Aghora - "Formless"

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meninobesta
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Aghora - "Formless"

Mensagempor meninobesta » sexta jan 05, 2007 1:58 pm

Boas a todos!

vi agora que os Aghora finalmente lançaram o segundo albúm chamado Formless!

alguém já ouviu? comentários? será que é desta que têm uma boa vocalista?

http://www.aghora.org/

http://www.myspace.com/aghora

:D

eu como daqui não consigo ouvir nada no myspace, tenho que esperar por logo para saber como estão as novas musicas! :D
god's business, witchfinding!

Zyklon [RIP]

Mensagempor Zyklon [RIP] » sexta jan 05, 2007 2:20 pm

Estive a ouvir o tema disponivel no Myspace (Atmas Heave) e a primeira ideia é que o som está mais poderoso e directo,mas as partes meio jazzisticas continuam lá,mas para ter uma melhor ideia tenho de ouvir o album.
A nova vocalista Diana Serra soa mais melodica que a Danishta e com a voz mais trabalhada,parece-me.

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otnemeM
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Mensagempor otnemeM » sexta jan 05, 2007 2:48 pm

Está a demorar a ficar disponível... Só depois de o ouvir todo poderei dizer algo.


E eles agr estao a vender ao preço da chuva o Aghora. Na altura comprei-o a preço de ouro e foi se quis. Se gostar mt deste, talvez espere que saia o proximo e compro-o a $5 também :roll:

Bronze [RIP]

Mensagempor Bronze [RIP] » sexta jan 05, 2007 2:51 pm

é caso para dizer:

Aghora, compre depois... :mrgreen:

Vooder [RIP 2011/01/03]

Mensagempor Vooder [RIP 2011/01/03] » sexta jan 05, 2007 2:56 pm

É a minha táctica 8) , daí as reediçoes

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Hjorge
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Mensagempor Hjorge » sexta jan 05, 2007 3:42 pm

Vou comprar logo o encontre. Eu tenho o primeiro e gosto bastante, apesar de a vocalista ser claramente um elo mais fraco no meio da banda.
:arrow:

Brujo [RIP 2009/08/10]

Mensagempor Brujo [RIP 2009/08/10] » sexta jan 05, 2007 4:14 pm

Bronze Escreveu:é caso para dizer:

Aghora, compre depois... :mrgreen:


piada repetida man. num topico da mesma banda. assim sucka.

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avoidcontact
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Mensagempor avoidcontact » sexta jan 05, 2007 7:29 pm

Brujo Escreveu:
Bronze Escreveu:é caso para dizer:

Aghora, compre depois... :mrgreen:


piada repetida man. num topico da mesma banda. assim sucka.


Nã!é bem gira a piada...nao sucka nada!...

Quanto a Atmas Heave...gostei do som...a produçao está lá!gosto da nova Diana tem realmente voz pro Mundial...mas a outra também era bem potente!?apesar de se notar a diferença de potencialidades instrumentais e vocais...Mas aghora...rulam mais! :wink:

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Moon|Tears
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Mensagempor Moon|Tears » sábado jan 06, 2007 2:42 am

Já ouvi o álbum todo e está muito bom mesmo, tem sido o álbum do momento a rodar aqui no meu pc :)

Já agora aproveito para deixar aqui uma review feita por mim e pelo Symbolic:

AGHORA - FORMLESS (2006)

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1. Lotus
2. Atmas Heave
3. Moksha
4. Open Close The Book
5. Garuda
6. Dual Alchemy
7. Dime
8. 1316
9. Fade
10. Skinned
11. Mahayana
12. Formless
13. Purification


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Os Aghora são uma banda de Miami (US), de Metal Progressivo com as mais diversas influências, desde música Tribal, passando por bandas como Dead Can Dance, Meshuggah, Tool, Dream Theater, Cynic, Jazz Fusão e música tradicional Indiana.
Com um som bastante poderoso e uma voz melódica, conseguem trazer nos a força e técnica combinado com suavidade melódica.


A banda é composta por:

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Santiago Dobles - Guitarra


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Alan Goldstein- Baixo


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Diana Serra - Voz

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Giann Rubio - Bateria

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Sean Reinert - Bateria de Estúdio

Santiago Dobles serve como produtor, intérprete, mentor e principal compositor desta banda formada no final dos anos 90. O primeiro álbum homónimo contou com a ilustre presença dos ex-membros de Cynic Sean Malone e Sean Reinert. Na altura, a voz estava encarregue à irmã de Dobles, Danishta Rivero. Na altura, o álbum marcou por trazer uma sonoridade original, como descrita acima, mas infelizmente ficou também marcado pela prestação da vocalista, que embora, com algumas vocalizações interessantes, fraquejava a nível técnico, e uma fraca produção e mistura.
Formless é o segundo álbum desta banda que conta com 13 novos originais, e um novo alinhamento. Sean Reinert voltou a gravar a bateria para este álbum e desta vez a banda encontra-se pronta para se apresentar ao vivo, com um alinhamento estável.

Lotus - O álbum começa com uma intro acústica, onde somos apresentados ao ambiente já conhecido do primeiro álbum, onde predominam a influências de música tradicional indiana, com tabla, guitarra acústica, sitar e canto tradicional. É um tema que se volta a repetir durante o álbum.

Atmas Heave - Esta é a música que foi apresentada pela banda no seu myspace, há umas semanas. Na altura fiquei extremamente desapontado pois parecia-me que a banda estava completamente desinspirado, tendo composto música à base da colagem de secções que não ligam bem umas com as outras. Efectivamente, esta é para mim a pior música do álbum, se bem que tenha os seus bons momentos. Começa com um som bastante proggy num estilo muito próprio, ao estilo de Dream Theater/Symphony X, passando por uma secção mais pesada com um ritmo bem marcado, onde entra a voz. Aqui a voz parece-me um pouco chata, com a letra por vezes não encaixando bem na estrutura da música. O refrão, é uma secção limpa, mais jazzy, muito ao estilo de Cynic/Portal. É a única parte que realmente me agrada na música. A estrutura repete-se durante a música, com um solo demolidor do Santiago Dobles pelo meio. O final da música passa por um som mais inspirado e com mais garra onde tudo encaixa um pouco melhor.

Moksha - E aqui, sim começa para mim, um dos melhores álbuns deste ano. Uma música mais conexa, com uma vocalização muito melhor executada. Muito na onda de Dream Theater, mantendo a estrutura de composição simples, com um toque progressivo ali e acolá, sem nunca perder a identidade, sempre com a guitarra de 7 cordas de Dobles a dar grande peso ao conjunto. A voz de Diana Serra dá uma aura mística à música mantendo sempre o tema apresentado em Lotus. A segunda metade da música é caracterizada pela intersecção com um riff mais na onda de Meshuggah e dois solos muito expressivos de Dobles. A expressividade deste homem a tocar é algo de fenomenal. Tem toda a capacidade técnica e melódica de um bom guitarrista de fusão/metal (pensem em Tony Macalpine). A bateria passa despercebida ao primeiro ouvido, por se fundir em perfeição com o resto da música. Uma característica que Sean Reinert também apresentava no álbum de Death em que participou (Human). Ouvindo com atenção, notamos imensos pormenores interessantes que nos remetem imediatamente a Cynic, Death, a Gene Hoglan, etc.

Open Close The Book - Esta música apresenta-se mais simples do que a anterior, mas com uma carga emocional muito mais marcante. Instrumentalmente, a música é bastante monotónica em algumas partes, mas é acompanhada por uma melodia vocal muito interessante. O refrão é esmagador. O solo de Dobles é mais do mesmo. Excelente execução, excelente expressividade, e um ritmo muito interessante por trás, que chega a ser hipnótico no final.


Garuda - É uma faixa instrumental acústica que serve como intervalo entre o assalto sonoro da guitarra de Dobles. Voltam as tablas para continuar o ambiente Raga omnipresente em todo o álbum. A faixa cresce para um final eléctrico que serve de entrada para a faixa seguinte.

Dual Alchemy - Esta é uma faixa mais parecida com o primeiro álbum a nível vocal. A voz de Diana Serra vagueia mais por cima de um riff limpo, mais monotónico. Muito na onda de Cynic, na sua fase final. Os riffs de guitarra são fluídos, alternando com um staccato e terminado numa parte mais calma com um som mais exótico. É de louvar a capacidade de cruzar uma sonoridade pesada e manter o som interessante e fresco. Mais um solo fulminante, muito técnico, sem nunca perder a expressividade.

Dime - Dime é mais uma faixa instrumental. Começa como puro Meshuggah, alternando pela sonoridade habitual dos Aghora, o omnipresente tema jazz, e a pura riffalhada metalística :D. Sean Reinert esmera-se nesta faixa mostrando a todos que ainda não perdeu o talento que mostrou pela primeira vez ao mundo em "Human".

1316 - Se até agora, Dobles nos tinha soado um pouco a Tony Macalpine, aqui presta (voluntariamente ou não) homenagem a Planet X. É uma faixa com bastante garra, uma faixa de bateria complexa, menos alegre, talvez a música mais "dark" de todo o álbum. Nunca perdendo o foco, as músicas até aqui vão-se marcando por conseguindo manter um tema constante entre elas, mas mantendo a sua identidade própria.

Fade - Mais uma faixa mais calma. Muito bela. O baixo ganha algum protagonismo aqui, dando um ambiente mais Al di Meola por vezes à música. A voz suave de Diana é de novo hipnótica. Mais uma vez somos transportados para a sonoridade de Cynic aquando da demo de Portal. Um verdadeiro Jazz/Metal Progressivo com a voz melódica de uma mulher.

Skinned - Uma música que soa um pouco arrastada no contexto do álbum, não se demarcando especialmente das outras.

Mahayanna - Aqui o baixo ganha um pouco mais de protagonismo, no entanto mais uma vez, é uma faixa que não apresenta nada de novo em relação ao que já passou.

Formless - Esta é uma faixa já bem mais interessante. De início se apresenta como uma faixa muito técnica cruzando mais uma vez influências de Death Metal Técnico com o jazz fusão. A música estende-se por 12 minutos apresentando vários temas. Do som mais técnico, passamos para um som mais exótico, com um solo de Dobles que revisita alguns dos temas do primeiro álbum de uma forma muito subtil (algo que é repetido mais à frente). De seguida somos apresentados com um tema mais calmo que suavemente cresce para o clímax da música. A música vai aumentando de complexidade até uma explosão com o último solo de Dobles do álbum. Será "formless" uma maneira de Dobles explicar que não se identifica com nenhum estilo musical e que simplesmente funde todas as suas influências em algo que não consegue descrever? A segunda metade da música é caracterizada por (de novo) um ambiente jazz, onde ecoam em guitarras e vozes distantes temas de "Existence" e "Immortal Bliss", músicas do primeiro álbum.

Purification - Aqui termina o álbum da mesma maneira que começou. Acústico, ambiental, lembrando Lotus, mas em que os instrumentos acústicos vão tocando subtilmente algumas melodias e riffs do álbum, aglomerando-os numa música apenas.


Resumindo: Este álbum, foi para mim uma agradável surpresa. Apresentou músicas muito boas, e recuperar de uma ambiência única. Aconselhado a todos os fãs de Metal Progressivo, desde Symphony X, Dream Theater, etc. Como pontos fracos, salienta-se o fraco som a nível de bateria na mistura. O álbum quanto a mim, tem faixas a mais. Três ou quatro não apresentam nada de novo e fazem com que o álbum se arraste um pouco. O Santiago Dobles não precisa de tantos solos. Embora não soem mal, torna-se bastante previsível por vezes. As vocalizações continuam a sofrer um pouco por se basearem muito num fraseado arrastado. Soa bem normalmente, mas por vezes as letras não se percebem (o que é pena...) e não encaixam bem nas melodias. Como pontes fortes, temos o regresso de Sean Reinert ao Metal B), a excelente prestação de Dobles, Alan Goldstein e Diana Serra, o cruzar de influências muito interessante, e o feeling geral do álbum que é bastante constante, sem se repetir demasiado.

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Mensagempor Pika » sábado jan 06, 2007 3:56 am

Eu sinceramente ainda não oportunidade de ouvir o trabalho anterior, apenas ouvi este (cortesia da Moon|TearS). Não conhecia a banda e fiquei fã, gostei muito da voz desta rapariga, mas não posso fazer comparações com a anterior.

Gosto especialmente das partes progressivas :twisted:

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meninobesta
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Mensagempor meninobesta » sábado jan 06, 2007 2:05 pm

:shock:

apre! grande crítica Moon|Tears! :D

achei estremamente interessante o comentário que fizeste ao tipo de vocalizações que eles, neste caso ela, usam! era a sensação que sempre tive , mas nunca soube explicar porquê! :wink:

só agora é que ouvi a faixa do myspace e espero partilhar a tua opinião! que esta seja dos elos mais fracos do albúm... mas já se nota uma boa melhoria nas vozes! e a produção está mais certinha que no primeiro trabalho deles! é um albúm que certamente vou procurar ouvir! :D

Só é pena o Sean Malone não ter dado uma perninha!

Obrigado pelo comentário! :D
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Bronze [RIP]

Mensagempor Bronze [RIP] » sábado jan 06, 2007 2:29 pm

Realmente a Moon quando abre o livro é para o mundial... xpetákulo

Já agora... essa Diana Serra é nossa conterrânea?

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Mensagempor Moon|Tears » sábado jan 06, 2007 5:04 pm

Atenção que desta vez não fui só eu que fiz a review, eu dei mais ajuda na parte de apresentação de banda (parte inicial), o Symbolic foi o verdadeiro senhor da review, pois, tudo o que trata o álbum foi escrito por ele, embora as opiniões entre mim e ele sejam as mesmas (ele sabe explicar melhor :D) 8) e já que abriram o tópico sobre Aghora achei por bem colocar esta review que tinhamos feito em conjunto para o Forumusica.com :)
Última edição por Moon|Tears em sábado jan 06, 2007 5:07 pm, editado 1 vez no total.

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Mensagempor Moon|Tears » sábado jan 06, 2007 5:05 pm

meninobesta Escreveu::shock:

Só é pena o Sean Malone não ter dado uma perninha!


Concordo plenamente :)

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Crestfall
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Mensagempor Crestfall » segunda jan 15, 2007 12:26 pm

Ainda não consegui arranjar isto! Ninguém tem aí um share? :roll:


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