Tumulus Anmatus - Ave Casus Mundi (2010)

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Manitu
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Tumulus Anmatus - Ave Casus Mundi (2010)

Mensagempor Manitu » domingo set 19, 2010 3:45 pm

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TEMAS ...

1. Intro
2. Umbræ Ante Solem
3. Ave Casus Mundi
4. Baratro
5. Voci dal Profondo
6. Post Mortem
7. ...cenere
8. Ecce Homo

Tumulash - Vocais, Baixo
Gerion - Guitarra
A. - Guitarra


Eis um álbum que me deixou positivamente viciado! São 38 minutos da mais pura, demente e inqualificável folia musical!
"Ave Casus Mundi" é obra, essencialmente, de Tumulash e Gerion, italianos já com outros créditos firmados no "underground" com outros projectos.
O trabalho está todo ele vocalizado em italiano, pormenor, por si só, suficiente para o tornar desde logo, apetecível. Mas não é tudo.
Se deixarmos passar a "intro", para mim desnecessária, o que vamos poder ouvir, é uma mistura implacável de "Black Metal" muito pesado e incrivelmente balançado! A este "groove" juntamos retoques "punk" e está lançado o caos!
Obras destas servem-se breves. Deixa-nos a salivar por mais. Mas penso que só assim se pode absorver tamanha dose de violência e poder!

A melhor forma de sentir o veneno que este trabalho destila é sentir a total raiva das vocais de Tumulash, sepulcrais e solenes! Conheço o suficiente da língua italiana para saber que não está a falar sobre o paraíso profetizado. Inspirado pelas ideias de Nietszche, nihilistas e anticlericais, vomita aversão a tudo o que se assemelha a religião.
Ora balança entre as batidas a meio-tempo, anfiteatro para os caos organizado que se aproxima, ora massacra a uma velocidade alarmante.
Sempre, a espaços, com pormenores incríveis a rondar, sem complexos, o "Thrash"!
Este, aliás, é um dos detalhes mais interessantes: a inclusão de várias influências. Vive e respira nesta atmosfera "fétida" e marcial.
Se calhar nada traz de novo. Mas acrescenta, de certeza, vigor e tenacidade.
Mantendo a capacidade de nos cativar e interessar durante a audição, deixa a vontade de voltar e repetir .
Posso destacar a faixa "Post Mortem", uma lição de vocalizar e tocar brutalidade extrema. Uma mistura incapacitante de ritmos.
Uma certeza darei: não se consegue ficar indiferente!

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