Bem, aproveito para vos trazer aqui a primeira entrada numa coluna que tenho no http://www.darkness-anthem.cjb.net intitulada de Infecção.
Esta é a Infecção Primeira referente ao mês de outubro. Poderam ver as restantes na secção "Especial" do DA. Aqui fica então, a dita para que iniciemos a discussão que é proposta:
Génesis e os Problemas Criativos
Começar. Uma palavra que me faz pensar em agitação de ideias, aplicação das mesmas e especialmente, movimento.
Aproveitei esta bela manhã (se fossem todas assim, acho que seria feliz) para começar a minha infecção primeira.
Uma das coisas que mais me agrada na Internet é a facilidade com que podemos criar, especialmente usando aquilo a que chamam de multimédia. Veja-se um site, por exemplo:
Poderemos, sem grande dificuldade, colocar lá o nosso texto, definir as cores do texto, do background, colocar uma imagem (que poderá ter sido criada por nós num qualquer programa com esse mesmo fim), um som de fundo (que também poderá ser criado por nós através de um qualquer programa de som), um pequeno filme (também realizável por nós)... enfim, a liberdade criativa é bastante grande.
E depois de quatro anos de uso intensivo da Internet, já tive oportunidade de ver sites verdadeiramente espantosos. Claro que não poderia, eu também, deixar de tentar criar algo “agradável à vista” e ao longo dos anos lá fui criando (dentro das minhas muito grandes limitações) alguns sites.
O meu site pessoal, a que chamo Sodoma, foi a principal vitima das minhas experiências e variações criativas. E recentemente, depois de ter simplesmente apagado uma versão quase pronta e ter perdido outra graças a um vírus, volto a ter o programa aberto e com a página em branco.
E assim chegamos ao centro desta nossa primeira infecção: Uma manhã fria, com os Apocalyptica como banda sonora e um ecrã branco.
Sim, é obvio que este problema é frequente a todos aqueles que desejam fazer algo... começar algo. Terá alguma coisa a ver com “inspiração”? Não me parece...
Não é a olhar para o céu que nos aparece a solução ou a resposta para este ou aquele problema. Pode até aparecer, mas só derivado de alguma observação e consequente raciocínio. Mas acaba por não ser esse o maior problema. A pergunta que faço é porque temos nós a necessidade de mostrar aos outros as nossas obras? Será assim tão grande o nosso desejo em alimentar o nosso “eu”? Sim, poderá também ser visto como uma partilha... sempre vi as coisas dessa forma, mas não será demasiado ténue a linha que separa partilha de um certo egocentrismo...?
Infecção
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Phobos [RIP]
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Falando por mim, acho que isso é uma forma de expressão. Principalmente, através da música e das letras que escrevo, deito cá para fora aquilo que sinto ou penso. Há é formas diferentes de o fazer. Dando o exemplo das letras, tenho a preocupação de escrever coisas relativamente simples, para que os outros possam perceber, minimamente, aquilo que digo. É claro que a interpretação pode nem sempre ser a correcta e, nalguns casos, tenho pequenas referências ou mensagens "secretas" relacionadas com coisas que só eu sei do que se trata, porque me dá um certo gozo brincar com isso. E é uma forma de as deitar cá para fora, sem estar a revelar coisas que não deveriam ser reveladas. Por outro lado, há gente que se preocupa em escrever coisas tão complexas que dificilmente alguém as percebe. Aí acho que estão a criar algo para elas próprias ou para mostrarem que sabem (ou pensam que sabem) fazê-lo. Nesses casos, acho que há sempre um pontinha de exibicionismo, tal como nos músicos que só mostram que tocam muito, mas não conseguem compôr nada que realmente fique no ouvido...
Jó (Theriomorphic)
http://metalhead.pt : http://theriomorphic.org : http://thedeadstore.com : http://loomdesign.net
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Abracadaver [RIP]
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Não acho que seja. Não escrevo letras para mostrar que o sei fazer, escrevo-as porque é uma forma de me exprimir. Não acho que um pintor pinte um quadro para mostrar que sabe pintar, mas sim para se exprimir. É claro que quando se faz disso uma profissão, há coisas que condicionam o trabalho...
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- Vento_Nocturno
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Se bem que as artes, sejam elas quais forem, não são o meu forte eu julgo que a criação (e não confundo com a creatividade) pode derivar de diferentes "necessidades" consoante o criador ou mesmo o estado de espirito do criador.
No meu caso por exemplo quando crio algo novo nem que seja um modelo em folha de cálculo "revolucionário" faço-o primeiramente para agradar ao meu ego. Ou seja antes de pretender mostrar, partilhar ou difundir uma nova criação eu faço-o primeiro para meu prazer pessoal.
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No meu caso por exemplo quando crio algo novo nem que seja um modelo em folha de cálculo "revolucionário" faço-o primeiramente para agradar ao meu ego. Ou seja antes de pretender mostrar, partilhar ou difundir uma nova criação eu faço-o primeiro para meu prazer pessoal.
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SoupNazy [RIP]
Abracadaver Escreveu:Mas é ainda onde quero chegar.
Seja mostrar o que se sabe fazer ( Dream Theater ) seja fazer coisas que fiquem no ouvido ( Boss AC) não serão ambos a tal vontade de mostrar o que se sabe fazer aos outros?
Depende da forma como interpretares a obra.
Uma das piadas da criação de algo é o facto de esta poder despertar as mais diferentes opiniões e os mais diferentes estados de espirito por parte das pessoas que a venham a apreciar. E não são tão poucos os casos em que aquilo que o ouvinte (centrando o assunto mais na música) sente ou interpreta quando ouve uma música é completamente diferente dos sentimentos que levaram o compositor a compôr aquela música e a escrever aquela letra!
Sorte daqueles que podem criar algo onde podem satisfazer o seu Ego em primeiro e depois o resto do mundo. Infelizmente existem situações em que somos obrigados a criar algo com um objectivo especifico sem haver uma total liberdade de expressão: Se me contratarem como músico de estudio e me pedirem para compor algo para uma boys-band não vou obviamente fazer algo que eu goste particularmente (riffs pesados, etc), mas sim tentar fazer algo o mais 'radio-friendly' possivél! O mesmo pode acontecer noutras profissões... seja músico, seja pintor, seja programador, etc.
Seja como for e seja qual for o contexto... por muito underground que se seja (lol) ninguém faz algo sem mais tarde pretender mostrar a alguém para recolher uma opinião (nem que seja a namorada, a mãe, ao cão ou ao gato!)
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Metalian [RIP]
É evidente que todos procuram "protagonismo". Seja em que dominio for. Quem tem uma banda, o sonho é gravar um cd, e aparecer na tv, ou no RIR... Quem não pensa assim, ou diz que não pensa, não está a ser sério com ele, e com os outros. Faz parte da essência do Homem... Como se diz na minha terra, em relação a uma aldeia vizinha chamada Urrós: Temos de ser como os d'Urrós, se ninguém nos gaba, gabamo-nos nós!
Mais, se os "artistas" não nos mostram o que criam, como podemos nós ter acesso a essas criações?
Termino dizendo: MOSTRA O ARTISTA QUE HÁ EM TI!
Mais, se os "artistas" não nos mostram o que criam, como podemos nós ter acesso a essas criações?
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