
Os Tarantula são os percursores do movimento underground nacional, não só por terem sido a primeira banda claramente Heavy Metal portuguesa a gravar um disco, mas também pela quantidade de lançamentos saídos dos Rec‘n’Roll Studios e das centenas de músicos que ajudaram a formar. Mantendo a formação desde o longínquo «Freedom’s Call» de 1995, cinco anos após aquele que considero ser o lançamento mais equilibrado e bem gravado do quarteto liderado pelos irmãos Barros, coincidente com o facto de ter sido das poucas vezes que abdicaram da auto-produção e gravação, o grupo regressa com o seu Metal melódico, um som bem orientado para o AOR e com um desempenho técnico exemplar, por parte de todos os seus membros.
Os erros antigos ao nível da construção dos temas felizmente já não são tão vincados, embora seja sintomático verificar que é mesmo com a “simples canção” (parafraseando a própria banda) com que termina «Spiral of Fear», que se atingem os resultados mais satisfatórios ao nível de dinâmica, num interessante disco no geral, que perdura com a insistência. Ainda assim, ficamos à espera de um álbum repleto de temas eficazes, em detrimento de algumas exibições de virtuosismo, que por vezes chegam a ser aborrecidas. Ganhariam imenso com isso. Dez-10 [ 77 / 100 ]
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