Deathspell Omega - "F.A.S. - Ite, Maledicti, In Ignem Aeternum"
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Demoniac
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Deathspell Omega - "F.A.S. - Ite, Maledicti, In Ignem Aeternum"
Primeiro que tudo, esta critica será tudo menos a minha final opinião sobre este album. Visto só o ter ouvido ainda umas vezes (1 em casa e o resto no mp3 player).
Na primeira audição, este album é do mais caótico que já encontrei! Nada soa a nada (que ja tenhamos ouvido), extremamente rápido em comparação aos lançamentos anteriores. A alternar constantemente no riff rapido para o riff caótico a mid-tempo e umas samples (como na Carnal Malefactor).
A voz do Mikko Aspa tem uma presença diferente neste album! Não está tão "in-your-face" e com tanto eco, como no SMRC, está com mais efeitos e menos reverb. A produção está de longe mais aceitável que o SMRC (para mim o ponto mais fraco desse album). O album como já se sabia á priori é mais curto mas o a duração das faixas tb tem uma média de 8m. O que para mim é um sinal que o album irá crescer após audição, visto a cada audição se reparar em mais promenores no meio daquele caos!
Para já arrisco a dizer que não é um album com a qualidade do SMRC, no sentido de ser mais dificil de digerir, embora tenha promenores em que o SMRC falhou....mas n tem aquela essência! Posso vir a mudar de ideias...mas por enquanto não vejo este album a ultrapassar o SMRC(tb não esperava isso.......era pedir demais).
Acho que se eles ficassem mais ambientais ganhariam com isso! Mas a ve vamos, não vou estar a comparar um album que cresceu 3 anos em mim.....com um que tem 1 dia.
No entanto está um album muito acima da média! Quem me dera que todos os lançamentos fossem assim. Não está um mau sucessor (cronológicamente) do SMRC. Mas falta um "Carnal Malefactor" e um "Jubilate Deo (O Be Joyful in The Lord)"
Vamos lá ver o quanto este album cresce em mim.....
Melhor faixa: "A Chore for the Lost"
Na primeira audição, este album é do mais caótico que já encontrei! Nada soa a nada (que ja tenhamos ouvido), extremamente rápido em comparação aos lançamentos anteriores. A alternar constantemente no riff rapido para o riff caótico a mid-tempo e umas samples (como na Carnal Malefactor).
A voz do Mikko Aspa tem uma presença diferente neste album! Não está tão "in-your-face" e com tanto eco, como no SMRC, está com mais efeitos e menos reverb. A produção está de longe mais aceitável que o SMRC (para mim o ponto mais fraco desse album). O album como já se sabia á priori é mais curto mas o a duração das faixas tb tem uma média de 8m. O que para mim é um sinal que o album irá crescer após audição, visto a cada audição se reparar em mais promenores no meio daquele caos!
Para já arrisco a dizer que não é um album com a qualidade do SMRC, no sentido de ser mais dificil de digerir, embora tenha promenores em que o SMRC falhou....mas n tem aquela essência! Posso vir a mudar de ideias...mas por enquanto não vejo este album a ultrapassar o SMRC(tb não esperava isso.......era pedir demais).
Acho que se eles ficassem mais ambientais ganhariam com isso! Mas a ve vamos, não vou estar a comparar um album que cresceu 3 anos em mim.....com um que tem 1 dia.
No entanto está um album muito acima da média! Quem me dera que todos os lançamentos fossem assim. Não está um mau sucessor (cronológicamente) do SMRC. Mas falta um "Carnal Malefactor" e um "Jubilate Deo (O Be Joyful in The Lord)"
Vamos lá ver o quanto este album cresce em mim.....
Melhor faixa: "A Chore for the Lost"
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Phobos [RIP]
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Phobos [RIP]
Bem, não sei se sou o único a achar isto, mas este álbum tem elementos tão colados a Blut Aus Nord que por vezes até fico a pensar se um dos membros mistério não será de BAN.
Agora fora teorias de conspiração, fiquei agradavelmente surpreendido com este trabalho e pelo menos às primeiras audições é o meu favorito desta nova fase. Em termos de produção a coisa está muito melhor e musicalmente embora faltem alguns dos elementos quem me fizeram amar esta banda, e cada vez menos presentes estão, está aqui um bom/grande trabalho.
Como grande defeito do álbum aponto o excesso de Caos. Compreendo que essa forma que a musica deles tomou está intimamente ligada aos aspectos filosóficos da banda, mas enquanto ouvinte devo dizer que a coisa por vezes se torna saturante. Parece-me que ainda não foi desta que eles encontraram o caminho certo para este novo som, mas estão mais próximos… As partes mais lentas soam-me todas mt boas e mesmo as tais partes caóticas, em geral, resultam razoavelmente chegando por vezes a sufocar. O problema deles “vulgarizarem” o Caos está em que se esses momentos fossem mais raros ao longo do álbum certamente o impacto dos mesmos seria bem mais forte.
Resumindo, parece-me um bom trabalho que só não é grande porque com o tempo vai perder rapidamente o interesse. Pelo menos é essa a ideia que tenho.
P.S. A ligação a BAN deixa-me com a pulga atrás da orelha, refiro-me ao álbum “The Work…”. Há alturas em que dá vontade de dizer que este trabalho é algo do género “BAN goes wild!”.
Agora fora teorias de conspiração, fiquei agradavelmente surpreendido com este trabalho e pelo menos às primeiras audições é o meu favorito desta nova fase. Em termos de produção a coisa está muito melhor e musicalmente embora faltem alguns dos elementos quem me fizeram amar esta banda, e cada vez menos presentes estão, está aqui um bom/grande trabalho.
Como grande defeito do álbum aponto o excesso de Caos. Compreendo que essa forma que a musica deles tomou está intimamente ligada aos aspectos filosóficos da banda, mas enquanto ouvinte devo dizer que a coisa por vezes se torna saturante. Parece-me que ainda não foi desta que eles encontraram o caminho certo para este novo som, mas estão mais próximos… As partes mais lentas soam-me todas mt boas e mesmo as tais partes caóticas, em geral, resultam razoavelmente chegando por vezes a sufocar. O problema deles “vulgarizarem” o Caos está em que se esses momentos fossem mais raros ao longo do álbum certamente o impacto dos mesmos seria bem mais forte.
Resumindo, parece-me um bom trabalho que só não é grande porque com o tempo vai perder rapidamente o interesse. Pelo menos é essa a ideia que tenho.
P.S. A ligação a BAN deixa-me com a pulga atrás da orelha, refiro-me ao álbum “The Work…”. Há alturas em que dá vontade de dizer que este trabalho é algo do género “BAN goes wild!”.
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Demoniac
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Após ter voltado a ouvir o album de Blut Aus Nord "The Work Which Tranforms God", realmente existem algumas semelhanças....até mesmo o ambiente como o album começa.
E como o phobos disse numa das nossas conversas, BAN tem um estilo único e mesmo próprio é muito complicado de copiar. E até a selecção de notas é muito semelhante! E dado que BAN sempre foi uma banda dada á filosofia e é francesa! É uma boa teoria da conspiração!
PS: Já gosto mais do album....tirando a 2ª faixa que por vezes torna-se intragável (o inicio)
E como o phobos disse numa das nossas conversas, BAN tem um estilo único e mesmo próprio é muito complicado de copiar. E até a selecção de notas é muito semelhante! E dado que BAN sempre foi uma banda dada á filosofia e é francesa! É uma boa teoria da conspiração!
PS: Já gosto mais do album....tirando a 2ª faixa que por vezes torna-se intragável (o inicio)
- BKD.
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Não sei se sou só eu, mas montes de vezes durante a audição deste album, o que me vem à cabeça, é Immolation!!!
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:: In the beginning the Universe was created. This has made a lot of people very angry and been widely regarded as a bad move. ::
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- Kafka
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Já ouvi o album e parece-me bastante razoável, conseguindo mesmo auto-crescer com o repetir das audições, muito graças à sua fórmula: Caótica, com espaços criativos de alguma serenidade, que diga-se é propicia a tal, visto que a sua complexidade é de deslinde dificil só atenuada mesmo com o tempo, no entanto ainda estou a dissecá-lo numa fase bastante embrionária, vamos ver até onde chega isto...
Em relação às semelhanças que aqui foram levantadas, a BaN, é óbvio que encontramos pontos de encontro, talvez na estética musical de cariz também ela filosófica no entanto acho que não podemos pegar muito mais para além disso, de resto e se bem bem recordo do "The Work Which Transforms God", não é de todo tão caótico, complexo e diria mesmo tão desconjurado (o que diga-se não é necessáriamente mau, pelo menos nalguns casos) do que este "Fas - Ite.."
Contudo é digno o destaque que aqui lhe vai sendo dado...
Em relação às semelhanças que aqui foram levantadas, a BaN, é óbvio que encontramos pontos de encontro, talvez na estética musical de cariz também ela filosófica no entanto acho que não podemos pegar muito mais para além disso, de resto e se bem bem recordo do "The Work Which Transforms God", não é de todo tão caótico, complexo e diria mesmo tão desconjurado (o que diga-se não é necessáriamente mau, pelo menos nalguns casos) do que este "Fas - Ite.."
Contudo é digno o destaque que aqui lhe vai sendo dado...
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Phobos [RIP]
de resto e se bem bem recordo do "The Work Which Transforms God", não é de todo tão caótico, complexo e diria mesmo tão desconjurado (o que diga-se não é necessáriamente mau, pelo menos nalguns casos) do que este "Fas - Ite.."
Recomendo-te então que voltes a pegar no “Work…” e que o oiças com cuidado.
Não tem nada a ver com ser caótico ou não, tem mais a ver com o trabalho de guitarra que mesmo em algumas das alturas mais caóticas faz lembrar muito o trabalho de BAN.
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Zyklon [RIP]
Torna-se cada vez mais dificil falar desta enigmatica banda.
Se existe actualmente uma banda de musica extrema que realmente o seja quer musicalmente que espiritualmente DsO é o expoente maximo dessa vertente.
A carreira deles tem sido ao longo dos anos cuidadosamente regida com sons e palavras escritas irreligiosamente em sangue negro..diga-se o que se dizer ou escreva-se o que se escrever.
Se as coisas têm funcionado sempre numa espiral em crescendo este novo F.A.S. não foge a regra.
Poderá muito bem desagradar aos fans do SMRC ou aos do Infernal e matar de coração que gostou do Kenose(sim é bem possivel),mas na realidade(se é que se pode falar em realidade dentro do universo DsO) o que temos aqui é um marco mais um marco na carreira dos misteriosos franceses+finlandes.
O album vive muito á semelhança do Kenose dos ambientes criados e da envolvencia avant-guard que cada vez mais está cravada na pele da banda,mas em vez de as coisas funcionarem de uma forma limpida(salvo seja) existe muita ferrugem e sujidade nos temas o que misturado com as partes mais tecnicas e calmas cria o estado perfeito para se entrar dentro do universo F.A.S..
Ambiente perfeito e absolutamente bizarro como o que se ouve no tema "Bread of Bitterness",aquele solo nada comum seguido pela devastação caracteristica da banda é incrivelmente genial.
E por falar em solos(no "Repellent.."dá a sensação que em vez de cordas são laminas) uma das caracteristicas mais belas e intrigantes da banda ao longo da carreira neste album nota-se que se influenciaram um pouco em bandas como os já aqui falados Blut Aus Nord,mas não só algumas bandas da decada passada que tocavam um som digamos mais a frente tambem me parece que foram alvo de umas escutas bem grandes antes de feitos os temas.
A voz do Aspa continua excelente o senhor finlandes chega a deixar uma certa aura de transe no ar e um cheiro intenso a enxofre.
No geral gostei imenso do album pelo menos nestas primeiras escutas nos ultimos dias adorei o "Caos" sonoro os temas são incriveis e nota-se o cuidado em certas partes em misturar esse Caos com uma Ordem e depois desordenar tudo de novo,por vezes dando a ideia que algo vai renascer dali mas em vez de renascer apenas é asfixiado de novo e um exemplo perfeito disso é o absolutamente irreal e perverso "A Chore for the Lost".
Lembra-me vagamente Antaeus em certas partes,talvez se deva um pouco a produção abafada e poderosa,não sei,mas é apesar deste promenor um album marcadamente DsO,atendendo ao que tem vindo a criar na fase pos SMRC.
Para terminar apenas mais isto:
Mais um album de BM negro e intenso para juntar ao Blood Libels e ao Ordo ad Chao.
Será isto o fechar de uma trilogia imaginaria?
Pode não ser mas se actualmente existir uma banda sonora no Inferno Ele decerto fará ecoar estes albuns pelo meio das chamas eternas.
A ouvir...mas sempre com receio das consequencias.
Se existe actualmente uma banda de musica extrema que realmente o seja quer musicalmente que espiritualmente DsO é o expoente maximo dessa vertente.
A carreira deles tem sido ao longo dos anos cuidadosamente regida com sons e palavras escritas irreligiosamente em sangue negro..diga-se o que se dizer ou escreva-se o que se escrever.
Se as coisas têm funcionado sempre numa espiral em crescendo este novo F.A.S. não foge a regra.
Poderá muito bem desagradar aos fans do SMRC ou aos do Infernal e matar de coração que gostou do Kenose(sim é bem possivel),mas na realidade(se é que se pode falar em realidade dentro do universo DsO) o que temos aqui é um marco mais um marco na carreira dos misteriosos franceses+finlandes.
O album vive muito á semelhança do Kenose dos ambientes criados e da envolvencia avant-guard que cada vez mais está cravada na pele da banda,mas em vez de as coisas funcionarem de uma forma limpida(salvo seja) existe muita ferrugem e sujidade nos temas o que misturado com as partes mais tecnicas e calmas cria o estado perfeito para se entrar dentro do universo F.A.S..
Ambiente perfeito e absolutamente bizarro como o que se ouve no tema "Bread of Bitterness",aquele solo nada comum seguido pela devastação caracteristica da banda é incrivelmente genial.
E por falar em solos(no "Repellent.."dá a sensação que em vez de cordas são laminas) uma das caracteristicas mais belas e intrigantes da banda ao longo da carreira neste album nota-se que se influenciaram um pouco em bandas como os já aqui falados Blut Aus Nord,mas não só algumas bandas da decada passada que tocavam um som digamos mais a frente tambem me parece que foram alvo de umas escutas bem grandes antes de feitos os temas.
A voz do Aspa continua excelente o senhor finlandes chega a deixar uma certa aura de transe no ar e um cheiro intenso a enxofre.
No geral gostei imenso do album pelo menos nestas primeiras escutas nos ultimos dias adorei o "Caos" sonoro os temas são incriveis e nota-se o cuidado em certas partes em misturar esse Caos com uma Ordem e depois desordenar tudo de novo,por vezes dando a ideia que algo vai renascer dali mas em vez de renascer apenas é asfixiado de novo e um exemplo perfeito disso é o absolutamente irreal e perverso "A Chore for the Lost".
Lembra-me vagamente Antaeus em certas partes,talvez se deva um pouco a produção abafada e poderosa,não sei,mas é apesar deste promenor um album marcadamente DsO,atendendo ao que tem vindo a criar na fase pos SMRC.
Para terminar apenas mais isto:
Mais um album de BM negro e intenso para juntar ao Blood Libels e ao Ordo ad Chao.
Será isto o fechar de uma trilogia imaginaria?
Pode não ser mas se actualmente existir uma banda sonora no Inferno Ele decerto fará ecoar estes albuns pelo meio das chamas eternas.
A ouvir...mas sempre com receio das consequencias.
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Infame [RIP 2011/04/17]
Assim á primeira audição parece-me um bom álbum, talvez perca um bocado em não deixar respirar tornando a intensidade muito forçada.O q mais me prende é sem duvida os pormenores de estrutura rítmica (meia jazzistica) muito ao estilo de Ved Buens Ende ("A Chore for the Lost").
Última edição por Infame [RIP 2011/04/17] em terça ago 25, 2009 10:52 am, editado 1 vez no total.
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