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Nevoeiro
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Mensagempor Nevoeiro » quarta dez 27, 2006 5:19 pm

"A múmia que fumava marijuana

Corpo com mais de 2800 anos foi encontrado na China, a milhares de quilómetros das culturas que utilizavam a planta.


Um grupo de cientistas chineses está a tentar descobrir a explicação para aquele que se transformou no maior mistério arqueológico do país, quando foram encontradas folhas de marijuana junto a uma múmia com mais de 2800 anos. Ao contrário de outras civilizações ancestrais, na China, a planta não era utilizada, por isso os investigadores não compreendem este achado.

Segundo a agência Efe, o corpo pertenceria a um xamã, com 40 a 50 anos de idade, de traços caucasianos. A múmia estava vestida, usava botas e chapéu de couro e uma capa. Usava jóias de ouro e bronze e um colar de turquesas.

O corpo foi encontrado no oásis de Turpan, um local de grande importância no século I AC, por se encontrar na rota da seda. A múmia foi descoberta há três anos, mas só agora começou a ser estudada por se temer a desintegração, tal era o mau estado de conservação em que se encontrava.

Ainda não foi possível apurar a origem do homem, informação que seria importante para descobrir o mistério das folhas de marijuana, já que as culturas que utilizavam a planta ficavam a milhares de quilómetros.

Uma das teorias é que o xamã seria da zona do Mar Negro onde, na altura, a marijuana era utilizada em cerimónias religiosas e com fins medicinais.

Os investigadores questionam ainda o que faria um estrangeiro numa vala comum, com dois mil túmulos e 600 múmias de várias épocas diferentes (desde a idade do Bronze ao século X). Mistérios que esperam resolver com um estudo mais aprofundado da múmia."

Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/notici ... div_id=291

Zyklon [RIP]

Mensagempor Zyklon [RIP] » quarta dez 27, 2006 5:22 pm

Ouvi isso ontem na TSF.

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Mensagempor D-Rider » quarta dez 27, 2006 5:32 pm

420 potheads :mrgreen:
"There's enough rat poison for us all..."

Vogon [RIP 2013/06/29]

Mensagempor Vogon [RIP 2013/06/29] » quarta dez 27, 2006 6:13 pm

Desde a idade do Bronze? Chiça, isso é mesmo muito tempo. :B

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meninobesta
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Mensagempor meninobesta » quarta dez 27, 2006 6:26 pm

agora já se sabe a origem do nome: Xamã!

:D

PS: http://www.guardian.co.uk/international ... 73,00.html
Última edição por meninobesta em quarta dez 27, 2006 6:29 pm, editado 1 vez no total.
god's business, witchfinding!

Zyklon [RIP]

Mensagempor Zyklon [RIP] » quarta dez 27, 2006 6:27 pm

meninobesta Escreveu:agora já se sabe a origem do nome: Xamã!

:D

LOL

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Brilhando
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Mensagempor Brilhando » quarta dez 27, 2006 8:07 pm

Sleep's Dopesmoker, anyone?

Lord Marduk
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Mensagempor Lord Marduk » quarta dez 27, 2006 8:10 pm

Isto há com cada coisa...

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Mensagempor Nevoeiro » quarta dez 27, 2006 8:19 pm

"Múmia chinesa foi enterrada com folhas de maconha

Um grupo de especialistas chineses trabalha dia e noite na dissecação de uma múmia de 2,8 mil anos que foi enterrada com folhas de maconha, para tentar resolver o que se tornou o grande mistério arqueológico nacional, já que essa substância não era usada pelas antigas civilizações chinesas.

O corpo embalsamado do que se acredita ter sido um xamã de entre 40 e 50 anos foi encontrado há três anos no oásis de Turpan, no noroeste do país - um importante lugar de passagem no século I a.C, quando a rota da seda atingiu seu ápice.

Até agora, os cientistas não tinham iniciado o estudo da múmia por medo de danificá-la. Ao abri-la, puderam comprovar o mau estado de conservação, pior do que o esperado. "É um caso especial", disse o diretor do escritório de patrimônio cultural de Turpan, Li Xiao, afirmando que, por enquanto, não foi possível determinar a origem do embalsamamento, embora haja indícios de que "era uma pessoa de traços caucasianos".

Mas o que os arqueólogos não conseguiram explicar é como o suposto xamã chegou até Turpan, já que as culturas que conheciam a maconha estavam a milhares de quilômetros. Para o professor Li, a múmia poderia proceder das zonas do Mar Negro, onde a maconha era usada em cerimônias religiosas e curas já em épocas neolíticas.

Povos que viveram perto desse mar - como os trácios, os escitas, os assírios e os persas - conheciam e usavam a maconha. A cannabis também era utilizada na cultura hindu, e não se descarta a hipótese de que a múmia tenha origem tibetana ou de outros povos do Himalaia, onde, segundo os botânicos, originou-se essa planta com propriedades psicotrópicas.

No entanto, a possível origem estrangeira da múmia não parece encaixar com o fato de ter sido encontrada em um cemitério coletivo de Turpan, junto com outras 2 mil tumbas e 600 múmias "locais". Segundo os arqueólogos, os cadáveres correspondem a diferentes épocas, que vão desde a Idade de Bronze até a dinastia Tang (séculos VII-X de nossa era).

Apesar do mau estado da múmia, o professor Li disse na segunda-feira que ela continuará sendo estudada para que se conheça melhor as origens do xamanismo no noroeste da China, região atualmente habitada por etnias ligadas aos turcos, como os kazajos ou os uigures. Jia Yingyi, do museu regional da região, afirmou que a múmia tem roupas, botas e chapéu de couro, assim como um manto de tela confeccionada com pedaços de pano triangulares.

Além das folhas de maconha, armazenadas em uma bolsa, foram encontradas, junto ao cadáver embalsamado, grandes jóias de ouro e bronze, além de um colar de turquesas. Na mão esquerda, o suposto xamã leva um machado de bronze, e na direita, uma vara adornada com tiras de cobre.

A imprensa oficial na China concedeu especial atenção a esta múmia, à espera de ver se os especialistas finalmente poderão revelar, por estes dias, sua origem e resolver o mistério da presença da maconha, uma substância que continua sendo pouco conhecida pelos chineses.

A cannabis é conhecida pelos chineses como "dama", que - pela tradução literal - significaria "grande cânhamo". A medicina tradicional chinesa usou milhares e milhares de ervas ao longo da história, e, por isso, também acredita-se que a planta do cânhamo pode ter sido usada como narcótico, embora seu uso tenha sido pouco estendido.

Atualmente, a posse e consumo de maconha são proibidos na China, mas, como acontece em outros países, as autoridades não costumam perseguir muito ativamente os pequenos usuários. Na China, muitos dos vendedores de maconha obtêm a planta de cultivos da Ásia Central e, geralmente, são uigures de Xinjiang, justamente a região onde a enigmática múmia foi encontrada. "

Imagem

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/in ... 95,00.html

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Mensagempor BKD. » quarta dez 27, 2006 8:37 pm

Napron Escreveu:Desde a idade do Bronze? Chiça, isso é mesmo muito tempo. :B


Fonix que é mesmo idoso!!!! :roll:
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Mensagempor Lux-A [RIP] » quarta dez 27, 2006 9:12 pm

Neet!

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Mensagempor avoidcontact » quarta dez 27, 2006 9:13 pm

Nevoeiro Escreveu: Povos que viveram perto desse mar - como os trácios, os escitas, os assírios e os persas - conheciam e usavam a maconha. A cannabis também era utilizada na cultura hindu, e não se descarta a hipótese de que a múmia tenha origem tibetana ou de outros povos do Himalaia, onde, segundo os botânicos, originou-se essa planta com propriedades psicotrópicas.


pode ter sido um monge...algum Dalai Lama da época fugido, por se ter agarrado à verde... :lol: :lol:

e já agora desconhecia que a planta tivesse origem em tal solo sagrado!...por isso se calhar é que é psicotrópica... 8)

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Mensagempor Memorial » quarta dez 27, 2006 9:41 pm

até as múmias... :twisted: :lol:
HAIL !!!

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Mensagempor Nevoeiro » quinta dez 28, 2006 7:31 pm

"Um puzzle sobre o nosso mundo

Estreado entre nós na última semana do ano, "Babel" arrisca-se a ser considerado como o melhor de 2006. Um facto é inequívoco não se viu nada assim durante todo o ano. E mais: seguramente, quem vir "Babel" nunca mais vai esquecer a experiência. Porque é isso o que se trata. Mais do que um filme, "Babel" é uma experiência de vida.
Conhecendo a estrutura narrativa dos filmes anteriores de Alejandro González Iñárritu, escritos por Guillermo Arriaga, o título "Babel" prenunciava desde logo uma alteração de escala, em relação aos seus dois filmes já conhecidos, e que colocaram o realizador e o cinema mexicano contemporâneo, um pouco por arrasto, na primeira linha do melhor cinema que se faz em todo o mundo. Na realidade, às histórias cruzadas de várias personagens que viviam na mesma metrópole, a Cidade do México em "Amor Cão" e Los Angeles em "21 Gramas", o realizador aposta agora numa dimensão planetária, interligando três histórias que têm lugar em Marrocos, em Tóquio e na fronteira entre os Estados Unidos e o México.
Caberá ao espectador ir estabelecendo as ligações entre estes diversos segmentos, num jogo intelectual e sensorial que será tanto mais lúdico, fascinante e enriquecedor quanto mais o espectador se entregar à fruição do filme convocando ao máximo as suas próprias experiências e convicções. De início, o espectador poderá sentir-se um pouco perdido. Quando conseguir "atar" dois dos episódios, poderá haver alguma frustração por não conseguir encaixar o outro. Mas as peças vão-se ligando, de forma sublime, numa estrutura narrativa brilhante e que potencia, a cada passo, a imensa importância do filme para os dias de hoje "Babel" é um dos filmes que melhor reflecte, em todas as suas contradições, o mundo em que vivemos e um dos que mais nos poderá ajudar a compreendê-lo e a nele viver pacificamente, uns com os outros.
Não são poucas, na verdade, as questões que o filme (nos) coloca. A fragilidade das relações familiares, o deserto de afectos em que vivemos, a necessidade de compreender e respeitar os outros, na sua diversidade cultural, religiosa, física e sexual, o impacto das armas na vida de todos nós, e que poderá surgir quando menos se espera. A relação com o mundo árabe ou o infame muro entre os Estados Unidos e o México são apenas alguns macro-temas que o filme deliberadamente ou por reflexo aborda. Com uma riqueza humanista que não se esgota na sua visão, única ou múltipla, devendo escorrer para o nosso mundo, para lá da sala escura, "Babel" confirma, em tudo, o que de melhor se pensava do seu realizador.
Para Alejandro González Iñárritu e Guillermo Arriaga, "Babel" completa uma trilogia sobre a morte formada por "Amor Cão" e "21 Gramas".
Provando o impacto internacional do seu cinema, Alejandro González Iñárritu teve ao seu dispor actores com a dimensão de Brad Pitt e Cate Blanchett. Mas enquanto esta se dispõe a ter um exigente e eventualmente frustrante papel de quase morta na maior parte das suas aparições, Brad Pitt consente em acentuar os sinais de envelhecimento, apelando para a dimensão psicológica, embora também física, do seu trabalho de actor. E a esse nível, terão sido estes dois nomes conhecidos os primeiros a compreender que estariam aqui ao mesmo nível dos portentosos Adriana Barraza, que não nos surpreenderia se estivesse nos nomeados para o Oscar de melhor actriz secundária, ou os japoneses Rinko Kikuchi ou Koji Yakushi. Será que depois de "Crash", um outro puzzle sobre o mundo contemporâneo irá dominar a corrida para os Oscares?"

Fonte: http://jn.sapo.pt/2006/12/28/primeiro_p ... mundo.html

Agora fiquei curioso...

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Mensagempor otnemeM » quinta dez 28, 2006 11:39 pm

Nevoeiro Escreveu:"Um puzzle sobre o nosso mundo

Estreado entre nós na última semana do ano, "Babel" arrisca-se a ser considerado como o melhor de 2006. Um facto é inequívoco não se viu nada assim durante todo o ano. E mais: seguramente, quem vir "Babel" nunca mais vai esquecer a experiência. Porque é isso o que se trata. Mais do que um filme, "Babel" é uma experiência de vida.
...

Vai ao cinematógrafo postar isso :)
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