
A caminho das 3 décadas de existência, um punhado de excelente álbuns e acima de tudo um som inconfundível, este será o legado dos W.A.S.P., personificados num carismático, irreverente e talentoso compositor, guitarrista e interprete. Mantendo a formação que gravou «Dominator», surgem agora novos rumores que com «Babylon» se fechará definitivamente a carreira do emblemático quarteto de Los Angeles que ficará seguramente ligado à história do Heavy Metal, não só pelo tema que encabeçou a sua fase Glam Rock mas também por clássicos como «The Crimson Idol».
Recorrendo a uma analogia entre a crise financeira mundial e o apocalipse, este opus arranca de uma forma brilhante mas vai-se tornando limitado pela sua curta duração, ainda por cima contando com 2 covers que pouco ou nada contribuem para a sua valorização. Doug Blair aparenta ter cada vez maior interacção com Lawless, o que garante logo à partida uma série assombrosa de riffs, alguns leads repletos de groove e solos fantásticos, daqueles que já não se usam nos tempos actuais. Não faltando a habitual killer balad, onde Blackie se revela ainda possuidor de excelente voz, se o álbum anterior já apresentava melhorias relativamente a uma fase mais apagada, então «Babylon» está cheio de passagens próximas do estatuto que ostentam. Out-09
[ 82 / 100 ]
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