
Confesso que o Blaze Bayley nunca me inspirou grande interesse enquanto vocalista dos Wolfsbane. Depois, com a "usurpação" do lugar do Bruce, o meu desinteresse passou a uma irreflectida atitude contra o homem. Isto, apesar de o ter visto na tournee dos Maiden que o fez passar por Portugal e achar que ele nem se portou muito mal.
Retomada a normalidade nos Maiden o Blaze Bayley utilizou essa passagem para se lançar a solo. Cheguei a passar os meus ouvidos pelo álbum "Silicon Messiah" mas os meus preconceitos em relação a ele não me deixaram ouvir o álbum com atenção.
O mesmo se estava a passar com este recente trabalho "The Man Who Would Not Die" que saiu no mês passado e que nem sequer me preocupei em conhecer.
No entanto, apercebi-me de algumas criticas positivas e, aproveitando uma ida à FNAC lá me disponibilizei a ouvir o disco.
E fiquei surpreendido com a descarga metálica com que me deparei. Um conjunto de 12 temas, bem tocados, com excelentes riffs e com a força negra e sombria de um Blaze Bayley que conseguiu fazer-me esquecer todos os fracos álbuns de Heavy Metal deste ano.
O concerto dos Maiden e este álbum de Blaze Bayley são os meus grandes momentos de Heavy Metal do ano...humm....bem...posso juntar 50% do Nostradamus para não ferir susceptibilidades.



