
Aqui vão os meus 10 centimos escritos no dia de ontem para o forum Biovolts:
Já o tendo rodado cerca de 15 vezes em apenas 2 dias penso que já está na altura de fazer uma review desta pequena preciosidade. Começando por aquilo em que primeiro se repara, o artwork. Fazendo-me lembrar dezenas de bandas internacionais (Lamb of God, Arch Enemy, Kataklysm, etc.) pelos mais variados motivos, este trabalho surpreendeu-me de uma forma inexplicável. Cores sóbrias, uma perspectiva interessante sobre o que somos, mas acima de tudo uma qualidade gráfica assinalável. Na minha opinião, ao nível dos mais prestigiados trabalhos a nível mundial.
Mas vamos ao que interessa que a aparelhagem não lê artwork. Uma análise tema-a-tema:
Rise of the Fallen: À primeira vista, o musicão do EP. Rápido, poderoso, com aquele segundo riff a partir tudo. Depois de cerca de 1m20s ouve-se ‘For all the times / You forced my equal to fall / Not it’s time for you to crawl’. Dá-me a sensação que este pequeno refrão mostra exactamente o esforço e dedicação que a banda manifestou aquando da criação do Wrath of Creation. Uma vontade sem igual de se fazerem ouvir perante tudo e todos.
Genesis: Talvez o tema mas lento do trabalho, mas será isso mau?? Claro que não, aqueles riffs que mais nos fazem mexer a cabeça estão aqui.
Bitter Life: O tema que mais me chamou a atenção na primeira audição (não contando com a Rise of the Fallen que já conhecia). Com o pedal em fundo sempre a bater e um riff inicial inconfundível, este é um dos temas que mais pode marcar a cena de Insanus.
Astray: Durante estas primeiras audições este é o tema que menos me cativa (o que não significa que não goste, acho que é uma daquelas músicas que demora a assimilar). Não gosto do primeiro riff, penso que encaixaria melhor mais ‘a meio do tema’, mas logo de seguida compensa com um daqueles já referidos riffs poderosos que levam qualquer um à loucura.
Whispers: Numa linha digo: prestem atenção a partir do minuto 1:42. Penso que não vale a pena dizer mais nada sobre este magnifico tema.
Em termos líricos acho particularmente interessante e de louvar o distanciamento da norma deste género de música. Aqui não se fala de morte nem do obscuro. Fala-se da realidade em que vivemos, fala-se de problemas de aceitação, fala-se de revolta, fala-se da Vida!
Em suma, Wrath of the Creation é, de facto um dos melhores PRIMEIROS trabalhos que já tive oportunidade de ouvir e ver (já que o artwork também é para ser devorado). Só me resta dar os parabéns à banda e desejar boa sorte para os gigs que aí vêm!
Track List:
1. Rise of The Fallen
2. Genesis
3. Bitter Life
4. Astray
5. Whispers
Line-Up:
Snake (Vocals), João (Guitars), Hugo (Drums), Luís Pedro (Guitars), Barros (Bass).
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P.S.: Apreciem a cara do Barros na foto do booklet..

