Manu Chao - Artista Underground do Mainstream?
- nazgul
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Manu Chao - Artista Underground do Mainstream?
Apesar de não ser METAL aqui vai esta notícia. Este tópico pode ser interpretado de várias maneiras, a propósito de vários assuntos... estive indeciso acerca de onde colocaria o tópico, mas aqui pareceu-me o mais indicado.
Um dos meus cantores/artistas preferidos: pela música e pela atitude, aliás porque na música que faz reflecte a sua própria atitude perante a vida - genuino portanto.
"Depois de em Maio último ter colocado para download gratuito no seu site “Rainin in Paradize”, o seu mais recente single, sem qualquer tipo de DRM e em formato MP3 de 192 Kbps, Manu Chao anunciou num editorial da edição da semana passada do Courrier International francês (acesso restrito, via Ratiatum) que La Radiolina, o seu novo álbum com data prevista de lançamento para 3 de Setembro, será o último disco da sua carreira.
Mas descansem os fãs que o músico francês a residir actualmente em Barcelona promete não baixar os braços: “Não vou deixar a música, mas tendo em conta a evolução tecnológica talvez, daqui em diante, opte por colocar online cada canção nova que termine”.
Ao contrário de muitos artistas que continuam a lastimar os efeitos “devastadores” da partilha de música na Internet, Manu Chao não se resigna à crítica fácil dos seus fãs e considera que as mudanças no mundo da música e a diminuição das vendas dos discos exigem que os artistas concebam novas maneiras de difundir as suas obras e subsistir: através da Internet e dos concertos.
Aliás, o novo trabalho do músico, La Radiolina (”pequena rádio” em espanhol), é já exemplificativo dessa nova postura. Em lugar de se apresentar como uma obra final, completa e inamovível o álbum deverá ser ampliado com novas canções que o artista irá lançar ao longo dos próximos meses no seu site:
Vou utilizar o meu site na Internet como uma estação de rádio (…) A ideia é continuar a enviar cartões postais sonoros através do meu site, de disponibilizar as canções umas atrás das outras sem pensar sistematicamente em termos de um “álbum”.
Quando à situação actual, Manu Chao é pragmático e não tem ilusões: “As grandes companhias discográficas estão em dificuldade, é um pouco o fim dos dinossauros”, admite ao passo que “as outras indústrias, em particular aquelas que fabricam leitores de MP3s, aumentam os seus lucros. Uns perdem, outros ganham. E nós, cantores, temos que encontrar o nosso lugar para continuar.”
Apesar de reconhecer que não possui a solução ideal para o dilema que o negócio da música enfrenta, Manu Chao defende uma ética do público. Sendo a pirataria hoje em dia “fácil, massiva e inevitável”, ele deixa o recado: “Que as pessoas pirateiem os ‘grandes’ como eu, isso não me faz grande mossa. Mas que elas façam o esforço de comprar a música das pequenas labels“.
Sendo ele próprio um ex-”pirata”, como faz questão de frisar, seria aliás surpreendente que ele não compreendesse os anseios dos apreciadores de música dos dias de hoje: “Na altura, 90 por cento da minha discoteca era pirata. Não tinhamos dinheiro suficiente para comprar a música mas desejávamos ouvi-la.”
http://remixtures.com/2007/07/manu-chao-abandona-os-albuns-e-adere-a-distribuicao-online/
Um dos meus cantores/artistas preferidos: pela música e pela atitude, aliás porque na música que faz reflecte a sua própria atitude perante a vida - genuino portanto.
"Depois de em Maio último ter colocado para download gratuito no seu site “Rainin in Paradize”, o seu mais recente single, sem qualquer tipo de DRM e em formato MP3 de 192 Kbps, Manu Chao anunciou num editorial da edição da semana passada do Courrier International francês (acesso restrito, via Ratiatum) que La Radiolina, o seu novo álbum com data prevista de lançamento para 3 de Setembro, será o último disco da sua carreira.
Mas descansem os fãs que o músico francês a residir actualmente em Barcelona promete não baixar os braços: “Não vou deixar a música, mas tendo em conta a evolução tecnológica talvez, daqui em diante, opte por colocar online cada canção nova que termine”.
Ao contrário de muitos artistas que continuam a lastimar os efeitos “devastadores” da partilha de música na Internet, Manu Chao não se resigna à crítica fácil dos seus fãs e considera que as mudanças no mundo da música e a diminuição das vendas dos discos exigem que os artistas concebam novas maneiras de difundir as suas obras e subsistir: através da Internet e dos concertos.
Aliás, o novo trabalho do músico, La Radiolina (”pequena rádio” em espanhol), é já exemplificativo dessa nova postura. Em lugar de se apresentar como uma obra final, completa e inamovível o álbum deverá ser ampliado com novas canções que o artista irá lançar ao longo dos próximos meses no seu site:
Vou utilizar o meu site na Internet como uma estação de rádio (…) A ideia é continuar a enviar cartões postais sonoros através do meu site, de disponibilizar as canções umas atrás das outras sem pensar sistematicamente em termos de um “álbum”.
Quando à situação actual, Manu Chao é pragmático e não tem ilusões: “As grandes companhias discográficas estão em dificuldade, é um pouco o fim dos dinossauros”, admite ao passo que “as outras indústrias, em particular aquelas que fabricam leitores de MP3s, aumentam os seus lucros. Uns perdem, outros ganham. E nós, cantores, temos que encontrar o nosso lugar para continuar.”
Apesar de reconhecer que não possui a solução ideal para o dilema que o negócio da música enfrenta, Manu Chao defende uma ética do público. Sendo a pirataria hoje em dia “fácil, massiva e inevitável”, ele deixa o recado: “Que as pessoas pirateiem os ‘grandes’ como eu, isso não me faz grande mossa. Mas que elas façam o esforço de comprar a música das pequenas labels“.
Sendo ele próprio um ex-”pirata”, como faz questão de frisar, seria aliás surpreendente que ele não compreendesse os anseios dos apreciadores de música dos dias de hoje: “Na altura, 90 por cento da minha discoteca era pirata. Não tinhamos dinheiro suficiente para comprar a música mas desejávamos ouvi-la.”
http://remixtures.com/2007/07/manu-chao-abandona-os-albuns-e-adere-a-distribuicao-online/
- Sir Sardine
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Não suporto a música deste tipo, mas neste caso nem interessa. É um simples caso de pura adaptação e gosto pelo trabalho.
Mas repara que nem todos se podem dar ao luxo de o fazer...
Ele é que já tem um legado grande e consequente dinheiro acumulado, e por isso é que pode comportar os custos de produção... Para ele é uma alternativa viável, para outros ainda falta um bocado.
De qualquer modo, esteve bem.
Mas repara que nem todos se podem dar ao luxo de o fazer...
Ele é que já tem um legado grande e consequente dinheiro acumulado, e por isso é que pode comportar os custos de produção... Para ele é uma alternativa viável, para outros ainda falta um bocado.
De qualquer modo, esteve bem.
- nazgul
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Sir Sardine Escreveu:Mas repara que nem todos se podem dar ao luxo de o fazer...
Ele é que já tem um legado grande e consequente dinheiro acumulado, e por isso é que pode comportar os custos de produção... Para ele é uma alternativa viável, para outros ainda falta um bocado.
De qualquer modo, esteve bem.
Em relação ao dinheiro acumulado e à situação em que ele se encontra não falo do mérito que ele tem, até porque não é isso que está em causa, mas repara nos pequenos promenores tais como o equipamento musical que ele usa nos concertos, e não falo só desta tournée mas também da última que ele dez há coisa de 5 anos (?), ou a própria produção dos seus álbuns feitos no seu estúdio caseiro sem grandes aparatos... já os manunegra não tinham manager e o mesmo deve acontecer com ele, nem tem uma editora fixa mas a cada álbum que lança consegue aranjar uma editora à sua medida, seja a Virgin ou uma outra mto mais pequena; e isto não é só de agora: não é por ter conquistado o seu reino que agora se dá ao luxo de fazer o que quer... é uma questão de atitude, atitude essa que se vê e se sente.
Não estou a responder pessoalmente ao que disseste mas apenas a extravasar um pouco aquilo que sinto.
E ele também faz questão de adiantar que são as bandas pequenas que precisam de ajuda e não as grandes, apelando por isso à pirataria e á compra de cd's de pequenas editoras... e tem uma atitude nada hipócrita quando defende que 90% da música que tinha em casa era piratiada!! Por acaso gostava de ver a colecção só de cd's originais que «os senhores músicos» anti-pirataria têm em casa!!
E penso que também não é por acaso que actualmente temos a quantidade de concertos e festivais que temos em Portugal: a pirataria veio de facto dar a conhecer muitas e muito boas bandas... e não falo só por mim...
Enfim.. tudo isto para dizer que o álbum dele está muito bom....
Última edição por nazgul em sábado set 29, 2007 12:41 am, editado 1 vez no total.
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sludge Escreveu:Detesto, acho simplesmente horrivel a musica deste gajo.
acho que a essencia do post do nazgul vai um pouco alem dos nossos gostos particulares relativos ao manu chao, mas enfim....
penso que é apenas uma maneira de defender o que ja foi aqui debatido milhares de vezes
Perde a Industria ou perde o artista, etc,etc!
xS3x - We Never Forget, We Never Forgive!
When two opposite points of view are expressed with equal intensity, the truth does not necessarily lie exactly halfway between them. It is possible for one side to be simply wrong.
Bota Géu
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sludge [RIP]
- nazgul
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O novo álbum está mesmo muito bom!! Para quem o conhece sabe que costuma ser mais calminho nos álbuns, género «um gajo só com a sua violinha a cantar» e depois em concerto mete-lhe ritmos punk-ska-reggae: o último álbum está mais virado para músicas mais a abrir... do género ao vivo.
E tem uma musiquinha sobre o melhor futebolista de todos os tempos...
Já agora, para quem gosta de ManuChao, investiguem também Amadou&Miriam: um casal de magrebinos invisuais, a tocarem musica do mais simples... produzido pelo Manu e com participações dele.
E tem uma musiquinha sobre o melhor futebolista de todos os tempos...
Já agora, para quem gosta de ManuChao, investiguem também Amadou&Miriam: um casal de magrebinos invisuais, a tocarem musica do mais simples... produzido pelo Manu e com participações dele.
Detesto, acho simplesmente horrivel a musica deste gajo.
Se isto fosse escrito num tópico de Neurosis ou Mastodon....
Eu quando não gosto, ignoro, é-me indiferente.
Detestar algo é atribuir muita importância/significado, mesmo que pelo aspecto negativo.
Eu gosto bastante de Manu Chao, gosto da música, da postura, dos concertos.
RIP
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sludge [RIP]
Intifada Escreveu:Detesto, acho simplesmente horrivel a musica deste gajo.
Se isto fosse escrito num tópico de Neurosis ou Mastodon....![]()
Eu quando não gosto, ignoro, é-me indiferente.
Detestar algo é atribuir muita importância/significado, mesmo que pelo aspecto negativo.
Eu gosto bastante de Manu Chao, gosto da música, da postura, dos concertos.
Realmente estive mal no meu comentario, reitero e digo: Eu nao gosto de Manu Chao
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