
"...«Shadows of Old» (1999) tinha certamente momentos bem velozes, mas o trunfo do disco eram as atmosferas que conseguiam invocar com recurso a passagens meio folk e épicas e algum saudável gamanço aos deuses Morbid Angel e Bathory. «...And the Seventh His Soul Detesteth» vê os Aeternus a enveredarem por uma fórmula semelhante. Aqui as ambiências folk já se dissiparam por completo, mas resta uma perícia assinalável em compensar com variações de tempos, e um espesso trabalho de guitarras que dão a ilusão desse ambiente, como é audível logo na segunda faixa, que dá título ao disco, e na brilhante «Spurcitias». Este é porém o mais Morbid Angel dos discos de Aeternus. Influência mais do que óbvia em músicas como «Ruin and Resurrect» e «Saligia», esta com um interlúdio acústico de chorar por mais. Se bem que em todo o caso, são boas malhas que facilmente teriam lugar num «Heretic» e dão dez a zero a qualquer coisa do «Illud Divinum Insanus». Não é certamente tão bom como o «Shadows of Old», ou como o «...And So the Night Became» (1998), mas é sem dúvida a melhor coisa que os Aeternus gravam desde 1999."
7,7/10