Chegado a São Pedro do Sul, à Pousada da Juventude na quarta feira durante a noite, quinta e sexta feira fizeram-se de trabalho a partir do quarto e com passeios pela vila super tranquila, centrada obviamente nas termas e no valor turístico que estas oferecem. Na tarde de sexta tarde fiz um rápido reconhecimento ao novo espaço do festival. A viagem da pousada ao local faz-se em cerca de 20-25 minutos atravessando montanhas e aldeias locais, caminho especialmente atrativo no regresso pela noite fora. Chegada a sexta feira, às 18h arranco para o MM.
Vamos ao que interessa: as bandas. Começando pelo que não vi por este ou aquele motivo.
Gnosis e Death & Legacy infelizmente não consegui apanhar. Gnosis lançaram aquele que vai sendo o meu álbum nacional de 2026 e gostava de os ter visto.
Ethereal e Erzebet vi 3 músicas antes de bazar, pelo que me vou abster de comentar.
Primal Fear vi parcialmente, fui ao carro trocar de roupa e perdi boa parte, como não sou particularmente fã não perdi nada
Passemos primeiro às bandas que vi mas fiquei algo indiferente:
Saurom - passa-me ao lado a posição tão alta no cartaz, mas pela quantidade de gente que vi com t-shirts da banda pelos vistos têm bastantes fãs. Power metal, toques de sinfónico, folk pelo meio, muito teatro, um ou outro refrão orelhudo. Meh.
GATC - super competentes, boa onda, excelente vocalista, o estilo heavy hard rock é um bocado insipido.
Dallian - similar a GATC, muito competentes, excelentes músicos e boa presença de palco, mas soa tudo muito embrulhado como se estivéssemos perante os Opeth no início de carreira ainda a tentarem definir identidade. É o melhor elogio que lhes posso fazer.
Next, boas actuações que gostei mas que faltou ali qualquer coisa:
Paradise Lost - foi um grande concerto, praticamente nada falhou ali felizmente, a questão é minha mesmo que nunca saio satisfeito com as setlists destes gajos. Ter uma discografia tão vasta tem destas coisas, mas também já cansa ouvir a As I Die e a Say Just Words, por exemplo, quando têm tantas outras boas malhas que mereciam destaque. Enfim, a malta gostou é o que interessa.
Serious Black - mais uma vez, super competentes e a conseguirem conquistar o público, talvez pessoalmente esteja um pouquinho saturado deste estilo de power metal e dos sing alongs.
Crematory - por um lado até esperava menos e fiquei agradado com a prestação, mas ver o vocalista constantemente a olhar para o monitor a ler as letras das músicas deu-me um asco do caraças.
Insomnium - é um bocado ingrato tocar naquelas condições, mas deram muito boa conta do recado e terminaram o festival em excelente nota. Talvez por não ser o maior fã, preferi circular e gastar o dinheiro que ainda tinha na pulseira antes de bazar.
Seguem-se as actuações que foram muito boas, mas um pouco aquém das melhores.
Enforcer - tudo impec excepto o tempo da actuação a fazer-se sentir. Uma das questões com só ter um palco é que cada banda teve muito mais tempo para tocar. No caso dos Enforcer não sei se isso foi necessariamente bom.
Capela Mortuária - diria o mesmo que em cima, mas mais uma vez actuação 5 estrelas... ou 4.5 vá
Blaze Bayley - tirava-lhe os monólogos motivacionais e o picanço parvo ao Steve Harris e teria sido quase perfeito. Faltou ali a Vírus, mas de resto, mais uma vez, super competente. Foi com agrado que ouvi os temas do Virtual XI pelo qual tenho um soft spot. Terminar com a The Angel and the Gambler foi genial.
Sovengar - quando a palhaçada faz parte do espectáculo, mas a palhaçada às vezes injustamente se sobrepõe à própria (boa) música tens um problema para resolver. Por baixo de tanta brincadeira há ali uma excelente banda de folk metal. Apesar de tudo, o objetivo é trazer um ambiente menos sério ao festival e isso foi conseguido. Segunda melhor revelação do cartaz.
A crème de la crème do Milagre Metaleiro:
Destruction - foi brutalíssimo de principio ao fim, é difícil dizer mais que isto. Nesta altura espero que mantenham este line up por muitos anos porque vê-los ao vivo é sempre chef's kiss.
Warout - maior revelação do festival, bem que os Destruction podiam levá-los em digressão. Excelente banda de thrash. Até o vocalista de Crematory fez questão de os elogiar em palco, chamando-os de Warcry, mas não interessa. Super banda a seguir com muita atenção.
The Haunted - vou admitir que não esperava actuação tão forte, mas pqp foi brutal mesmo.
Belphegor - melhor actuação do festival. Fantástica bujarda de som e blasfémia. Trouxeram o inferno às montanhas de São Pedro do Sul. Atmosfera brutal com a chuva e relâmpagos à mistura. Inesquecível.
Para terminar, toda a organização foi formidável. Preços de comida e merch dentro do acessível. Som no geral esteve sempre 5 estrelas. Novos anúncios para 2027 super interessantes. Acho que não me estou a esquecer de nada. Caso alguém da organização leia isto, fica o peditório de bandas para o ano:
Symphony X, Towards the Sinister, Blood Fire Death A Tribute to Bathory, Aura Noir, Grand Magus, Martyrium, Worm, Ethereal Darkness e Cruel Force
"Bora lá caralho"


