrico (ou IE, mas duvido que uses disso hehe).
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Abracadaver [RIP]
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Zsa Zsa Gabor [RIP]
Re: Software para monitorizar a troca ilegal de filmes
DarkIshtar Escreveu:Recorrendo ao génio de jovens estudantes do Instituto Superior Técnico,
Esta foi a parte da notícia que mais me divertiu. Quem estuda no IST muito provavelmente (prái um em cada dois) tem PC portátil e acesso gratuito e ilimitado à rede de lá. E, como é óbvio, toda a gente saca música, filmes e jogos como se não houvesse amanhã.
Última edição por Zsa Zsa Gabor [RIP] em sábado jan 21, 2006 1:34 am, editado 1 vez no total.
- BKD.
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Pelo que me pareceu, o objectivo não é apanhar quem saca os filmes, mas sim a origem, ou seja, quem fez a cópia do filme e o colocou em share para os outros...o início da cadeia...
:: https://www.ilargia.pt|https://linktr.ee/visceraldeathmetal
:: In the beginning the Universe was created. This has made a lot of people very angry and been widely regarded as a bad move. ::
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Software para monitorizar a troca ilegal de filmes
Seja como for... para além de "um pouco utópico", este projecto terá sempre a limitação de quem o concebe... será que não irá haver logo a seguir quem, num momento de "inspiração divina", consiga elaborar uma outra aplicação que contorne essa "câmera de vigilância"?!!!
Ah pois é...
Com certeza que no IST há muito mais gente generosa que coloca acima de qq coisa a partilha com o próximo, do que os que estão envolvidos neste projecto deveras "assustador"!!! lol lol lol
Se for mesmo algo incontornável
(NOT!), o governo bem pode começar a investir em campos de férias de 3 anos para a maioria dos 'tugas com acesso à internet!!! 
Ah pois é...
Com certeza que no IST há muito mais gente generosa que coloca acima de qq coisa a partilha com o próximo, do que os que estão envolvidos neste projecto deveras "assustador"!!! lol lol lol
Se for mesmo algo incontornável
- OrDoS
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BKD. Escreveu:Pelo que me pareceu, o objectivo não é apanhar quem saca os filmes, mas sim a origem, ou seja, quem fez a cópia do filme e o colocou em share para os outros...o início da cadeia...
Também me parece, mas eu até gostava de perceber como... Uma cena dessas é obra, até me quero rir dos bugs ou falhas que esse software irá ter... detectar os ficheiros até à origem... LOL! Essa agora teve piada...
Mas é claro que também me posso estar a rir e tal ter sido mesmo concretizado, o que duvido mesmo mesmo muito...
"O princípio é simples o software reconstrói o trajecto que o ficheiro seguiu na Internet, percebendo todas as transacções de que foi objecto." AHAHAHAHAHAHA!!!
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20ª Edição