Cathedral - discografia
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DeathLike_Silence [RIP]
Cathedral - discografia
É com grande prazer que me dedico a exprimir umas poucas palavras acerca desta fantástica banda que muito mais do que uma simples formação do ex-vocalista do Napalm Death, tornou-se uma das mais relevantes e produtivas bandas de metal da década de 90.
A banda foi formada em 1989 "pelo vocalista Lee Dorrian, que logo após deixar o Napalm Death, passou a buscar por uma sonoridade nova e encontrou no baixista Mark "Griff" Griffiths o parceiro ideal para levar à frente esta empreitada, por terem eles o gosto cumum por bandas como Trouble, Pentagram, Sabbath ,St.Vitus , Melvins, Candlemass etc. Juntaram-se a eles os guitarristas Garry Jennings e Adam Lehan, mais o baterista Ben Mockrie, sendo esta a formação com que gravaram sua primeira demo.
In Memorium
Nas 4 músicas contidas nesta demo , sendo All Your Sins um cover da banda americana Pentagram, já dava para sentir que algo especial estava para nascer.
As músicas são lentas e melancólicas, deixando transparecer toda a tensão e desespero que tão bem eles desenvolveram no disco seguinte.
Uma das melhores demos que eu já ouvi na vida, sem dúvida.
As músicas foram produzidas por eles mesmos e foram lançadas pelo próprio selo do vocalista, chamado Rise Above Records.
Com isto, eles já começaram a ganhar uma certa popuraridade e atenção no mundo underground. Logo após o lançamento e precária distribuição, a banda fez diversos shows pela Europa, com bandas como S.O.B., Saint Vitus, Morbid Angel, Young Gods e Cranes.
Em 91, a música Ebony Tears figurou na coletânea, hoje clássica, Dark Passages.
Forest of Equilibrium
Logo após uma baixa na banda (o baterista Ben Mockrie) eles chamaram Mike Smail, fundador das bandas Penance e Dream Death, como músico convidado para a gravação desse disco, de 1991.
Desde já, digo que este é um dos maiores clássicos do Doom Metal de todos os tempos.
Suas músicas, assim como em In Memorium, são lentas, arrastadas e sombrias como poucas bandas à sua época.
Todos aqueles elementos que tanto agradaram aos admiradores aqui estão presentes de forma maximizada, tanto em apuro técnico e estilístico quanto em produção.
Por vezes, as músicas são tão lentas que a intensidade da distorção na nota parada chega a ser perturbadora.
Forest of Equilibrium foi muito bem recebido pelo público e pela mídia especializada, o que levaria o Cathedral ainda mais longe.
Logo após o lançamento deste petardo, juntou-se à banda o baterista Mark Ramsey Wharton, com quem a banda prosseguiu a sua ascensão mundial em aparições durante 1992 na celebradas Tour Européia 'Gods of Grind' e na igualmente bem-sucedida Tour Americana 'Campaign For Musical Destruction' (em que tocaram Carcass, Entombed e Confessor, mais tarde Napalm Death, Carcass e Brutal Truth).
Soul Sacrifice
Trata-se, na verdade, de um EP single, onde contém uma versão diferenciada da música título e algumas faixas a mais.
Porém, acima de ser um simples single, este lançamento mostra pela primeira vez elementos de um novo direcionamento que a banda viria a abraçar daí em diante.
O Ano terminou com a banda assinando um contrato de gravação para os EUA com a Columbia Records, e fazendo tours em Israel e Alemanha.
Mas infelizmente, sem que ninguém esperasse, o baixista Mark "Griff" Griffiths, sai da banda por motivos pessoais não revelados.
Ethereal Mirror
Este, que para muitos é o melhor disco da banda, figura no seleto grupo dos discos mais clássicos do metal.
A banda se renova, juntando toda a experiência obtida nos vários shows que fizeram pela Europa e lançaram este que definitivamente é um disco perfeito, tanto em matéria de execução quanto liricamente.
Aqui, as novas influências setentistas que já davam as caras no EP Soul Sacrifice, já começam a aparecer com mais nitidez.
A banda está furiosa, com músicas não tão lentas, pesadas, empolgantes.
Mais turnês surgiram, agora nos EUA com Fight, King Diamond e Mercyful Fate, na Europa headliner com o Sleep in Tow, da Earache.
Exageros à parte, a imprensa proclamava que o Cathedral seria a salvação do metal britânico, sendo os únicos dignos de ocuparem os lugares antes ocupados pelo Iron Maiden e o Judas Priest. Enfim, o underground mundial foi conquistado depois deste disco.
Carnival Bizarre
Este, que na minha opinião é, junto com Ethereal Mirror, o melhor disco do Cathedral, é aquele que reúne com maior perfeição tudo que a banda fez e faz em termos de música pesada. Trata-se de um verdadeiro petardo Stoner Metal, pesado, violento, rápido, lento e deveras empolgante. A atmosfera é realmente setentista, unida ao peso Death/Doom que a banda herdou de seus conterrâneos britânicos. Aqui, o admirador da banda encontrará tudo aquilo que sempre apreciou no Cathedral. A grande curiosidade é que em uma das faixas (Utopian Blaster) existe a participação de Tony Iommi do Black Sabbath em um solo espetacular.
Caravan Beyond Redemption
O Cathedral mergulha de vez nas sonoridades Stoner Rock antes perpetradas por bandas como Kyuss e The Melvins. Riffs cavalgados, bateria veloz, vocais ensandecidos e uma atmosfera Hard Rock Setentista, é o que se encontra com sobras neste excelente disco. A banda abandona de vez, para retomar mais tarde, suas origens Doom Metal, para criar músicas mais voltadas para a velocidade e psicodelia.
Supernatural Birth Machine
Assim como no lançamento anterior, trata-se de um Cathedral Stoner Rock. O que mais chama atenção neste Supernatural Birth Machine é a grande tendência à psicodelia, que torna o som da banda renovado e bastante curioso. Mesmo nas ilustrações e fotos, a banda mostra sua queda por conceitos ainda mais retrógrados. Não figura entre os melhores da carreira, mas ainda assim é um bom disco.
Endytime
Este disco, na ocasião de seu lançamento, despertou as mais intensas emoções nos admiradores da banda. Alguns o elegeram como o grande retorno do Cathedral ao Doom Metal de outrora, outros, que a banda estava em seu pior momento, com músicas pouco criativas e atípicas para o estilo do Cathedral. O fato é que o disco é realmente diferente, lembrando nos timbres e composições bandas como Crowbar e Corrosion of Conformity com sutis lembranças da sonoridade tradicional da banda.
The Seventh Coming
Este sim, um grande disco, digno dos velhos tempos de Doom/Stoner do Ethereal Mirror. A banda se mostra com intensidade, peso e grandes composições, sem nunca abandonar as eternas influências de Black Sabbath, Celtic Frost etc. Tenho a impressão de que se trata de um disco feito sob medida para satisfazer os fãs antigos que ficaram decepcionados com o anterior, pois longe de ser um disco que dá um passo adiante na carreira da banda, The 7th Coming reúne todas as características que consagraram o Cathedral.
The Garden of Unearthy Delights
Novamente, o Cathedral nos brinda com seu misto entre o Doom Metal que fazia no início da carreira, o rock pesado e saturado executado por bandas como Kyuss e refinadas influências setentistas de bandas como Black Sabbath (principalmente) e Mountain. Não Obstante a esta salada de influências, o Cathedral não soa retrô em momento algum; ao contrário, faz música de vanguarda que nenhuma denominação exata de gênero lhe cabe. Temos aqui, finalmente, o disco definitivo da banda, que pode figurar com igualdade de condições junto aos mais brilhantes discos do Cathedral.
Toda esta gama de influências Stoner, Doom e Progressiva, está presente em sua peça mais ousada até agora, chamada The Garden, uma faixa de incríveis 26 minutos de viagem, onde está presente novos elementos como violinos, vocais femininos, sintetizadores em perfeita sincronia com o costumeiro peso e agressividade da banda, desafiando todos os conceitos musicais e promovendo experimentos sobre as influências e sonoridades já comuns à banda.
Bem, aí está minha humilde análise disco a disco desta banda que tem me seduzido continuamente com o passar dos anos, com lançamentos não menos que extraordinários e importantes para a própria história da música pesada mundial.
Bem, claro que se trata de uma análise de fã, porém, tentei ser o mais imparcial possível. Espero que gostem e que seja útil a quem não conhece os discos em questão.
Abraços,
Juliano F. Mattos
A banda foi formada em 1989 "pelo vocalista Lee Dorrian, que logo após deixar o Napalm Death, passou a buscar por uma sonoridade nova e encontrou no baixista Mark "Griff" Griffiths o parceiro ideal para levar à frente esta empreitada, por terem eles o gosto cumum por bandas como Trouble, Pentagram, Sabbath ,St.Vitus , Melvins, Candlemass etc. Juntaram-se a eles os guitarristas Garry Jennings e Adam Lehan, mais o baterista Ben Mockrie, sendo esta a formação com que gravaram sua primeira demo.
In Memorium
Nas 4 músicas contidas nesta demo , sendo All Your Sins um cover da banda americana Pentagram, já dava para sentir que algo especial estava para nascer.
As músicas são lentas e melancólicas, deixando transparecer toda a tensão e desespero que tão bem eles desenvolveram no disco seguinte.
Uma das melhores demos que eu já ouvi na vida, sem dúvida.
As músicas foram produzidas por eles mesmos e foram lançadas pelo próprio selo do vocalista, chamado Rise Above Records.
Com isto, eles já começaram a ganhar uma certa popuraridade e atenção no mundo underground. Logo após o lançamento e precária distribuição, a banda fez diversos shows pela Europa, com bandas como S.O.B., Saint Vitus, Morbid Angel, Young Gods e Cranes.
Em 91, a música Ebony Tears figurou na coletânea, hoje clássica, Dark Passages.
Forest of Equilibrium
Logo após uma baixa na banda (o baterista Ben Mockrie) eles chamaram Mike Smail, fundador das bandas Penance e Dream Death, como músico convidado para a gravação desse disco, de 1991.
Desde já, digo que este é um dos maiores clássicos do Doom Metal de todos os tempos.
Suas músicas, assim como em In Memorium, são lentas, arrastadas e sombrias como poucas bandas à sua época.
Todos aqueles elementos que tanto agradaram aos admiradores aqui estão presentes de forma maximizada, tanto em apuro técnico e estilístico quanto em produção.
Por vezes, as músicas são tão lentas que a intensidade da distorção na nota parada chega a ser perturbadora.
Forest of Equilibrium foi muito bem recebido pelo público e pela mídia especializada, o que levaria o Cathedral ainda mais longe.
Logo após o lançamento deste petardo, juntou-se à banda o baterista Mark Ramsey Wharton, com quem a banda prosseguiu a sua ascensão mundial em aparições durante 1992 na celebradas Tour Européia 'Gods of Grind' e na igualmente bem-sucedida Tour Americana 'Campaign For Musical Destruction' (em que tocaram Carcass, Entombed e Confessor, mais tarde Napalm Death, Carcass e Brutal Truth).
Soul Sacrifice
Trata-se, na verdade, de um EP single, onde contém uma versão diferenciada da música título e algumas faixas a mais.
Porém, acima de ser um simples single, este lançamento mostra pela primeira vez elementos de um novo direcionamento que a banda viria a abraçar daí em diante.
O Ano terminou com a banda assinando um contrato de gravação para os EUA com a Columbia Records, e fazendo tours em Israel e Alemanha.
Mas infelizmente, sem que ninguém esperasse, o baixista Mark "Griff" Griffiths, sai da banda por motivos pessoais não revelados.
Ethereal Mirror
Este, que para muitos é o melhor disco da banda, figura no seleto grupo dos discos mais clássicos do metal.
A banda se renova, juntando toda a experiência obtida nos vários shows que fizeram pela Europa e lançaram este que definitivamente é um disco perfeito, tanto em matéria de execução quanto liricamente.
Aqui, as novas influências setentistas que já davam as caras no EP Soul Sacrifice, já começam a aparecer com mais nitidez.
A banda está furiosa, com músicas não tão lentas, pesadas, empolgantes.
Mais turnês surgiram, agora nos EUA com Fight, King Diamond e Mercyful Fate, na Europa headliner com o Sleep in Tow, da Earache.
Exageros à parte, a imprensa proclamava que o Cathedral seria a salvação do metal britânico, sendo os únicos dignos de ocuparem os lugares antes ocupados pelo Iron Maiden e o Judas Priest. Enfim, o underground mundial foi conquistado depois deste disco.
Carnival Bizarre
Este, que na minha opinião é, junto com Ethereal Mirror, o melhor disco do Cathedral, é aquele que reúne com maior perfeição tudo que a banda fez e faz em termos de música pesada. Trata-se de um verdadeiro petardo Stoner Metal, pesado, violento, rápido, lento e deveras empolgante. A atmosfera é realmente setentista, unida ao peso Death/Doom que a banda herdou de seus conterrâneos britânicos. Aqui, o admirador da banda encontrará tudo aquilo que sempre apreciou no Cathedral. A grande curiosidade é que em uma das faixas (Utopian Blaster) existe a participação de Tony Iommi do Black Sabbath em um solo espetacular.
Caravan Beyond Redemption
O Cathedral mergulha de vez nas sonoridades Stoner Rock antes perpetradas por bandas como Kyuss e The Melvins. Riffs cavalgados, bateria veloz, vocais ensandecidos e uma atmosfera Hard Rock Setentista, é o que se encontra com sobras neste excelente disco. A banda abandona de vez, para retomar mais tarde, suas origens Doom Metal, para criar músicas mais voltadas para a velocidade e psicodelia.
Supernatural Birth Machine
Assim como no lançamento anterior, trata-se de um Cathedral Stoner Rock. O que mais chama atenção neste Supernatural Birth Machine é a grande tendência à psicodelia, que torna o som da banda renovado e bastante curioso. Mesmo nas ilustrações e fotos, a banda mostra sua queda por conceitos ainda mais retrógrados. Não figura entre os melhores da carreira, mas ainda assim é um bom disco.
Endytime
Este disco, na ocasião de seu lançamento, despertou as mais intensas emoções nos admiradores da banda. Alguns o elegeram como o grande retorno do Cathedral ao Doom Metal de outrora, outros, que a banda estava em seu pior momento, com músicas pouco criativas e atípicas para o estilo do Cathedral. O fato é que o disco é realmente diferente, lembrando nos timbres e composições bandas como Crowbar e Corrosion of Conformity com sutis lembranças da sonoridade tradicional da banda.
The Seventh Coming
Este sim, um grande disco, digno dos velhos tempos de Doom/Stoner do Ethereal Mirror. A banda se mostra com intensidade, peso e grandes composições, sem nunca abandonar as eternas influências de Black Sabbath, Celtic Frost etc. Tenho a impressão de que se trata de um disco feito sob medida para satisfazer os fãs antigos que ficaram decepcionados com o anterior, pois longe de ser um disco que dá um passo adiante na carreira da banda, The 7th Coming reúne todas as características que consagraram o Cathedral.
The Garden of Unearthy Delights
Novamente, o Cathedral nos brinda com seu misto entre o Doom Metal que fazia no início da carreira, o rock pesado e saturado executado por bandas como Kyuss e refinadas influências setentistas de bandas como Black Sabbath (principalmente) e Mountain. Não Obstante a esta salada de influências, o Cathedral não soa retrô em momento algum; ao contrário, faz música de vanguarda que nenhuma denominação exata de gênero lhe cabe. Temos aqui, finalmente, o disco definitivo da banda, que pode figurar com igualdade de condições junto aos mais brilhantes discos do Cathedral.
Toda esta gama de influências Stoner, Doom e Progressiva, está presente em sua peça mais ousada até agora, chamada The Garden, uma faixa de incríveis 26 minutos de viagem, onde está presente novos elementos como violinos, vocais femininos, sintetizadores em perfeita sincronia com o costumeiro peso e agressividade da banda, desafiando todos os conceitos musicais e promovendo experimentos sobre as influências e sonoridades já comuns à banda.
Bem, aí está minha humilde análise disco a disco desta banda que tem me seduzido continuamente com o passar dos anos, com lançamentos não menos que extraordinários e importantes para a própria história da música pesada mundial.
Bem, claro que se trata de uma análise de fã, porém, tentei ser o mais imparcial possível. Espero que gostem e que seja útil a quem não conhece os discos em questão.
Abraços,
Juliano F. Mattos
- Dawnrider
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Fazem falta topicos como este!
De facto a peça the garden e como se fosse um tributo aos catalogos de underground prog de 70-73 da vertigo, deram e fontana...ali se sentem influencias de catapilla, czar, atomic rooster, lucifers friend, jerusalem, etc. ; progfolk (mellow candle, pentangle) e o space rock dos hawkwind.
O meu tema favorito dos Cathedral sem duvida!
De facto a peça the garden e como se fosse um tributo aos catalogos de underground prog de 70-73 da vertigo, deram e fontana...ali se sentem influencias de catapilla, czar, atomic rooster, lucifers friend, jerusalem, etc. ; progfolk (mellow candle, pentangle) e o space rock dos hawkwind.
O meu tema favorito dos Cathedral sem duvida!
http://www.bloodandironrecords.com
Loja online CDs, Vinil, Merchandise: Heavy/Power Metal, Speed/Thrash Metal, Doom Metal, Death & Punk/HC.
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DeathLike_Silence [RIP]
Dawnrider Escreveu:Fazem falta topicos como este!
De facto a peça the garden e como se fosse um tributo aos catalogos de underground prog de 70-73 da vertigo, deram e fontana...ali se sentem influencias de catapilla, czar, atomic rooster, lucifers friend, jerusalem, etc. ; progfolk (mellow candle, pentangle) e o space rock dos hawkwind.
O meu tema favorito dos Cathedral sem duvida!
Agradeço pelo elogio.
Já que você mencionou a repeito de The Garden, segue abaixo a resenha (da qual retirei algumas partes para a análise do caput) que fiz há um tempo atrás para um site brasileiro.
Cathedral - The Garden of Unearthly Delights (2005) Inglaterra
Faixas:
1. Dearth AD
2. Tree Of Life And Death
3. North Berwick Witch Trials
4. Upon Azrael's Wings
5. Corpsecycle
6. Fields Of Zagara
7. Oro The Manslayer
8. Beneath A Funeral Sun
9. The Garden
10. Proga-Europa
Formação
Lee Dorrian - Vocais, samples
Garry Lennings - Guitarra, violão, percussão
Brian Dixon - Bateria, percussão
Leo Smee - Baixo, mellotron, flauta, sintetizadores, harpa
Muito tempo se passou desde que o Cathedral deu seus primeiros passos em 1989, capitaneado pelo vocalista Lee Dorrian, que logo após deixar o Napalm Death, passou a buscar por uma sonoridade nova e encontrou no baixista Mark "Griff" Griffiths o parceiro ideal para levar à frente esta empreitada, por terem eles o gosto comum por bandas como Trouble, Pentagram, Black Sabbath, St.Vitus, Melvins, Candlemass, Kyuss entre outras. Juntaram-se a eles os guitarristas Garry Jennings e Adam Lehan, mais o baterista Ben Mockrie, sendo esta a formação com que gravaram sua primeira demo.
Passados mais de quatorze anos desde a chegada do disco de estréia às prateleiras, e com sete magníficos álbuns lançados no mercado, este grupo de alucinados ingleses novamente surpreende com um trabalho que consegue evidenciar toda a maturidade e a superação de um grupo com tanta experiência de estrada, mesclando a seu já tradicional estilo, nuances herdadas do Rock Progressivo, quiçá, propondo uma nova forma de se fazer música ao mesmo tempo pesada, suja, agressiva, psicodélica e também munida da complexidade de temas longos e inventivamente progressivos.
O Cathedral de The Garden Of Unearthly Delights, que está sendo lançado 3 anos após o lançamento de The VIIth Coming, conta com Lee Dorian (Vocais), Garry Jennings (Guitarra), Brian Dixon (Bateria) e Igo Smee (Baixo, Mellotron, Flauta, Sintetizadores). Formação esta, que já dura deste Carnival Bizarre, seu terceiro disco.
Novamente, o Cathedral nos brinda com seu misto entre o Doom Metal que fazia no início da carreira, o rock pesado e saturado executado por bandas como Kyuss e refinadas influências setentistas de bandas como Black Sabbath (principalmente) e Mountain. Não Obstante a esta salada de influências, o Cathedral não soa retrô em momento algum; ao contrário, faz música de vanguarda que nenhuma denominação exata de gênero lhe cabe.
Toda esta gama de influências Stoner, Doom e Progressiva, está presente em sua peça mais ousada até agora, chamada The Garden, uma faixa de incríveis 26 minutos de viagem, onde está presente novos elementos como violinos, vocais femininos, sintetizadores em perfeita sincronia com o costumeiro peso e agressividade da banda, desafiando todos os conceitos musicais e promovendo experimentos sobre as influências e sonoridades já comuns à banda.
Além disto, os antigos admiradores do já tradicional estilo Cathedral de fazer música pesada poderão se deliciar com todo o resto do disco. Com grandes destaques para a tradicionalmente Cathedral faixa de abertura Tree of Life and Death, que vem logo após uma curta introdução psicodélica.
Passando pela brilhante e inventiva North Berwick Witch Trials, onde se encontra um dos mais interessantes riffs da história da banda.
Corpsecycle é uma das faixas mais curiosas do disco, por conseguir ser uma música com grandes assentos pop, mas extremamente empolgante, bela e com um refrão realmente grudento. Provavelmente uma música destinada a agradar fãs e não fãs.
Logo após uma breve introdução de cordas chamada Fields of Zagara, mais um clássico instantâneo: Oro The Manslayer. Esta segue a tendência mais veloz e pesada à la Carnival Bizarre.
Enfim, um lançamento arrebatador, que tecnicamente mostra uma banda experiente que, ao invés de acomodar-se em sua fórmula já consagrada, rompe mais uma barreira musical, incorporando ainda mais criatividade e relevância ao seu estilo.
The Garden Of Unearthly Delights é indispensável na coleção de qualquer admirador do grupo e talvez um dos melhores trabalhos da trajetória musical do Cathedral, podendo figurar no seleto rol de clássicos do gênero, lado a lado com outros títulos do Cathedral, como Forest of Equilibrium, Ethereal Mirror ou Carnival Bizarre.
Abraços,
Juliano F. Mattos
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DeathLike_Silence [RIP]
- meninobesta
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Danibanger
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o concerto no ermal foi incrível (está no top 3 de tudo o que que vi ao vivo). e tocaram de dia, para no máximo 100 pessoas, depois andaram pelo recinto a falar com quem os conhecia. uns senhores!
qualquer álbum de cathedral é um masterpiece. uma banda que segue uma carreira já longa e que soube gerir esse facto reiventando.se e inovando sempre de álbum para álbum. penso que as críticas q surgem ao som que a banda criou depois do forest têm mais que ver com aquela pose trve (ah e tal dantes é que era doom) fuck that!
todavia neste tópico que varia da imensidão de flood que o fórum passou a sofrer creio que falta o melhor registo da banda o 7" gargoylian - o qual na minha opinião é magnus opus da banda e contém tudo o que eles fizeram na sua carreira (é sabbathiano, death, doom, poderoso, para os trves do forest e para os rockeiros do carnival, enfim é a maturidade perfeita duma grande banda).
qualquer álbum de cathedral é um masterpiece. uma banda que segue uma carreira já longa e que soube gerir esse facto reiventando.se e inovando sempre de álbum para álbum. penso que as críticas q surgem ao som que a banda criou depois do forest têm mais que ver com aquela pose trve (ah e tal dantes é que era doom) fuck that!
todavia neste tópico que varia da imensidão de flood que o fórum passou a sofrer creio que falta o melhor registo da banda o 7" gargoylian - o qual na minha opinião é magnus opus da banda e contém tudo o que eles fizeram na sua carreira (é sabbathiano, death, doom, poderoso, para os trves do forest e para os rockeiros do carnival, enfim é a maturidade perfeita duma grande banda).
shred of light pinch of endless
- Cyberquake
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Deathlike silence: Concordo plenamente contigo quando dizes: "mesclando a seu já tradicional estilo, nuances herdadas do Rock Progressivo, quiçá, propondo uma nova forma de se fazer música ao mesmo tempo pesada, suja, agressiva, psicodélica e também munida da complexidade de temas longos e inventivamente progressivos. "
Porem acho que deverias mencionar nessa "resenha" que alguns dos temas tem fortissima influencia de Celtic Frost e ha um tema com um riff roubado a Bathory (holocaust)...um tributo escondido a Quorthon? Quiça!
Ja que estao a falar de EPs assim de cabeça sem recorrer a pesquisas os Cathedral tem: Soul Sacrifice + Hopkins + Statik Majik e esse tal 7" Gargolyan que ja o tive mas nao gostei muito. Esse 7" tem um tema curioso no lado B com influencias dos Discharge (punk!) parece me mais uma vez um acto propositado e uma forma do Dorrian prestar tributo as suas influencias. A primeira vez q estive com o Lee Dorrian a nossa conversa foi 70% punk-crust, 20% prog e 10% doom. Descobri q a banda favorita dele de Punk sao os Kuro do japao da qual sou um grande fan ha muitissimos anos e q ja versionei num disco de Subcaos um dos classicos da banda "furniture fire".
O the garden tem fortes referencias/reverencias a Catapila e Mellow Candle nomeadamente na parte das vocais femeninas e uma parte completamente Hawkwind quando ele usa o delay na voz.
Porem acho que deverias mencionar nessa "resenha" que alguns dos temas tem fortissima influencia de Celtic Frost e ha um tema com um riff roubado a Bathory (holocaust)...um tributo escondido a Quorthon? Quiça!
Ja que estao a falar de EPs assim de cabeça sem recorrer a pesquisas os Cathedral tem: Soul Sacrifice + Hopkins + Statik Majik e esse tal 7" Gargolyan que ja o tive mas nao gostei muito. Esse 7" tem um tema curioso no lado B com influencias dos Discharge (punk!) parece me mais uma vez um acto propositado e uma forma do Dorrian prestar tributo as suas influencias. A primeira vez q estive com o Lee Dorrian a nossa conversa foi 70% punk-crust, 20% prog e 10% doom. Descobri q a banda favorita dele de Punk sao os Kuro do japao da qual sou um grande fan ha muitissimos anos e q ja versionei num disco de Subcaos um dos classicos da banda "furniture fire".
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