

Os Dark Angel são uma banda de Thrash Metal da Califórnia formada em 1981 sob o nome de Shellshock.
Durante 2 anos até mudarem de nome para Dark Angel, a banda era constituída por Don Doty como vocalista, Jim Durkin na guitarra, Rob Yahn no baixo e Mike Andrade na bateria. Lançaram ainda uma demo de 7 músicas chamada Into the Inferno, sob o nome de Shellshock.
Em 1983 mudaram o nome para Dark Angel por já haver uma com o nome Shellshock, e rapidamente Eric Meyer tomou o lugar de segundo guitarrista e Jack Schwartz o lugar de baterista.
Depois de algumas demos lançaram o primeiro full-lenght We Have Arrived que, apesar de curto, contem algumas das melhores músicas da banda como Merciless Death, Falling From the Sky, No Tomorrow ou Hell's On It's Knees.
Em 1986, já com Gene Hoglan na bateria, lançam um dos mais aclamados álbuns do género: Darkness Descends. Apesar de ser um clássico, e ser um grande álbum de thrash, sinto que falta algo aqui, os riffs, apesar de rápidos, são muito simples e pouco... "catchy". Contém uma regravação da Merciless Death do álbum anterior e clássicos como a faixa-título, Black Prophecies, Burning of Sodom ou Perish in Flames, que segundo Gene Hoglan, é a música de Dark Angel favorita da sua mãe.
Em 1989, com Mike Gonzales no baixo e Ron Rinehart na posição de vocalista, lançaram Leave Scars, o álbum com a melhor produção até à data. Neste álbum a banda percebeu que não era preciso tocarem sempre a 300bpm para ter um álbum de Thrash espectacular, e apostaram em algumas secções mais lentas e, apesar de ainda não ser muita, Leave Scars tem mais melodia que o seu antecessor e riffs mais interessantes. Um álbum sem dúvida mais maduro, apesar da cover de Led Zeppelin destoar um pouco por soar um pouco "infantil". Algumas das melhores faixas de Leave Scars são The Death of Inocence, No One Answers, Older Than Time Instead e a faixa-título.
Em 1991, Brett Eriksen assume o lugar de guitarrista, outrora de Jim Durkin, para gravar o que, na minha opinião, é o melhor álbum da banda: Time Does Not Heal. Sem dúvido o álbum mais completo e progressivo da banda. Nas liner notes aparece: "9 songs, 67 minutes, 246 riffs!", o que mostra que a banda apostou em músicas mais longas e mais complexas, porque enquanto que no Darkness Descends eram poucos os riffs que se destacavam por soarem todos muito parecidos, aqui temos uma variedade imensa dos mesmos e é também o álbum com a melhor prestação vocal nos Dark Angel, na minha opinião. E a produção está ainda melhor que no Leave Scars! É-me muito difícil destacar músicas daqui, porque não consigo arranjar uma menos boa, sequer... todas são espectaculares.
ao lado de Darkness Descends, é o álbum que aconselho a pessoal que quer conhecer a banda.Quando a banda se encontrava a trabalhar num quinto álbum, em 1992, os Dark Angel anunciaram que iam acabar para seguir carreiras individuais.
Depois de 10 anos de hiato, a banda decidiu reunir-se, com Ron Rinehart como vocalista, Eric Meyer como guitarrista, Danyael Williams no baixo e Gene Hoglan na bateria. Durante o tempo de reunião, a banda gravou uma cover da música Creeping Death de Metallica, que apareceu na compilação Metallic Attack: Metallica - The Ultimate Tribute.
Em 2005, a banda anunciou que iriam pôr um fim à reunião dos Dark Angel, porque Ron Rinehart teve um problema de costas e os médicos disseram que se continuasse na banda, poderia deixar de conseguir andar.
Os Dark Angel são uma das minhas bandas preferidas, e como já referi, o meu álbum preferido é o Time Does Not Heal de 1991.
Qual é o vosso? E as músicas favoritas?
Adorava que a banda se voltasse a reunir, mas duvido muito.




