
Já vem sendo hábito das grandes bandas sentirem a necessidade de gravarem um sucessor para um dos seus clássicos que mais sucesso obtiveram no passado. O exemplo mais recente disso foi no final do ano transacto com os Gamma Ray a editarem um sucessor para o seu clássico de 1995, este ano é a vez dos Royal Hunt nos brindarem com esta pérola do metal progressivo dando seguimento ao seu album de 1997.
Oriunda da Dinamarca, a banda que já contou com DC Cooper nas vocais, apresenta para 2008 um disco recheado de talento, mistura toques de metal neo-clássico com rock progressivo o que origina uma harmonia contagiante.
Um pormenor delicioso neste disco é que nenhuma música chega ao fim, o disco está de tal forma encadeando que o fim de uma música esbarra no princípio da seguinte, deveras empolgante.
Na formação este disco conta com alguns convidados que só acrescentam valor à obra ja por si muito bem conseguida, nota também para a presença (estreia em Royal Hunt) do bem dotado vocalista, Mark Boals (Yngwie Malmsteen).
As melodias de teclados conseguidas por André Andersen de certa forma que unem o resto dos instrumentos e assumem grande protagonismo no decorrer do album.
Todas as músicas são incrivelmente bem produzidas e os instrumentos, apesar de vários, ouvem-se todos de uma forma transparente, sendo por isso difícil distinguir uma única música, mas ainda assim a faixa "Exit Wound" é quanto a mim das mais brilhantes.
Bem ao jeito do que foi o ultimo lançamento de Threshold - penso que é mesmo possível estabelecer um paralelismo entre os dois albuns - este é um disco que dificilmente trará novos fãs, mas não desapontará aqueles que se interessam por este tipo de sonoridade.
Pena eu nao poder estar no Lagoa Burning Live.