
TEMAS ...
1. Awakening Of The Evil Spirits
2. The True Insomnia
3. Pandemonium
4. Lost Shadows
5. Abhorrence
6. Plague Upon Yourself
7. Inherited Infection
8. The Haunting Presence
9. Dysthymia
Branislav Paniæ - Vocais, Guitarra
Khargash - Vocais, Baixo
Zoran "Vandal" Sokoloviæ - Guitarra
Occultum Malleus - Bateria
Uma das grandes surpresas, para mim, do que que terminou, veio destes sérvios Bane. Conhecendo pouco do passado destes músicos, reconheço que estava a zero sobre o que esperar deste trabalho, que os próprios dizem estar dividido em 3 partes: I - Chaos, II - Darkness, III - Emptiness. A própria imagem que aparece no CD, a fazer-me lembrar outras bandas pelo qual não nutro grande simpatia e até, o facto de usarem teclas, fez com que azedasse a vontade de os ouvir.
Mas eram muitos os elogios e por isso, toca de o ouvir. Uma bela e grata surpresa!
Embora a intro do álbum seja excelente, com teclas e um som profundamente sinistro e épico, não consegui evitar lembrar-me dos clássicos Emperor. Ainda assim, foi desde logo um excelente percursor para o que se irá passar ao longo de todo este tormento. Uma portentosa mistura de Black metal raivoso e de Death metal incapacitante. Uma junção que é implacavelmente caracterizada pela dualidade de vozes de Branislav Paniæ e Khargash, ora em graves ameaçadores, ora em gritos frios e aterradores.
Este trabalho denota uma produção sonora excelente e é uma revelação da capacidade destes senhores tocarem. Esta capacidade de executar, brilhante e cristalina, enche a atmosfera de variações e aproximações e desvios, originando antecipação e interesse. Pessoalmente, nunca me aborreci ou lastimei.
Posso destacar uma faixa como “The True Insomnia” , que após a intro, rapidamente demonstra a capacidade técnica destes sérvios. Rápida, explosiva e sem concessões.
Ou então, a caótica, frenética e impossível de ignorar “Pandemonium”. Este tema contêm muito do que existe em “Chaos, Darkness & Emptiness”: luxuosos "breaks" com capacidade para tornear o que de muito se faz habitualmente neste tipo de som. E na ultima fase, tudo destroçam numa cavalgada épica.
E depois, temos uma maravilha como “Lost Shadows” , um instrumental cheio de estranha beleza negra, excelentemente reflectido no trabalho das guitarras. O que, aliás, surge um pouco por todo o lado. Não temem usar guitarras acústicas para iniciar temas ou para lhes conferir uma estranha atmosfera. Não usam os sons de teclas só para parecerem clássicos ou eruditos. De forma sóbria, ouvem-se como pano de fundo. Discretos mas eficazes.
Pasme-se, na maravilhosa e sinistramente melodiosa faixa "The Haunting Presence", com direito a um excelente solo de guitarra!
Se escutarmos com calma encontramos um pouco de tudo. Uma excelente prestação na bateria, intratável e mortal, gritos e ambientes dispares. Está cá tudo.
Sem dúvida um tremendo esforço que não fica a dever nada do que de melhor se faz actualmente.
