Saxon - "Lionheart"
Enviado: segunda set 20, 2004 2:04 pm
Outra...
[CRÍTICA -CD]
SAXON
Lionheart
SPV/Steamhammer/Edel
Web: http://www.saxon747.com
Email: saxon747@wish.net
Se há algo de que os Saxon podem orgulhar-se é a forma decisiva como participaram na emergência e afirmação da New Wave of British Heavy Metal, no final dos anos 70 e parte dos 80, a par de nomes como os Iron Maiden ou Def Leppard. Nunca experimentaram a fama destes gigantes, é certo, mas atravessaram a Década Dourada como um dos mais influentes grupos do género. «Ride Like the Wind», do álbum Destiny, de 1988, seria o último grande êxito da banda, que na década seguinte vê significativamente reduzida a sua base de fãs, seguindo a tendência do Heavy Metal enquanto estilo, devido à emergência do Grunge.
Inicia-se então uma longa travessia no deserto, entre mudanças de line-up, processos judiciais envolvendo o nome do grupo e álbuns medianamente recebidos, mas os Saxon nunca baixaram os braços. Pelo contrário, souberam adaptar-se às novas tendências e, mantendo-se fiéis ao seu estilo, adicionaram-lhe elementos Power Metal. Aperfeiçoada a fórmula nos últimos álbuns, o resultado mais consistente chega-nos agora, na forma de Lionheart, um disco honesto, íntegro, que honra o legado Saxon.
Co-produzido por Charlie Bauerfeind e Biff Byford, Lionheart é uma sucessão de extraordinárias canções, épicas e pesadas mas sempre melódicas. Aliás, a nova proposta revela-nos um colectivo no topo da sua forma, conseguindo prestações individuais verdadeiramente memoráveis - Byford atinge agudos impressionantes, ao passo que Jörg Michael, ex-baterista dos Stratovarius, empresta uma incrível dinâmica aos temas. Mas é a potente muralha de som erguida pelas guitarras de Paul Quinn e Doug Scarratt e pelo baixo de Nibbs Carter que nos deixa realmente siderados. «Witchfinder General», «Man and Machine», «The Return», «Lionheart», «Beyond the Grave», «Justice» e «Live By the Sword» são peças incontornáveis, que não deverão faltar no espectáculo de 8 de Novembro, no Hard Club.
Estão finalmente reunidas as condições para que os Saxon reconquistem os fãs antigos, ao mesmo tempo que deslumbram as novas gerações. Acreditem, não se gravam álbuns deste nível todos os dias. 8/10
Dico
[CRÍTICA -CD]
SAXON
Lionheart
SPV/Steamhammer/Edel
Web: http://www.saxon747.com
Email: saxon747@wish.net
Se há algo de que os Saxon podem orgulhar-se é a forma decisiva como participaram na emergência e afirmação da New Wave of British Heavy Metal, no final dos anos 70 e parte dos 80, a par de nomes como os Iron Maiden ou Def Leppard. Nunca experimentaram a fama destes gigantes, é certo, mas atravessaram a Década Dourada como um dos mais influentes grupos do género. «Ride Like the Wind», do álbum Destiny, de 1988, seria o último grande êxito da banda, que na década seguinte vê significativamente reduzida a sua base de fãs, seguindo a tendência do Heavy Metal enquanto estilo, devido à emergência do Grunge.
Inicia-se então uma longa travessia no deserto, entre mudanças de line-up, processos judiciais envolvendo o nome do grupo e álbuns medianamente recebidos, mas os Saxon nunca baixaram os braços. Pelo contrário, souberam adaptar-se às novas tendências e, mantendo-se fiéis ao seu estilo, adicionaram-lhe elementos Power Metal. Aperfeiçoada a fórmula nos últimos álbuns, o resultado mais consistente chega-nos agora, na forma de Lionheart, um disco honesto, íntegro, que honra o legado Saxon.
Co-produzido por Charlie Bauerfeind e Biff Byford, Lionheart é uma sucessão de extraordinárias canções, épicas e pesadas mas sempre melódicas. Aliás, a nova proposta revela-nos um colectivo no topo da sua forma, conseguindo prestações individuais verdadeiramente memoráveis - Byford atinge agudos impressionantes, ao passo que Jörg Michael, ex-baterista dos Stratovarius, empresta uma incrível dinâmica aos temas. Mas é a potente muralha de som erguida pelas guitarras de Paul Quinn e Doug Scarratt e pelo baixo de Nibbs Carter que nos deixa realmente siderados. «Witchfinder General», «Man and Machine», «The Return», «Lionheart», «Beyond the Grave», «Justice» e «Live By the Sword» são peças incontornáveis, que não deverão faltar no espectáculo de 8 de Novembro, no Hard Club.
Estão finalmente reunidas as condições para que os Saxon reconquistem os fãs antigos, ao mesmo tempo que deslumbram as novas gerações. Acreditem, não se gravam álbuns deste nível todos os dias. 8/10
Dico