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Aiwass
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Mensagempor Aiwass » segunda jul 25, 2005 9:33 pm

E ainda dentro desta linha, uma que eu fiz no último Underworld. Pretende ser também uma homenagem aos textos que leio de crítica gastronómica - a minha verdadeira ambição. É como se fossse um texto sobre um restaurante mas aplicado ao disco.

Tem havido pessoal que curtiu e percebeu a metáfora, ligando os elementos tradicionais e outros mais sofisticados da culinária à música. Outros não compreendem...

Estará pouco claro? Aguardo opiniões....

Leng Tch’e
The Process Of Elimination
CD’05 • Relapse Records

Situado na Bélgica, ali quem vai da França para a Holanda, fomos visitar o já afamado restaurante Leng Tch’e. Inaugurado por Sven, do já nosso conhecido Aborted, juntamente com o seu sócio e amigo Isaac, Leng Tch’e promete ser local de romagem para inúmeros gourmets do Grind. As entradas são generosas: pataniscas como manda a tradição (graciosas e consistentes) e champignons au blast beat (revigorados com um leve travo a coentros que joga bem com a agressividade do colorau). É em ponto de rebuçado que recebemos o prato principal, tendo sido desta feita eleito o costumeiro naco na pedra. Suculento e com carácter, os cozinheiros de Leng Tch’e confeccionam-no com dedicação e sentimos que há amor naquele naco, há esforço para que, não sendo o melhor naco que alguma vez nos tenha roçado as papilas gustativas, seja um que se faça recordar por estas com saudade. A dourada também deu o ar da sua graça. Envaidecido apenas com umas pedras de sal, o peixe fez-se acompanhar por umas batatinhas a murro que revelaram sabor e textura e umas couves salteadas que equilibram o prato e outorgam um colorido agradável ao olhar. A lista de queijos tem bons flamengos, oriundos da região, que conferem alguma ruralidade sofisticada ao restaurante. Lista de vinhos pouco expansiva e com esgotamentos, é ainda um ponto a melhorar. Aqui sabe-se cozinhar e sabe-se servir, o preço é também em conta o que me leva a atribuir a distinta e muy digna nota de 3,7 RA
Set the controls for the heart of the Sun.

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Bronze [RIP]

Mensagempor Bronze [RIP] » segunda jul 25, 2005 9:37 pm

Quem não conhece a banda fica com duas certezas
que estamos perante uma banda GRIND e que gostas de naco na pedra... :roll:

Abracadaver [RIP]

Mensagempor Abracadaver [RIP] » segunda jul 25, 2005 10:36 pm

Este tipo de linguagem pode ser perigosa. Especialmente quando usada em abuso (como na tua a Lenf Tch'e, a meu ver). Já a de Fântomas, nas primeiras cinco linhas tem graça mas depois aborrece um bocado. Eu também fiz a crítica ao dito e fiquei-me por:

Afinal, dissecá-lo [ao álbum] seria como alimentar um “tomagochi” durante meses para que este nos mandasse a um determinado lugar e cometesse suícidio.
Resta acrescentar que Mike Patton e companhia realçam cada vez mais o seu lugar na mesma parede coberta de vómito e escrementos onde encontramos Rimbaud ou Ducasse, e que não deixa de ser a mais visitada deste museu a que chamamos arte. A menos que os próprios Fantômas editem um novo álbum, está encontrado um dos cinco melhores de 2005.


É engraçado meter uma metáfora mais arriscada, um pouco de humor, mas toda a critica assim não. Fica-me a ideia de querer ser diferente só porque sim e disso não gosto. Aliás, perito nessas andanças é o Emanuel Ferreira da LOUD! e hoje em dia, quando vejo que uma crítica é assinada por ele passo à frente (a menos que esteja numa de rir).


Mais duas coisas, Assacínicos, a meu ver, são das melhores coisinhas que por aí andam. Simplesmente não é para todos. (não estou a reduzir a inteligência ds outros ou aumentar a minha, simplesmente, não é para todos).

E para rematar mais uma "regra": nunca escrever sobre um "estilo" em que não se esteja à vontade. Só sai merda. (ver criticas a concertos de lacrimosa ou a álbuns de power metal pelo já citado Emanuel Ferreira).

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Mensagempor Aiwass » segunda jul 25, 2005 10:54 pm

Acho Assacínicos de um pretensiosismo atroz. Má música, letras ridículas e mal escritas (principalmente quando se aventuram noutras línguas) e um vocalista... bem, nem sei o que dizer. Obviamente que não é para todos... é para eles e para as namoradas. Acho difícil mais alguém gostar daquilo mas, lá está... pelos vistos estava enganado.

A minha primeira reacção quando ouvi o disco foi de incredulidade. Depois pensei que era uma joke band ao estilo Comme Restus mas com uma postura intelectual / poesia de porta de W.C.
Mais tarde percebi que era a sério e escangalhei-me a rir.

Mas enfim... não é este o topic e respeito as opiniões contrárias.

Relativamente ao assunto em discussão, acho a review do Marte muito boa. Primeiro que tudo, tem estilo muito próprio e, quem acompanha o Underworld, já o identifica como sendo dele. Depois há a questão da subversão da tal lógica de review, com uma metáforazita aqui e ali. Porquê isso e porque não ser tudo uma metáfora? Desde que se compreenda o sentido, acho excelente. Ao fazer uma carta dirigida ao Mike Patton ele disse tudo o que achava do disco. Se calhar há muitas reviews "convencionais" que se limitam a fazer uma biografia resumida da banda, acrescentando datalhes mas do disco não dizem nada,
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Mensagempor Grimner » segunda jul 25, 2005 11:00 pm

Aiwass Escreveu:Curioso falarem nos Assacínicos... penso que levaram a pior nota da história do Underworld. Não fui eu que fiz o texto mas se calhar teria escrito coisas piores...

E relativamente ao texto em si? Permitem-se a dar largas à vossa criatividade ou fazem as coisas da mesma forma?



O que acham deste tipo de textos? Há lugar para o humor? Há lugar para subverter completamente a lógica de uma review?

Digam de vossa justiça.



Escrevi muito poucas reviews no meu percurso, e a grande maioria delas foi para uma zine americana que fechou portas e lá tive que postar no Metal-Archives para dar algum uso às mesmas. Mas, na minha opinião, há lugar paraa critica e "irreverencia", desde que não se torne o texto confuso quanto à sonoridade da banda nem à opinião do critico acerca da mesma. Gosto evidentemente mais de ler uma critica que esteja escrita com uma certa dose de humor e/ou cunho pessoal, mas não se no fim da critica ficar sem a minima ideia daquilo que a banda faz ou representa. Em caso de duvida, mais vale partir do mais simples, na minha opinião.


Noutra nota, poucas coisas há de mais irritantes para mim que aquelas criticas musica a musica.
Eu já vi o raxx num papo seco
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