O site Punkmusic quis começar o ano da melhor maneira e esteve á conversa com uma das bandas que veio para vingar no seu estilo inconfundivel no metal/hardcore, vindos do Porto : SOLID .
1-SOLID é o nome de uma banda que veio para ficar no panorama nacional com o seu estilo proprio dentro do Metal/Hardcore. Pois bem, como começou toda esta vossa carreira como banda ?
R: Bem, SOLID surgiu naturalmente, em 2007, após a decisão de mudarmos de nome e atitude como banda. Já vimos a tocar juntos desde 2000 basicamente com a mesma formação (só o André, no baixo, é que entrou mais tarde) mas sob o nome Solid Impact, com o qual fizemos algumas gravações, demos imensos concertos e criamos a nossa própria "família".
Com o crescimento de maturidade e também de musicalidade decidimos então mudar o nome para SOLID (isto ainda para manter um fio condutor entre o passado e o futuro) e começar um trajecto novo e bem mais sólido.
2-Quais são os estilos com que vocês se identificam mais e também aquele estilo que vocês pretendem transmitir para as pessoas na música que fazem?
R: Ui isso é complicado de responder. Nós FELIZMENTE somos completamente receptivos a todo o género musical. Cada um de nós pode ouvir mais uma cena um e outra cena outro, mas no geral todos nós vivemos a música em si. A base mais consolidada entre todos é o Rock sem dúvidas mas todos já ouvimos imenso metal, quando mais novos e ainda o ouvimos mas já não tão frequentemente. E actualmente tanto nos apanhas a ouvir o disco de Everytime I Die como um disco de Beatles, ou até mesmo Jay-Z. Assim como nos apanhas em concertos de puro metal, hardcore, rock, jazz seja o que for.
O que nós queremos transmitir não é nada mais do que boa musica e rock, muito rock.
3-Desde o vosso começo como banda quais são, para vocês, aqueles momentos que guardam na bagagem ou seja que vos marcaram mais?
R: Qualquer viagem que façamos juntos para os concertos são aventuras ahaha. Todas as bandas que conhecemos e travamos amizade durante este percurso são algo bastante marcante que temos como banda.
Assim histórias mais hilariantes arrisco em dizer que se remetem aos dias passados no estúdio Sá da Bandeira com o João Brandão enquanto gravamos tanto o E.P. como o albúm. Mas como dizia outro "what happens in the studio, stays in the studio".
4-Uma das coisas que se notou com o crescimento da banda foi que, a vossa energia e boa musica, que já antes faziam está cada vez melhor. Tiveram um grande feedback logo após o lançamento do vosso E.P. " 24/7 The Love Sydrome" que mostrava uma grande potência nas letras e no som, como explicam isso?
R: Pa, trabalho. trabalho, trabalho!!! Foi tudo uma questão de maturidade. A banda evoluiu, manteve-se fiel a ela mesma, sem ir em ondas e basicamente foi isso.
5-O que mudou do vosso E.P. 24/7 The Love Syndrome para o vosso novo e primeiro albúm " I wish everyday was sunday" ?
R: Bem o albúm é um registo bem mais maduro e pensado do que o nosso E.P. "24/7 The love syndrome". No E.P. exploramos uma vertente mais experimental e cómica até, na composição dos temas. O processo de composição foi até bastante espontâneo. Ao compormos o albúm optamos por escrever musicas mais coesas e directas, tornando o todo mais forte e também atingindo um maior número de público. O que fizemos com o albúm é o que realmente queremos fazer daqui para a frente, melhorando sempre dia após dia.
Mudou também a nossa prestação e entrega em palco, tornando os concertos cada vez mais intensos e energéticos.
6-Falem-nos um pouco á cerca deste novo e já bem sucedido álbum "I wish everyday was sunday" e de todo o processo de gravação ?
R: A vontade de gravar o albúm surgiu aquando o fim da gravação do E.P.. Ainda estávamos em estúdio quando marcamos data para gravar o disco. Todo o processo de gravação foi rápido e simples. Escrevemos as musicas em tempo record e logo de seguida entramos em estúdio para darmos início a mais uma jornada de gravações. Depois de nos vermos no estúdio foi sempre a abrir ahah. Com o João a acompanhar-nos tudo foi simples e divertido. Ele deu dicas, nós exploramos cenas novas, novos sons, novas formas de tocar, reajustamos arestas nas músicas, experimentamos novos instrumentos (como a inclusão do violino na música She Said, gravado pelo pai do Cláudio e do André) ainda convidamos a Sofia Magalhães (Crisis), que já é nossa amiga á uns anos, para colocar umas linhas de voz na The Switch.
Tudo o resto está traduzido no disco, é só pegar no cd, roda-lo na aparelhagem e curtir.
Aproveito também para agradecer aqui a todos os que nos emprestaram cenas para utilizarmos nas gravações.
7-Como foi ver o vosso albúm ser masterizado nos estudios da West west side em New York pelo conceituado Alan Douches?
R: Infelizmente não estivemos por lá a ver enquanto ele estava a masterizar, tavamos nas praias de Miami a apanhar umas ondas ahahahah.
Falando sério, foi sem dúvida alguma, visto com muito bons olhos. Todos nós ouvimos grandes malhas masterizadas por ele como por exemplo o "Wake the Dead" de Comeback Kid ou o "Ire Works" de Dillinger Escape Plan.
E podemos dizer que ficamos clientes. Muito possivelmente num próximo registo que gravemos iremos voltar a optar por trabalhar com ele.
8-O que foi também uma grande aposta foi terem assinado pela agência HELLXIS. Como está a ser trabalhar com esta conceituada agência?
R: Está a ser óptimo. O Cláudio já conhecia pessoalmente o Emanuel o que tornou todo o processo muito mais simples sem grandes "ses". Na relação Solid-Hellxis há uma grande confiança, respeito e amizade e penso que isso seja o mais importante actualmente. E não contratos gigantes, que quando se vai a ver de gigante não teve nada a não ser o tombo.
9-O que pensam sobre a evolução da musica no nosso País e até mesmo dos meios de divulgação ?
R: A evolução tem vindo a ser enorme. Cada vez mais aparecem bandas novas, com gente muito nova e com potencialidades enormes. Putos a tocarem imenso mesmo.A cena tuga de norte a sul está muito boa de saúde. Cada vez mais vemos bandas nossas a singrar lá fora e a ter óptimas reacções do público estrangeiro. Posso citar aqui um rol enorme de bandas Portuguesas que merecem destaque como: For The Glory, Death Will Come, Go Baby Go, Devil In Me, Blind Charge, E.A.K., Hills Have Eyes, Chemical Wire, The Walking Dead, Men Eater, Mr. Myagi, Grankapo, Sticks And Stones And The Broken Bones, Step Back!, Without Death Penalty, My Eyes Inside, Crushing Sun, My Cubic Emotion, X-Cons, ManInFeast, Oblique Rain e podia ficar aqui a noite toda a escrever nomes de norte a sul do país, são realmente imensas as bandas portuguesas a merecerem destaque.
É também de louvar o esforço de gente muito nova na promoção de bandas, pessoal como voçês com a Punkmusicpt que perdem horas com entrevistas e a gerir sites. revistas online ou físicas, programas de rádio, fóruns, blogs, etc.
Penso que se todos se unissem, em vez de batalharem cada uns para seu lado, juntando todo o povo desde do rock ao metal e ao hardcore a cena tuga ficava mm mt mt boa.
Ah, tava-me a falhar um ponto importantíssimo, que é o facto de cada vez mais se verem promotoras novas a organizarem concertos quer com bandas tugas quer a trazer bandas de fora. Hellxis, Caveira da Formiga, Amplificasom, Anomalia, Sink or Swim, MassMurder, Infected, Impact, Oh Damn!, Big Dog, Dream&Seduction, Freebase, Fight Club, Xuxa Jurássica, Predator, Rosavelho, I Can C U, Cooperativa dos Otários, Alive We Ride entre muitas outras promotoras merecem todo o nosso apoio e respeito.
E acredita que há muito boa gente a apoiar a cena (OBRIGADO FORMIGA).
O que ainda falha muito infelizmente é o público. Parece cada vez mais extinto ver povo em concertos como antigamente. Vais as festas de drum e electro e apanhas lá toda a gente (do metal, hardcore, indie, rock, seja o que for) a gastar aos 15€ só de bilhetes e não se queixam. Nos concertos organizados com imenso esforço, com promotores a perderem dinheiro dos bolsos deles, mesmo com bilhetes a 3, 5 ou 7€ já se queixam que é bué caro. Só acho mesmo este o ponto mais negativo actualmente.
Um grande abraço e obrigado pela oportunidade.
Solid
http://www.myspace.com/punkmusicwebpage
