
1. Samadhi (Prelude)
2. Resign to Surrender (A New Age Dawns Part IV)
3. Unleashed 05:48
4. Martyr of the Free Word
5. Our Destiny 06:00
6. Kingdom of Heaven (A New Age Dawns Part V)
7. The Price of Freedom (Interlude)
8. Burn to a Cinder
9. Tides of Time
10. Deconstruct
11. Semblance of Liberty
12. White Waters
13. Design Your Universe (A New Age Dawns Part VI)
Aqui fica a review que fiz deste álbum:
Quarto álbum de originais da banda (se até o Mark fala em 4ª álbum, não vou ser eu a incluir o The Score nesta contagem), após duas mudanças no line up: entrada (definitiva) do Ariën, ele que já tinha gravado a bateria para o The Divine Conspiracy e de Isaac Delahaye, ex-guitarrista dos God Dethroned (mas que já havia saído da banda anteriormente) em substituição de Ad. Sem sombra de dúvidas, o line-up mais forte que a banda já apresentou, desde a sua formação, em 2003, até à data. Se, em relação ao Ariën, todo o seu talento e versatilidade já haviam ficado bem patentes no seu estupendo trabalho no TDC, Isaac veio a provar-se uma grande mais valia na composição de alguns temas e, especialmente, no seu virtuosismo na execução de excelentes solos em vários temas ao longo de todo o álbum (uma verdadeira novidade nos Epica) e na maior “visibilidade” e presença do som da guitarra.
Com esta formação e com a verdadeira obra de arte que havia sido o seu último trabalho de originais, TDC, esperar-se-ia um grande sucessor que levasse o som da banda ainda mais além. Diria que isso foi parcialmente atingido, mas não do modo mais expectável e, acrescento, desejável, senão no seu todo, pelo menos numa boa parte do álbum. Por paradoxal que possa parecer, julgo que a entrada do Isaac está relacionada com esta situação. E porquê? Porque, com a entrada de dois membros de uma banda – God Dethroned – da cena death metal, houve o receio (infundado, na minha opinião) por parte dos Epica que o som da banda se tornasse demasiado pesado ou extremo e que o espaço da Simone fosse reduzido. Assim, decidiram-se pela composição de vários temas em que dão grande liberdade vocal à Simone, e em que esta apresenta um registo completamente diferente do que havia feito anteriormente (não que isso seja mau por si só), mas que se mostra desajustado em relação a uma banda como os Epica, criando várias partes extremamente melosas e até, “apopalhadas” (e menor presença de guturais em relação ao TDC). Exemplos mais flagrantes (entre parêntesis estão as partes mais irritantes) são: Unleashed (se bem que nesta até dou desconto, já que se trata do single) (“When I'm free, When my sun has set”) Our Destiny ( “I won't give up, we'll fight to win ….”), Burn to a Cinder (“I'll never let them stake you down…”), não as salvando um bom instrumental, excelentes solos e até, no caso da Our Destiny, aquele gutural do Mark “We fight to win” só para dizer “yah, somos mesmo metal”.
Diria que este é um grande “defeito” a apontar a este álbum, o paradoxo que é, terem o line-up mais forte e coeso, maior experiência, e não ousarem um pouco mais, ou, se se preferir, ousarem mais, mas num sentido mais “metal”. Opções legítimas da banda que são/devem ser criticadas legitimamente por quem segue e gosta da banda há tanto tempo.
Passemos então às partes mais positivas do álbum (e há várias, até). Primeiramente, este é um álbum com uma produção bem melhor que o TDC, com um equilíbrio muito maior entre todos os instrumentos. A este nível, está mesmo muito bom. Depois, como já referi anteriormente, a nível técnico a banda evoluiu imenso, e apresenta algumas das melhores (senão mesmo as melhores) composições de sempre, respectivamente, Kingdom of Heaven e Design your Universe. São simplesmente brilhantes, de um grande virtuosismo, complexidade, e excelentes guturais, tanto do Mark, como (outra excelente surpresa) do Arien (outra excelente surpresa). Estas músicas apresentam ainda excelentes coros, um trabalho de guitarra e bateria fabulosos e a voz sublime (e no tom adequado para os Epica) da Simone. Brilhante!
O álbum apresenta ainda mais alguns temas de excelente nível, desde logo a belíssima intro, seguida de um tema genuinamente “à Epica” - Resign to Surrender”, a melhor balada de sempre - Tides of Time, Semblance of Liberty, Martyr of the free Word (refrão brutal, mas não era necessário tantos devaneios vocais da Simone…) e Deconstruct (que resulta ainda melhor ao vivo). Ah, falta referir a White Whaters. Que dizer? É uma música interessante, mas que peca por terminar abruptamente (quando estava na sua melhor parte) e que aparece completamente descontextualizada no alinhamento do álbum. Coincidência ou não, foi a única música de DYU que não foi tocada no concerto de apresentação.
Em suma, diria que se trata de um belo trabalho dos Epica, com alguns temas que valem por si só a aquisição deste álbum (e que são do melhor que já ouvi este ano), mas que, infelizmente, peca por não atingir esse brilhantismo em todo o álbum. Por essa razão fica alguns furos abaixo daquele que para mim é o seu melhor trabalho até à data, TDC, mas ainda assim mantém a banda num nível bastante elevado e sem paralelo em bandas com vocalizações femininas.
Considero que, futuramente, a banda só terá a ganhar se enquadrar melhor o registo vocal da Simone nos temas, mais presença de guturais e, já agora, se faz favor, mais temas compostos pelo Mark que são sempre os melhores de todos os álbuns da banda. Quanto ao resto, keep up the excellent work.\m/
PS1: A Simone canta lindamente (cada vez melhor), é mesmo o seu enquadramento nalguns temas que não me agrada.
PS2: A bónus Incentive é excelente! Devia fazer parte do alinhamento “normal” do álbum.



