Feios, Porcos e Maus.
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Feios, Porcos e Maus.
Será que ainda persiste aquele tipo de pensamento que quem ouve Heavy Metal não toma banho, não sabe o que diz (entenda-se: não tem cultura) e que a única coisa que faz pela sociedade é enrriquecer os fabricantes de cerveja? Claro que entre nós, sabemos que são pensamentos absolutamente infundados e sem razão de existirem. Mas não persisterá, ainda, na mente das pessoas fora do meio, esta ideia?
- Aiwass
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Penso que é uma ideia que ainda subsiste, embora cada vez menos. Por uma questão de coerência, tenho de reconhecer que uma grande parte do pessoal que ouve metal em Portugal tem um QI equivalente a um frango de aviário e come qualquer merda que lhe ponham à frente. Felizmente isso está a mudar e a tendência é para que melhore cada vez mais.
A nível nacional, tenho de referir os Moonspell (e Fernando Ribeiro em particular) como tendo um papel importante no processo de inversão dessa imagem criada. Meteram muita gente a ler Pessoa e Patrick Suskind, para dar um exemplo. Infelizmente, ainda há aquele tipo de pessoal que pensa que ler é "coisa de marrões". Alguns lêem por seguidismo, outros tomam isso como um incentivo e prosseguem a sua busca por um enriquecimento pessoal e cultural.
Por muito que queira dizer que essa imagem já não existe e está completamente ultrapassada, sou por vezes confrontado com situações que só dão razão a essas vozes. Estou a torcer para que isso não aconteça, mas certamente que este forum testemunhará muita da imbecilidade que ainda perdura.
A nível nacional, tenho de referir os Moonspell (e Fernando Ribeiro em particular) como tendo um papel importante no processo de inversão dessa imagem criada. Meteram muita gente a ler Pessoa e Patrick Suskind, para dar um exemplo. Infelizmente, ainda há aquele tipo de pessoal que pensa que ler é "coisa de marrões". Alguns lêem por seguidismo, outros tomam isso como um incentivo e prosseguem a sua busca por um enriquecimento pessoal e cultural.
Por muito que queira dizer que essa imagem já não existe e está completamente ultrapassada, sou por vezes confrontado com situações que só dão razão a essas vozes. Estou a torcer para que isso não aconteça, mas certamente que este forum testemunhará muita da imbecilidade que ainda perdura.
Feios Porcos e Maus
Antes de mais quero avisar que este será um tópico potencialmente polémico, pelas possíveis acusações que pode acarretar na resposta de cada um.
Acho que a questão do feios, porcos e maus tem a ver com o carácter inerentemente selvagem da música que se chama Metal. Quer queiram quer não (com excepção de alguns subgéneros), as vozes grunhidas e gritadas não são propriamente aquelas utilizadas hoje em dia pelas pessoas ditas inteligentes e cultas. No entanto, estas vozes têm um segundo sentido, que é o de impôr uma barreira que impeça a música de se tornar de massas, bem como exprimir uma raiva/inconformismo/obscurantismo/whatever que esteja bem patente nas vocalizações e música. Para além disso, toda a estética do metal colide bastante com os actuais padrões sociais de bem-vestir.
No entanto, as pessoas nao metaleiras suficientemente inteligentes e que tenham tido contacto com alguns fãs do género, já terão decerto percebido que não é por se gostar deste estilo que se perde a cordialidade, sensibilidade, simpatia, inteligência, etc. Não é a música em si que determina a personalidade, mas sim a personalidade que molda a percepção da música.
Assim sendo, acho que como em todos os meios, e o metal não é excepção, existem pessoas "burras",´"más", o que lhes queiram chamar. No entanto, o carácter selvagem, brutal e primitivo (isto não é uma crítica ao estilo, para mim são virtudes) do metal, decerto atrairá um número maior de pessoas igualmente básicas que se identificarão com a música apenas por isso. Isto será apenas uma teorização, pois até hoje têm sido mais as pessoas inteligentes que tenho conhecido, do que as feias porcas e más.
Saudações a todos!
Acho que a questão do feios, porcos e maus tem a ver com o carácter inerentemente selvagem da música que se chama Metal. Quer queiram quer não (com excepção de alguns subgéneros), as vozes grunhidas e gritadas não são propriamente aquelas utilizadas hoje em dia pelas pessoas ditas inteligentes e cultas. No entanto, estas vozes têm um segundo sentido, que é o de impôr uma barreira que impeça a música de se tornar de massas, bem como exprimir uma raiva/inconformismo/obscurantismo/whatever que esteja bem patente nas vocalizações e música. Para além disso, toda a estética do metal colide bastante com os actuais padrões sociais de bem-vestir.
No entanto, as pessoas nao metaleiras suficientemente inteligentes e que tenham tido contacto com alguns fãs do género, já terão decerto percebido que não é por se gostar deste estilo que se perde a cordialidade, sensibilidade, simpatia, inteligência, etc. Não é a música em si que determina a personalidade, mas sim a personalidade que molda a percepção da música.
Assim sendo, acho que como em todos os meios, e o metal não é excepção, existem pessoas "burras",´"más", o que lhes queiram chamar. No entanto, o carácter selvagem, brutal e primitivo (isto não é uma crítica ao estilo, para mim são virtudes) do metal, decerto atrairá um número maior de pessoas igualmente básicas que se identificarão com a música apenas por isso. Isto será apenas uma teorização, pois até hoje têm sido mais as pessoas inteligentes que tenho conhecido, do que as feias porcas e más.
Saudações a todos!
Fotografia - http://www.joseramos.com | http://www.facebook.com/joseramosphotography/
Amphion (blackened death metal)
Amphion (blackened death metal)
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Adam_Warner [RIP]
Vou beber um pouco das duas respostas e irei realmente citar o Fernando Ribeiro. Como é sábido, o Fernando é uma pessoa extremamente culta, no entanto, é também um vocalista extremamente agressivo. Conclusão, acaba por colidir com a noção pré-defenida de "intelectual". Noção, que a meu ver, é algo de semelhante a isto: Para se ser culto, deve-se andar de fato, ouvir musica clássica, etc. Sinceramente não acredito que, por exemplo, o vencedor de um prémio nobel da Literatura seja o melhor escritor... é impossivel analisar todos os livros lançados num ano, assim como é impossivel determinar / escolher os padrões de eleição do melhor livro / escritor.
Convivo com bastantes pessoas que nas as querendo intitular de intelectuais, são bastante cultas, e não conheciam Heavy Metal (ou tinham a ideia "básica" dele). Ao ouvirem Symphony X, por exemplo, renderam-se à evidência... Não sendo conhecedor profundo de outros generos musicais penso que por exemplo, a POP continua a ser a mesma coisa que foi à vinte anos atrás... Uma menina bonita, trabalho de professionais pagos a peso de ouro, uma boa estratégia de Markting e está criada mais uma cantora POP. Ora isto não acontece tão vulgarmente no Heavy Metal. São dezenas os sub-estilos (se assim lhe quisermos chamar) e todos sabemos que em pouco mais de 30 anos, o Metal mutou-se a uma velocidade inalcansável por qualquer outro estilo musical.
O que realmente me deixa a pensar é ouvir discos de uma qualquer banda de Death Metal (só um exemplo...) em que são usadas estruturas bastante complexas, e pensar se não têm bastante mais valor cultural do que um qualquer disco produzido por dezenas de pessoas (enquanto o mesmo disco da banda de Death Metal teve só 4 musicos como base na sua elaboração)...
Convivo com bastantes pessoas que nas as querendo intitular de intelectuais, são bastante cultas, e não conheciam Heavy Metal (ou tinham a ideia "básica" dele). Ao ouvirem Symphony X, por exemplo, renderam-se à evidência... Não sendo conhecedor profundo de outros generos musicais penso que por exemplo, a POP continua a ser a mesma coisa que foi à vinte anos atrás... Uma menina bonita, trabalho de professionais pagos a peso de ouro, uma boa estratégia de Markting e está criada mais uma cantora POP. Ora isto não acontece tão vulgarmente no Heavy Metal. São dezenas os sub-estilos (se assim lhe quisermos chamar) e todos sabemos que em pouco mais de 30 anos, o Metal mutou-se a uma velocidade inalcansável por qualquer outro estilo musical.
O que realmente me deixa a pensar é ouvir discos de uma qualquer banda de Death Metal (só um exemplo...) em que são usadas estruturas bastante complexas, e pensar se não têm bastante mais valor cultural do que um qualquer disco produzido por dezenas de pessoas (enquanto o mesmo disco da banda de Death Metal teve só 4 musicos como base na sua elaboração)...
- Beastlike
- Administrador
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Como em todos os géneros, há "bons" e "maus". Penso que isso tenha mais a ver com a mentalidade geral do País do que com gostos musicais. O metal já teve mais essa imagem e dou sempre um dos melhores exemplos que me ocorreram: aqui há uns anos, ia sentado calmamente num comboio e só por me mexer para me sentar melhor, a mulher que estava sentada à minha frente agarrava-se á carteira. Já não acontece tanto, hoje em dia. E essa imagem dos feios, porcos e maus é mais usada actualmente em cenas mais mainstream, como no caso de Slipknot que cultivam uma imagem de violência e rebeldia. Basta pensar no que se passou com os Nickelback no Ermal... A atitude foi reprovável, mas são algumas das bandas bastante divulgadas pela imprensa que alimentam esse tipo de cenas. Eu defendo um metal com uma linguagem e música agressivas, mas não ao ponto de ter letras violentas só por ter. Por vezes as bandas de metal usam e abusam da linguagem agressiva e não têm noção de que para algumas pessoas isso pode ser mau, porque não sabem distinguir uma linguagem algo metafórica de intenções reais. Nas minhas letras, tenho o cuidado de não dizer coisas insconscientes, como pela mesma razão, não usamos pentagramas, nem cruzes invertidas, nem imagens de corpos mutilados, etc. Muitas banda fazem-no só porque é o hábito, não porque pensem no que estão a fazer. Julgo que muita gente não tem a noção de que dizer ou fazer certas coisas só para chocar, pode vir a ter consequências mais tarde.
Jó (Theriomorphic)
http://metalhead.pt : http://theriomorphic.org : http://thedeadstore.com : http://loomdesign.net
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Valhyr [RIP]
Feios, porcos e maus!
Boas a todos!! Este é realmente um assunto interessante... Em relaçao ao que as pessoas que estao fora do suposto meio metaleiro possam pensar em relaçao aos feios, porcos e maus... tenho encontrado diferentes tipos de pessoas. Sem falar nas pessoas de dita idade mais avançada cuja mentalidade jamais poderá aceitar/comprender tal estilo musical, tenho reparado num certo exemplo que irei expor... Trabalho num call center onde trabalham cerca de mais 50 pessoas.. Encontram-se por lá duas góticas que mais facilmente assimilam o estilo musical, e mais um metaleiro alem de mim que por acaso é um dos guitarristas de Cronaxia se é que é assim que se escreve, os restantes catalogarei como pessoas inseridas nos chamados padroes normais da sociedade que pouco ou nada conhecem de metal. Agora que estou inserido numa banda de death metal tenho aproveitado para mostrar o som a varios colegas de trabalho... conclusao... apesar de nao serem o publico alvo, conseguem distinguir o trabalho tocado mesmo sem serem musicos e mais importante ainda... conseguem perfeitamente distinguir a pessoa que o toca sem qualquer tipo de discriminaçao ou inaceitaçao, sendo que vêm além de uma gadelha comprida (nao é o meu caso) ou shirts de alguma banda "so called" satanica! Penso assim que esta tendençia se está a desvanecer com o tempo... apenas as mentalidades de outros tempos que ainda vivem podem eventualmente ter outras impressoes dos feios, porcos e maus! Penso tambem que de uma forma geral os metaleiros sao pessoas racionais e cultas, escusado será dizer que há sempre excepçoes e continuará sempre a haver pessoas desagradaveis... Prova disso sao os telejornais que noticiam cemiterios vandalizados num ou noutro ano em Barroselas ou noutra localidade qualquer!! I rest my case 
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Adam_Warner [RIP]
Levantaste uma questão interessante... e os media no meio disto tudo? O caso do To Jó (não me sai da cabeça o Jornalista da Sic: "Estivemos em reunião para tentar descrever por palavras o que é este estilo musical, mas pensamos que seria melhor mostra-lo. As imagens e o som que vão ouir a seguir pode ser chocante, etc ,etc"), o caso de Barroselas e uma reportagem da TVI sobre o Black Metal... sinceramente, se a mentalidade dos "Feios, Porcos e Maus" continua, os media, são os principais culpados.
Comunicação social, música pimba e picos
A culpa não é apenas da comunicação social.. tal como não é dos filmes violentos quando alguém desata a fazer tiro ao alvo com os colegas.
O que a comunicação social mostra é um reflexo da sociedade, que depois é devolvido à sociedade, influenciando a própria sociedade.
Mas tanto aquilo que a comunicação social mostra como a influência do que mostra sobre a sociedade são filtrados.
Aquelas reportagens da SIC e TVI sobre metal extremo podem ter dado uma imagem que achamos distorcida do Metal -- com recurso a muito corte e custura na montagem -- mas também não pagaram a ninguém para dizer mentiras.
Por outro lado, por mais realistas que tivessem sido, aquilo que seria captado por quem vê vai sempre ser influenciado pelas ideias que já tem.
Quem não se interessa por metal, não vai prestar atenção a uma reportagem profunda por metal. Da mesma maneira, eu mudo de canal ao menor sinal de "música pimba". Ver reportagens profundas sobre o assunto não faz a minha ideia de diversão.
O que nos leva à nossa prórpria tolerância para com alguns estilos musicais, inimigos fidalgais do "verdadeiro" metal (pop, música pimba, gótico, nu-metal) e até para com aqueles que entre nós ousam ser um pouco diferentes, menos "verdadeiros". Será que somos mais ou menos tolerantes que o resto das pessoas?
E até que ponto é somos os primeiros a cultivar a imagem de feios, porcos e maus? A nossa escolha habitual de vestuários, que nos diferencia dos não-metaleiros e unifica enquanto metaleiros, transmite essa mesma imagem. Roupa preta, picos, botas, tatuagens. Roupa cheia de remendos. Cabelos compridos, nem sempre muito penteados.
E já agora, um "verdadeiro" não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe! Não devemos ser, se estamos p'raqui a discutir isto.

O que a comunicação social mostra é um reflexo da sociedade, que depois é devolvido à sociedade, influenciando a própria sociedade.
Mas tanto aquilo que a comunicação social mostra como a influência do que mostra sobre a sociedade são filtrados.
Aquelas reportagens da SIC e TVI sobre metal extremo podem ter dado uma imagem que achamos distorcida do Metal -- com recurso a muito corte e custura na montagem -- mas também não pagaram a ninguém para dizer mentiras.
Por outro lado, por mais realistas que tivessem sido, aquilo que seria captado por quem vê vai sempre ser influenciado pelas ideias que já tem.
Quem não se interessa por metal, não vai prestar atenção a uma reportagem profunda por metal. Da mesma maneira, eu mudo de canal ao menor sinal de "música pimba". Ver reportagens profundas sobre o assunto não faz a minha ideia de diversão.
O que nos leva à nossa prórpria tolerância para com alguns estilos musicais, inimigos fidalgais do "verdadeiro" metal (pop, música pimba, gótico, nu-metal) e até para com aqueles que entre nós ousam ser um pouco diferentes, menos "verdadeiros". Será que somos mais ou menos tolerantes que o resto das pessoas?
E até que ponto é somos os primeiros a cultivar a imagem de feios, porcos e maus? A nossa escolha habitual de vestuários, que nos diferencia dos não-metaleiros e unifica enquanto metaleiros, transmite essa mesma imagem. Roupa preta, picos, botas, tatuagens. Roupa cheia de remendos. Cabelos compridos, nem sempre muito penteados.
E já agora, um "verdadeiro" não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe! Não devemos ser, se estamos p'raqui a discutir isto.
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Adam_Warner [RIP]
Mas repara, lembro-me de uma senhora dizer que quem destruia cemitérios eram putos de 15 anos... isso não é totalmente verdadeiro.
Lembro-me de ter escrito uma vz para o Jornal de Noticias à cerca de um artigo publicado em que se responsabilizava um jogo de computador, por um miudo ter morte alguém com uma caçadeira, ou algo semelhante. Ora, é lógico que não foi o jogo que o fez matar as pessoas! No entanto foi a ideia que várias pessoas ficaram após a leitura do artigo...
Sinceramente acho que é bem mais positiv andar ao mosh do que pegar numa caçadeira e matar os colegas de trabalho.
Quanto à tolerância... nesse ponto há que relembrar, que mais uma vez, há de tudo. Já fui criticado por não-ouvintes de metal por ouvir metal, mas já fui criticado por metaleiros por gostar de Rolling Stones... Varia de pessoa para pessoa, penso eu...
Lembro-me de ter escrito uma vz para o Jornal de Noticias à cerca de um artigo publicado em que se responsabilizava um jogo de computador, por um miudo ter morte alguém com uma caçadeira, ou algo semelhante. Ora, é lógico que não foi o jogo que o fez matar as pessoas! No entanto foi a ideia que várias pessoas ficaram após a leitura do artigo...
Sinceramente acho que é bem mais positiv andar ao mosh do que pegar numa caçadeira e matar os colegas de trabalho.
Quanto à tolerância... nesse ponto há que relembrar, que mais uma vez, há de tudo. Já fui criticado por não-ouvintes de metal por ouvir metal, mas já fui criticado por metaleiros por gostar de Rolling Stones... Varia de pessoa para pessoa, penso eu...
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slaughter [RIP]
Isto do Metal socialmente correcto já mete nojo! O Metal não tem que ser aceite pela sociedade, aliás NÃO deve, no dia em que isso acontecer o Metal morre. Para mim gostar de Metal é ser diferente e já nem se trata de uma opção à partida, sempre senti isso ao logo da vida e nunca tentei suavizar as coisas só para ser aceite. Tenho a minha vida dita “social” mas aí o Metal fica de parte, fica para mim e não tento que os outros o aceitem. METAL É REBELDIA e digo isto tendo 27 anos.
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José Lopes [RIP]
Em certa parte concordo contigo. Se somos dos primeiros a criticar a sociedade, é contraditório depois procurar compreensão e e inserção por parte da mesma. É obvio que existem imagens distorcidas do metal e seus fãs. Mas isso é apenas mais uma prova de que a ignorancia é uma das maximas da sociedade de hoje em dia.
Toda a arte mais extrema é hostilizada pela sociedade, porque representa uma ameaça para a mesma. É quase como uma "guerra" entre dois polos. Penso que é impossivel estar em guerra e em paz ao mesmo tempo. Se calhar no meio desta guerra somos nos aqueles que são verdadeiros, que sentem, que pensam de uma forma mais racional e intelectualmente mais desenvolvida. É obvio que o arma da sociedade tem que ser, criar uma imagem falsa para que pareça que somos nós os atrasados mentais, os fracos e aqueles que nao tem "ponta por onde se lhe pegue".
Toda a arte mais extrema é hostilizada pela sociedade, porque representa uma ameaça para a mesma. É quase como uma "guerra" entre dois polos. Penso que é impossivel estar em guerra e em paz ao mesmo tempo. Se calhar no meio desta guerra somos nos aqueles que são verdadeiros, que sentem, que pensam de uma forma mais racional e intelectualmente mais desenvolvida. É obvio que o arma da sociedade tem que ser, criar uma imagem falsa para que pareça que somos nós os atrasados mentais, os fracos e aqueles que nao tem "ponta por onde se lhe pegue".
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Mustaine [RIP]
as vozes grunhidas e gritadas não são propriamente aquelas utilizadas hoje em dia pelas pessoas ditas inteligentes e cultas
Digamos que os pintores abstractos, pioneiros, também porderão ter sido encarados deste modo.
O fenómeno baseia-se na Entropia/Redundância, que por acaso estudei em Semiótica Textual... mas agora tenho sono.
Ahahah
Fico à espera do esclarecimento desses termos tão sonantes, numa altura de maior vígilia...
Fotografia - http://www.joseramos.com | http://www.facebook.com/joseramosphotography/
Amphion (blackened death metal)
Amphion (blackened death metal)
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Bronze [RIP]
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