Hate Eternal - "I, Monarch"
Enviado: sexta jun 24, 2005 11:22 pm
Hate Eternal (EUA)
I, Monarch
CD’05 • Earache/ Megamúsica
E eis que chegamos ao tão delicado terceiro disco, o tal em que as bandas ou se confirmam ou fracassam por completo. Para ouvir este disco e compreender a sua verdadeira dimensão é necessário analisar o percurso da banda e de Erik Rutan em particular. À admirável estreia com “Conquering The Throne”, seguiu-se o abandono de Doug Cerrito (ex-Suffocation e um dos melhores músicos no género) que partilhava com Rutan os créditos de composição e que colocava agora toda a pressão em cima dos seus ombros. O álbum seguinte, já com Derek Roddy na bateria, é dos discos mais rápidos e violentos algumas feitos no género mas que não deixa esconder uma composição pouco inventiva. Os concertos devastadores disfarçaram as fragilidades do disco mas ao terceiro, nada poderia falhar. Agora que ouvimos “I, Monarch” poderemos dizer que Rutan conseguiu. A composição é mais trabalhada, o disco mais fluído, com groove, velocidade, ambiente, atenção ao pormenor... talvez por ser agora um trabalho colectivo e não de um homem só. O som é mais compacto, denso e nítido – um excelente trabalho de Rutan também atrás da mesa. Longe de ser inovador seja em que aspecto for, “I, Monarch” consegue surpreender. Alguém imagina a infausta atmosfera criada por um didjeridoo como pano de fundo a um solo que parece tocado ao contrário? Confiram em “To Know Our Enemies”. Instrumentos tibetanos em osso humano? Ver tema título. Tribalismos dissonantes com riffs desarmónicos? Ir para “Faceless One” sem passar na casa de partida. Concluindo, é este o disco que confirma os Hate Eternal como uma banda capital do Death Metal e não apenas uma concorrente à estúpida competição de “mais rápida do mundo”. Na edição anterior falei do último disco de Immolation. Nesta temos Nile e Hate Eternal. Em 2005 é este o pódio. Cada um que decida as posições que mais lhe agradarem. 4 RA
in UNDERWORLD #16
I, Monarch
CD’05 • Earache/ Megamúsica
E eis que chegamos ao tão delicado terceiro disco, o tal em que as bandas ou se confirmam ou fracassam por completo. Para ouvir este disco e compreender a sua verdadeira dimensão é necessário analisar o percurso da banda e de Erik Rutan em particular. À admirável estreia com “Conquering The Throne”, seguiu-se o abandono de Doug Cerrito (ex-Suffocation e um dos melhores músicos no género) que partilhava com Rutan os créditos de composição e que colocava agora toda a pressão em cima dos seus ombros. O álbum seguinte, já com Derek Roddy na bateria, é dos discos mais rápidos e violentos algumas feitos no género mas que não deixa esconder uma composição pouco inventiva. Os concertos devastadores disfarçaram as fragilidades do disco mas ao terceiro, nada poderia falhar. Agora que ouvimos “I, Monarch” poderemos dizer que Rutan conseguiu. A composição é mais trabalhada, o disco mais fluído, com groove, velocidade, ambiente, atenção ao pormenor... talvez por ser agora um trabalho colectivo e não de um homem só. O som é mais compacto, denso e nítido – um excelente trabalho de Rutan também atrás da mesa. Longe de ser inovador seja em que aspecto for, “I, Monarch” consegue surpreender. Alguém imagina a infausta atmosfera criada por um didjeridoo como pano de fundo a um solo que parece tocado ao contrário? Confiram em “To Know Our Enemies”. Instrumentos tibetanos em osso humano? Ver tema título. Tribalismos dissonantes com riffs desarmónicos? Ir para “Faceless One” sem passar na casa de partida. Concluindo, é este o disco que confirma os Hate Eternal como uma banda capital do Death Metal e não apenas uma concorrente à estúpida competição de “mais rápida do mundo”. Na edição anterior falei do último disco de Immolation. Nesta temos Nile e Hate Eternal. Em 2005 é este o pódio. Cada um que decida as posições que mais lhe agradarem. 4 RA
in UNDERWORLD #16
