Neurosis: tópico oficial (Reset à poll)

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Moderador: GoncaloBCunha

Álbum preferido dos Neurosis

Pain Of Mind - (1988)
0
Sem votos
The Word As Law - (1990)
0
Sem votos
Souls At Zero - (1992)
0
Sem votos
Enemy Of The Sun - (1993)
0
Sem votos
Through Silver In Blood - (1996)
4
31%
Times Of Grace - (1999)
1
8%
A Sun That Never Sets - (2001)
3
23%
The Eye Of Every Storm - (2004)
4
31%
Given To The Rising - (2007)
1
8%
Honor Found In Decay (2012)
0
Sem votos
Fires Within Fires (2016)
0
Sem votos
 
Total de votos: 13

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abyssum
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Re: Neurosis: tópico oficial (Reset à poll)

Mensagempor abyssum » sexta mar 20, 2026 7:12 pm

Ainda não tinha votado aqui, cá vai The Eye Of Every Storm

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Blackadder
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Re: Neurosis: tópico oficial (Reset à poll)

Mensagempor Blackadder » sábado mar 21, 2026 6:34 pm

Bem, primeiro impacto.

Spoiler: Mostrar
Disclaimer: eu preciso de algum tempo e de ouvir os discos mais de dez vezes antes de formar uma opinião. Quando saiu o Fires Within Fires foi uma desilusão — não gostei mesmo. Mas depois, lá fui insistindo e consegui aprender a “perceber” e a gostar muito do disco — que acho que mostra uma banda que, por ter atingido um nível avançado de maturidade, se mostra muito despida, stripped to the essentials, sem truques, sem refúgios, sem merdas. 



Quanto a este:

Não fiquei mega fã da abertura do disco. Aquela “We Are Torn Wide Open” parece uma cena meio juvenil — e não acrescenta nada, só constata o óbvio. Deus Nosso Senhor me perdoe, mas parece o tipo de cena que uns Machine Head fariam (e fizeram).



No geral, ao menos, soa-me indubitavelmente a Neurosis. Em termos de composição parece-me cru e directo q.b., um pouco rudimentar em termos de riffs, talvez, e não necessariamente no melhor sentido do termo, isto é, o riff da Given to the Rising é a coisa mais rudimentar do mundo mas é dos riffs mais Neurosis deles, é óptimo.

Dizer que, de certa forma, me parece pouco inspirado ou meio preguiçoso seria injusto — mas não anda muito longe dessa ideia. Acho-o competente, sem dúvida, cheio de personalidade, mas talvez falte qualquer coisa. Pode ser que com outras escutas essa ideia se dissipe — julgo que sim. Até porque à medida que o disco ia avançando comecei a gostar mais e a achá-lo mais intrincado.

Se por um lado acho que não desvirtua a carreira de ninguém — continua a ser melhor do que 90% do que por aí anda — por outro não sei se desbrava muito território no contexto da discografia deles. Parece-me ir buscar coisas aos últimos três, e trabalhar a partir daí.

Uma coisa é certa, e eu, tirando o facto que todos sabemos, sempre gramei muito o Scott Kelly, que acho que era uma figura central na banda, apesar de ser menos “músico” que os outros: o Aaron, sendo um músico e um guitarrista muito mais completo que o Kelly, deve ter desafiado o Steve como nunca e, juntos, cresceram. O Aaron é obrigado a ser mais melódico e, de certa forma, tradicional, e o Steve a pintar com cores e pincéis novos e diferentes ao fim de tantos anos — e acho que resulta bem. O meu medo era mesmo o de o Aaron assentar de uma forma demasiado intrusiva, mas não é o caso — não está propriamente subtil (nem podia), mas faz todo o sentido.

Gostei dos leads de guitarra meio melódicos, meio dissonantes — cheira-me que são coisas do Aaron. Por outro lado, os riffs, e os versos/ritmo achei um bocado “banais” — acho que foi o que me saltou mais à atenção pela negativa. Provavelmente com mais escutas começo a descortinar os pormenores (aquela Seething and Scatered já tem ali uma parte fodidona de que gostei). 



O Noah está mais presente — que não gosto nem desgosto — mas parece menos sinistro e “diferente de tudo” do que como nos tinha habituado.


Achei o final do disco fraco — tem uma secção inteira que parece indie rock da piça; e depois acaba bem mas soa a uma repetição do que já fizeram. 


Uma coisa que me chateou: as letras parecem-me muito dumbed-down e, de certa forma, às tantas, redundantes. Foda-se, conseguir perceber letras de Neurosis é quase uma novidade.

No geral, mais do que aliviado, até fico satisfeito. Mas ainda é cedo para veredictos. Parece-me que tem potencial para amadurecer e eu aprender a gostar mais dele, como aconteceu com o Fires.

A única coisa que me está a chatear é que me soa a Neurosis, sim, mas como se não tivessem sido tão exigentes com eles próprios como de costume — “já ouvi isto, mas melhor, mais fresco”.

Acredito que cresça.
Movimento de Cidadãos 'Queremos Concertos a Começar às Oito da Noite'.


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