2019.04.26a28 - SWR BARROSELAS METALFEST - Viana do Castelo

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Enigma
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2019.04.26a28 - SWR BARROSELAS METALFEST - Viana do Castelo

Mensagempor Enigma » quarta mai 01, 2019 11:33 am

Dia 1
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Nakkiga - começo do primeiro com esta banda basca de black metal. Achei o som deles com muitas influências de (old) Enslaved e Kampfar, e também um pouco de Dissection (particularmente num tema mais no final da atuação). Foi um arranque bom de fest, embora a banda tivesse lucrado mais com um set à noite (talvez a fechar o dia tivesse sido melhor opção).
Turbowarrior of Steel - banda belga de crossover, que animou bastante as hostes no palco 3. Com uma boa atitude, muita energia e boa disposição, criaram as primeiras movimentações nas filas da frente. Bom aquecimento para as bandas dos palcos principais.
Woslom - primeira banda brasileira (de thrash) a atuar, das muitas que passaram nesta edição do fest. Som poderoso (o volume demasiado elevado) e direto, num thrash já visto e revisto mas que costuma resultar em contexto de festival. Aqui também foi o caso, embora a presença de escasso público não tivesse permitido uma maior festarola.
Analepsy - altura para o jantar, portanto não vi a sua atuação (apenas ouvi cá de fora). Quem tiver presenciado (schwarze?) que se pronuncie.
Morte Incandescente - já estava com saudades de os ver ao vivo. Perdi as duas datas que fizeram há pouco tempo - Lisboa e Porto - por isso foi excelente integrarem o cartaz do festival deste ano. Foi o primeiro grande concerto do dia e, claramente dos melhores do palco 2 de todo o fest (o meu palco preferido). Para quem precise de saber (ou relembrar) o que é e o que significa o black metal, é simples, basta ir a um concerto desta banda.
Venenum - um dos concertos que aguardava com maior expetativa (mais ainda depois do fantástico concerto no Metal Point o ano passado, está escrito nas estrelas que tenho de fazer centenas de kms para os ver.XD). E foi simplesmente arrasador! Que atmosfera e intensidade, verdadeiramente arrepiantes. Foi um dos melhores concertos de todo o festival e guardo na memória o melhor momento desta edição - a Trance of Death.\m/
Grime - excelente surpresa. Desconhecia a banda (embora, pelo nome, já suspeitasse tratar-se de sludge.XD). Concerto potente, sujo (no melhor sentido da palavra) e vibrante, são os adjetivos que me ocorrem para descrever este excelente concerto.
Midnight - muito grato aos manos Veiga por, finalmente, me darem a oportunidade de os ver ao vivo. Se já gostava bastante em estúdio, ao vivo a sua música ganha contornos verdadeiramente alucinantes e épicos. Deram um concerto absolutamente arrasador que iam praticamente deitando abaixo a tenda. Este é daqueles concertos que perdurarão na memória coletiva dos que lá estiveram presentes. Satanic Royalty!\m/
S.C.D. - coube-lhes a tarefa mais ingrata da noite pois, após o concerto de Midnight, não era fácil conquistar o público. Mas fizeram-no e o moshpit foi bastante intenso. Comparativamente a outras bandas com a mesma sonoridade, ganham em variedade, o que os torna bem mais interessantes.
The Black Dahlia Murder - tinha alguma curiosidade em os ver ao vivo, mais pela figura que é o Trevor, do que propriamente pela sua música, a qual não me diz grande coisa (hum…nem pequena.XD). Foram uma desilusão, pelo menos para mim. Apesar de toda a energia em palco, pareceu-me tudo desinteressante e muito banal. Apesar disso, não posso dizer que foi um mau concerto. Mas num dia com tantos excelentes concertos, este ficou muito aquém.
Skull Fist - a única coisa menos positiva que se lhes pode apontar é o facto de o som estar excessivamente alto (embora, pelo menos, a qualidade fosse boa). De resto, deram um excelente concerto de heavy metal que deixou a milhas o de Enforcer no Moita (com aquele som terrível, não era preciso, diga-se em abona da verdade). No False Metal!
Godflesh - uma banda que, apesar do seu estatuto incontestável, nunca prestei a devida atenção. Após este concerto, isso vai claramente mudar. Que concertão! Um peso incrível, o Broadrick a dar tudo em palco (contrastando com a atitude mais passiva do baixista, mas que não me causou qualquer problema), foi uma atuação que, a dado momento, se tornou mesmo hipnótico. Um dos melhores concertos desta edição.
Acid Cannibals - uma barreira de som tremenda e uma grande selvajaria em palco, foram os condimentos perfeitos para o final do primeiro dia do fest.
Scúru Fitchádu - a curiosidade fez-me aguardar pela sua atuação. É difícil tecer grandes comentários, dada a estranheza (pelo menos, no contexto do SWR) da música desta banda. É de louvar o SWR ir buscar, aqui e acolá, bandas “fora da caixa” para o festival mas, neste caso, não resultou.

Dia 2
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Archaic Tomb - grande começo de dia com uma das bandas nacionais mais interessantes do underground nacional. Se no Masmorra já me tinham agradado de sobremaneira, desta vez foi a confirmação que temos banda a valer.
Summon - posso utilizar praticamente os mesmos argumentos referidos para a banda anterior sendo que, apesar de tudo, perdem um pouco na comparação, pelo menos ao vivo. Mas, se considerarmos que deram apenas o seu segundo concerto (após o primeiro no Masmorra), o saldo é francamente positivo. O underground nacional precisa de mais bandas assim.
Vacivus - só vi parte da sua atuação (o resto do cartaz era demasiado interessante e a fome já apertava). Do que vi, não me agradaram por aí além e também não conseguiram agarrar o público.
Namek - não apanhei o início mas não demorou muito tempo a ambientar-me ao grind frenético (passe a redundância) e bem disposto (mas atenção, nada de party band.XD) do Simão e companhia. Passaram várias bandas de grind pela edição deste ano e esta foi provavelmente a melhor.
Barshaskteh - gosto bastante do seu mais recente álbum (com o qual descobri a banda), por isso eram um dos pontos de maior interesse do dia. Deram um concerto devastador, um verdadeiro rolo compressor (o baterista é uma verdadeira máquina, até cansa só de ver). A par de Imperial Triumphant, deram o melhor concerto do dia no palco 2.
Demilich - tive muita pena de perder o concerto de Son of Cain, mas não podia desperdiçar esta oportunidade (quicá, irrepetível), de ver esta banda mítica. Impressionaram-me pela sua consistência e pela sua proficiência técnica (não confundir com técnica estéril e inconsequente). Talvez este não seja, injustamente, um dos melhores concertos do festival, pois o seu death metal é menos dado a mosh pits (que também os houve), e mais para apreciar e desfrutar. Muito bom
Dopelord - stoner/doom vindo da Polónia, bastante interessante e muito bem executado. Talvez (e isto é apenas uma questão de gosto pessoal) apreciasse ainda mais se não usassem quase exclusivamente vocais limpos e tivessem, aqui e ali, uns vocais mais berrados mas, de qualquer modo, foi um bom concerto.
Benediction - dizer que foi uma, senão mesmo a maior surpresa positiva do fest pode parecer absurdo, dado tratar-se de uma banda história do death metal vindo do UK. Mas, considerando a sua longa inatividade em estúdio e as suas escassas atuações ao vivo, não estava nada preparado para o que vi. Foi um concerto demolidor, de princípio a fim, sem pausas nem momentos mais mornos, com uma banda extremamente enérgica, a dar literalmente tudo em palco e com um vocalista que é um frontman estupendo e que é mesmo a cereja no topo do bolo. Um dos concertões do fest!\m/
Imperial Triumphant - apesar de algum buzz no underground acerca desta banda, ainda não os tinha ouvido e, após o concerto de Benediction, confesso que não tinha grande expetativa (nem energia) para esta atuação. Em boa hora decidi deslocar-me para o palco 2 e aí permanecer até ao final do concerto. Se, ao início não me estava a envolver muito, aos poucos foi crescendo e, à medida que via a execução destes senhores (nomeadamente do fabuloso baterista - houve momentos em que me foquei quase exclusivamente no desempenho world class deste senhor), fui-me rendendo à categoria desta banda. É por concertos (e descobertas destas) que o SWR é um fest tão especial.
Saint Vitus - segunda vez que os vejo, a primeira com o Scott, depois do concerto no RCA (ainda com o Wino). Se em termos puramente vocais prefiro o Wino (foi com ele que a banda gravou a maioria das minhas malhas favoritas), o Scott em palco é bem melhor, muito mais enérgico, com maior comunicação com o público e com maior empenho. Foi uma atuação super enérgica, com toda a banda a deixar tudo em palco, e com muitas músicas uptempo, havendo vários momentos muito rápidos, pelo menos para a realidade dos Saint Vitus. A setlist focou-se mais nos temas do novo álbum, a sair brevemente (isso levou o Scott a dizer ao público “please, just two more new songs” e outros da fase inicial da banda, na altura com o Scott. O ponto mais alto da atuação, como já se esperava, foi a imensa e imortal Born Too Late. Sempre um enorme prazer ver estes senhores!\m/
Ascension - seguiram-se a Saint Vitus, o que nunca é tarefa fácil. Foi a primeira vez que os vi (finalmente! obrigado SWR) e confesso que o impacto da sua atuação teria sido bastante superior se tivesse acontecido há uns anos atrás. O primeiro álbum deles é soberbo, o segundo bom e o terceiro passou-me completamente ao lado. Apesar de tudo, foi um bom concerto de black metal, envolvente, com uma excelente atmosfera e com um frontman com uma presença sui generis em palco. Bom concerto mas, repito, fica-me o amargo de boca de a banda já não me dizer o mesmo que há uns anos atrás.
Purulent Spermcanal - devido ao cancelamento de última hora dos Birdflesh, os Purulent tocaram duas vezes no fest, a primeira das quais no slot de Birdflesh. Mais uma banda checa de grind a passar pelo SWR e, mais uma vez também, deram boa conta do recado. Animaram bastante o público no último concerto do dia no palco principal. Foi a melhor das duas atuações da banda.
Grindead - segunda vez que os vejo, após terem sido support act para Pestilence há algumas semanas atrás. Mais uma vez, deixaram uma boa impressão, com destaque para o vocalista, já veterano nestas andanças. Destaque para a cover de Brutal Truth que tocaram.
Greengo - Banda de psych/stoner nacional que não conhecia, mas que um amigo me recomendou, por já ter visto no Moledo. E ainda bem que o fez, pois foi mais que bem empregue o tempo de espera para a sua atuação, que já terminou depois das 4 da manhã. Foi um peso e distorção enormes que se abateram no palco 3, com uma intensidade de registar. Excelente encerramento dos concertos do dia dois.

Dia 3
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Devido a compromissos…extra-fest (XD) perdi os primeiros concertos do dia - Darsombra, Corpsia, Auroch e Martelo Negro.
Rakta - foi a maneira ideal de começar o último dia do fest, com esta banda brasileira de post-punk/noise, que ajudou (e bastante) a desconstruir a imagem que normalmente se tem das bandas brasileiras - bandas de thrash/groove, muitas vezes com azeite à mistura.XD Ora bem, nada disso aqui se passa. Vindos do Roadburn, juntamente com Deafkids, deram um concerto hipnótico, por vezes etéreo e atmosférico que me agradou de sobremaneira. A seguir com muita atenção.
Crowhurst - provavelmente foi o set mais curto de todo o fest - não terá chegado a 30 minutos sequer. Como coincidiu com a minha hora de jantar, torna-se difícil tecer grandes considerações. Ainda assim, diria que carece de nova ocasião para os ver ao vivo, destacando-se a cover de Britney Spears que tocaram no final do set (sem ironia, foi mesmo porreiro.XD).
Wormed - foi de tal forma curto o set e Crowhurst que ainda tive oportunidade de ver a parte final de Wormed. Deixaram muito a desejar. Sendo uma banda já com muitos anos, esperava algo menos monocórdico e chatinho, sempre na mesma toada e sem qualquer variação. Prova do maior fracasso do concerto, é que nem sequer houve moshpit o que, num concerto de brutal death, é coisa rara e só acontece quando as coisas não correm nada bem.
Arkhon Infaustus- embora não conheça bem a sua discografia, o pouco que conheço era já motivo de interesse para o seu concerto. E cumpriram plenamente. Criaram uma excelente atmosfera no palco 2 (“aquele” palco!), alternando momentos mais rápidos e agressivos com outros mais lentos e envolventes, que foram os que mais me agradaram. Banda da velha escola de black/death que não deixou os seus créditos em mãos alheias.
Vomitory - eram um dos grandes destaques do último dia do fest, de regresso ao SWR e também de regresso ao ativo, depois de um hiato de alguns anos. Talvez por não ter havido nenhum grande concerto no palco 1 até à banda sueca, sentia-se uma certa letargia inicial. Mas, após um par de temas esse sentimento desvaneceu-se por completo, e passado algum tempo já o moshpit e crowdsurfing tinham começado em força, não mais parando até ao final do concerto. Mostram que no campeonato do brutal death não há melhor! Final de set apoteótico com Terrorize Butalize Sodomize, Chaos Fury e Raped In Their Own Blood, que fechou da melhor forma.
Deafkids - outra excelente e agradável surpresa no palco 2, a par de Rakta. Com uma sonoridade algo semelhante a estes últimos, mas mais pesados e crus, deram um excelente concerto e, mais uma vez, a provarem que no Brasil se faz música com maior diversidade do que aquilo que estávamos habituados a ver por cá. Outra banda que irei seguir atentamente.
Craft - o maior destaque do dia para mim e um dos maiores de todo o cartaz. Adorei o seu último álbum, que marcou um regresso em grande aos álbuns, após um hiato prolongado. Como nunca os tinha visto anteriormente, não sabiam muito bem como iriam transpor o som de estúdio para o palco, bem como qual a sua performance. Muito sinceramente, e embora seja uma banda que gosto bastante, ao vivo suplantaram as minhas melhores expetativas. A par de Morte Incandescente, deram uma verdadeira masterclass do que é (e deve ser) um concerto de black metal. Nem sequer o (aparente) alheamento do Nox, que a alguns poderá ter causado alguma urticária, me causou qualquer (má impressão). Fuck the Universe!\m/
Nervosa - foi o concerto no palco 2 com mais público em todo o dia e, provavelmente, mesmo de todo o fest. A tenda estava cheia para assistir ao regresso a Portugal deste trio de brasileiras. Já as tinha visto no RCA anteriormente, por isso foi fácil de perceber como esta banda cresceu em termos de prestação em palco, com uma postura que mostrou muito maior à vontade e autoconfiança. Deram um excelente concerto, fechando com a Into Moshpit, que deu origem ao maior moshpit do fest no palco 2.
Serabulho - foram os eleitos para fechar os concertos nos palcos principais nesta edição do fest. E revelaram-se uma boa escolha, pois foi um concerto extremamente divertido, com momentos verdadeiramente hilariantes e que serviu essencialmente para descomprimir dos grandes momentos vividos em mais uma excelente edição do melhor festival nacional.
Pulmonary Fibrosis - talvez já pelo adiantado da hora e do cansaço acumulado ao longo do fim de semana, e também pela escolha menos feliz de colocar 3 bandas de grind como os 3 últimos concertos do dia, o que é certo é que não me despertaram grande interesse. O volume extremamente elevado do som também não ajudou.
Purulent Spermcanal - segunda aparição da banda checa. Desta vez, tanto pelo cansaço acumulado como também por já os ter visto, já não me despertaram tanta atenção e acabei por não ficar até ao final da atuação.

Notas finais:
- este festival é muito mais que um mero festival de música (também o é, e de excelência), já se tendo tornado para mim como um ponto de referência fundamental, onde se tem uma excelente oportunidade de ver muitos amigos e caras conhecidas. A todos e todas, um bem haja.\m/
- mais uma vez, o festival melhorou em relação à edição anterior, desta vez introduzindo um excelente sistema de pulseiras, que facilitou (e muito) o pagamento nos bares;
- e pronto, assim se fecha mais uma excelente edição e já se começa a esperar pela próxima (e, de preferência, com muito black metal.XD).\m/
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aetheria
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Re: 2019.04.26a28 - SWR BARROSELAS METALFEST - Viana do Castelo

Mensagempor aetheria » quarta mai 01, 2019 12:13 pm

Enigma Escreveu: Purulent Spermcanal - segunda aparição da banda checa. Desta vez, tanto pelo cansaço acumulado como também por já os ter visto, já não me despertaram tanta atenção e acabei por não ficar até ao final da atuação.


Duas vezes que tocaram e consegui não ver nenhuma :mrgreen:

Bela review, as usual :wink: Quem não foi, tirando aquilo que tem a dimensão do gosto pessoal, pode ter ficado já com uma boa ideia.

Tivesses continuado a pedalar até às seis/sete da manha, andares três dias com quatro horas de sono e aí é que eu queria ver se fazias uma review assim AHAHAHAH
Ou seja, eu ainda não consigo :mrgreen:

Só pequenos apontamentos: não... as pulseiras não foram propriamente uma boa ideia, na minha opinião. Nas bebidas comprei os tokens (par evitar andarem com o telemóvel de volta do meu braço, deixava no balcão e siga...) e ter de fazer checkout quando acaba um concerto, para sair?!?! for god sake. Non. Se aquilo ficou registado algures, espero que saiam cá para fora umas tabelas excel com um estudo das bandas que tiveram mais gente, as bandas em que mais pessoas saiam durante a atuação... :lol:

Morte Incandescente... que maravilha quando o som está bom! foi lindo. Os polacos "barraquexos" também me agradaram ao vivo, mais do que em álbum, que apreciei mas não me tinha agarrado. Tive pena de só ver a parte final de Arkhon Infaustus, fui jantar com amigos e deu nisso (por isso não se deve ter amigos :grim:). Venenum provocou-me um nó na garganta na Trance of Death (não só não estiveram abaixo do de Metalpoint, eu ainda gostei mais), Benediction e Vomitory conquistaram-me completamente. Godflesh foi uma viagem. Fiquei espantada e encantada com a prestação das Nervosa (nunca tinha ligado à banda) - que energia! e era giro ver a testosterona de alguns a disparar :lol: . Summon e Archaic Tomb tiveram uma belíssima prestação e gostava era de vê-los no palco 2, que lhes fazia mais justiça. Ascension deu-me aquilo que eu desejava (felizmente o som estava bom) - um grande concerto. E Craft... bem... ouvi gente que se queixou do som (quem estava do lado direito não ouvia a guitarra lead, só a tarola). Onde eu estava o som esteve muito bom. Mas surpreendeu-me a postura do Nox, tanto que tratei de me concentrar na música (e eu ouvia tão bem a guitarra lead!). A questão não é a atitude "fuck the world" à BM, ou estar ali "sem vontade de estar", como ouvi outros. A mim deu-me a sensação que o homem estava completamente dopado (se bem que isso não se notou, felizmente, vocalmente). Ele passeava-se como um boneco mole pelo palco, até quando levantava o punho parecia que estava a segurar uma flor. Na verdade, aquilo tinha era muito pouco de postura BM. Muito, muito estranho... Mas isso não me tirou aquilo que eu queria: a música. Mesmo que, por vezes, me parecesse que o baterista estava fora de tempo. Pode parecer, pela minha abordagem, que não gostei... não, gostei muito. São pormenores... e "ignorei" o Nox.
Depois vi no bar o resto da banda, já sem capuz... facilmente identifiquei que eram eles, tanto pela língua, como por estarem todos patetas a tirarem selfie com o nome da banda atrás :lol: :lol: :lol: :lol: (até identifiquei o lead guitar, pelo corpo rechonchudinho :lol: ).

Começo a ter pena de não ter ficado a ver os Imperial Coiso, com tanta gente a falar bem, mas depois de Benediction, aquilo estava a aborrecer-me e as máscaras deles (muito giras) só me suscitavam comentários parvos. Por isso poupei-os à minha presença.

Alvíssaras para a roulote dos pregos :mrgreen:
E beijinhos e avraços aos MUsers du curaçom.
Só é tua a loucura Onde, com lucidez, te reconheças. Torga
A partir de um determinado ponto já não há retorno. É esse ponto que se tem que alcançar. Kafka

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Ulfilanis
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Re: 2019.04.26a28 - SWR BARROSELAS METALFEST - Viana do Castelo

Mensagempor Ulfilanis » quinta mai 02, 2019 9:00 am

Adorei!! E depois dos posts acima, nem sequer me vou alongar com nada extra. E já nem preciso de comprar a Loud. :mrgreen:

Quem me conhece sabe que vou para o SWR para curtir, saltar, comer, beber, ver bandas de música a sério e guardar na memória momentos que não repito em mais lado algum. Tudo isso foi conseguido com a grande vantagem de este ano conseguir ter memorizado a cara de mais alguns MUsers para além daqueles que fui memorizando ao longo das últimas edições. A estes um abraço! Cada vez gosto mais de estar com vós. :cheers:

Só um apontamento para as pulseiras: se, de facto, o sistema tiver sido implementado para retirar dados concretos (bem observado, aetheria) sobre o que a malta mais gosta de ver, então aceito. De outra forma, só me pareceu limitar movimentações nas entradas e saídas das tendas, bem como nos bares. Não gostei.

De resto, até 2020! Que cá estejamos todos e mais alguns para curtir mais 3 ou 4 dias de verdadeiro espírito metaleiro. :beer:

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lucifer
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Re: 2019.04.26a28 - SWR BARROSELAS METALFEST - Viana do Castelo

Mensagempor lucifer » quinta mai 02, 2019 11:55 am

Desde a XV edição que não ia os 3 dias ao Barroselas. Sou cada vez menos dado a mainstreams e este ano o cartaz practicamente não os tinha, pelo que fica a vontade de regressar novamente pró ano. A cena das pulseiras apesar de não totalmente operacional para as entradas e (sobretudo) saídas, deve certamente dar muitos dados para analisar e projectar os próximos cartazes. Mas foi sobretudo no bar que se notou a grande mais valia: acreditem: todos nós, com maior ou menor jarda, perdemos dinheiro em festivais ao pagar com moedas ou chapas. É inevitável. Mas com estas pulseiras já não. Totalmente a favor. Já quanto ao chão calcetado (não fui o ano passado) já achei menos bom. Um gajo habitua-se mas não é tão trve.

Quanto a concertos:
MORTE INCANDESCENTE: foi fixe, mas como fui pra lá com um problema no ouvido direito passei o concerto a tentar perceber como resolver aquilo…
VENENUM: Top5 geral. Que putos mais magistrais! Um concerto where Barroselas meets Reverence tal não foi a viagem, misturando blasts agressivos e riffs hipnotizantes.
Já de MIDNIGHT, apesar de ter sido engraçado, esperava um pouco mais de peso. Não me agarraram. Ao contrário de GODFLESH, claro. O Justin tava possuído; o som estava poderoso; o set foi brutal. E estranhamente a tenda não esvaziou com o decorrer do gig o que demonstra a cada vez maior abrangência sonora do SWR. Terminei a noite (do que me recordo) com ACID CANNIBALS, num misto Bolzer vs Mantar. Tá giro e bruto mas já não é novidade;

Sábado teve um recinto complemente cheio. Muita coisa boa mas espremida nada me bateu verdadeiramente (excepto a ressaca do primeiro dia…).
ARCHAIC TOMB e SUMMON foram estreias pra mim. São do melhor que faz a nível de negrume por cá e ainda não os tinha visto ao vivo. Foram ambos bons (mais até Summon), mas a ressaca e o calor das 17h dificultaram a viagem completa. BARSHASKTEH tocam aquele BM que eu cada vez menos oiço, mas não deixou de ser bom., Grande baterista e vocals bastante dedicado. DEMILICH foi uma grande apresentação de death old school, pesadão, bem executado e cheio. Um dos 3 grandes concertos de DM do fest.
DOPELORD a seguir soube que nem ginjas: muito mais pesado do que em álbum, com prestação de palco bem coesa e a gerar aceitação generalizada do palco 2. Todos os dias de concertos no mundo inteiro deveriam ter uma banda doom/sludge/stoner/whatever a meio do dia.
BENEDICTION foi certamente O concerto do fest. Não para mim, mas pela “grandiosidade” da coisa. Melhor que a primeira vez que os vi. Tenda completamente c heia; Vitriol é um frontman do caraças.

IMPERIAL TRIUMPHANT foi fascinantemente esquisito. Belas máscaras; grande baterista; som noise/fucked-up que é, como tantos outros que não encaixam em mais nada, catalogado como BM. Valeu enquanto aguentei, mas precisava de descanso e jantar. Regressei para a segunda metade de SAINT VITUS, em mais uma demonstração de vitalidade destes sexagenários. Ao contrário do ENIGMA, ASCENSION, bateu forte. Já os tinha visto uma vez no hellfest em inicio de carreira. Desse gig só guardava a postura meio “esquista” do frontman. E isso manteve-se. Demasiado esquisita pra BM diria…Mas o som estava com um poder! E o palco estava cheio, com grande presença da banda. Apesar de terem muita coisa mais recente foi o concerto do dia pra mim.

No domingo o calor manteve-se, cheguei tardíssimo por vontade própria. Aqueci com os WORMED a justificarem as honras de palco 1#; guerriei com a visceralidade de ARKHON INFAUSTUS, que, ao contrário dos meus receios, tiveram um som impecável, onde tudo se ouvia definido; uma presença em palco bruta, confrontadora e desafiante; e um set poderosíssimo, onde todas as malhas foram soberbas. Sem excepção. Parece-me que até tocaram uma a mais. E finalmente vi-os ao vivo. Orthodoxyn!
VOMITORY foi o 3º grande gig de DM do fest. Melhor que há uns anos. Tecnicamente irrepreensíveis; mosharia, festa e abrasamento. Depois CRAFT. Dizer que foram o melhor gig do fest quando demoraram 3 malhas a acertar o som da lead guitar; ou quando tiveram um vocalista com uma presença absolutamente medíocre parece injusto não é? Pois eu também acho. Mas quando decidi baixar a cabeça e não olhar mais para o palco….foi do caralho! Malhões atrás uns dos outros; alinhamento soberbo e aquele feeeling necro blasphémico que nos dá a volta à cabeça!

Foi o melhor dia do fest pra mim, onde até vi as NERVOSA encherem o palco 2#, com um concerto bem entretido – como os meus putos adoram os videoclips delas sabia metade do set de cor e fartei-me de rir, claro. Boas executantes (em todos os sentidos).
O andamento era tanto que ainda andei na festa de SERRABULHO: num verdadeiro hino ao SWR!
Foi um belo fest, com vários concertos mto bons, entre os quais:
CRAFT, ARKHON INFAUSTUS, GODFLESH, VENENUM e ASCENSION.
:beer:
.

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schwarze_engel
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Re: 2019.04.26a28 - SWR BARROSELAS METALFEST - Viana do Castelo

Mensagempor schwarze_engel » quinta mai 02, 2019 11:41 pm

Enigma Escreveu:Analepsy - altura para o jantar, portanto não vi a sua atuação (apenas ouvi cá de fora). Quem tiver presenciado (schwarze?) que se pronuncie.

Obviamente que a schwarze esteve lá. :D E digo-te, ca grande concerto. Novidade em relação ao que (não?) viste em Mangualde? A forte presença do Sérgio Afonso (Bleeding Display) em três temas. Não desfazendo da prestação vocal do Santana, este gajo cai ali que nem ginjas, também.

De resto, mais um Natal que se passou - depressa demais, como sempre.

As pulseiras: concordo com a aetheria. Os telemóveis raramente liam a coisa à primeira, tinha que se estar ali a 'esfregá-los' na pulseira um ror de tempo, o que atrasava as entradas e as saídas. Mais: controlar saídas não lembra ao diabo. Então se uma gaja está à rasca para mijar no final de um concerto, ainda tem que estar ali à espera 5 minutos? Fds.
Para usar nos bares até concordo com o uso das pulseiras (se bem que no meu caso, em que vamos sempre dois, é mais práctico poder ter steels físicos que possamos dividir entre nós à nossa vontade); mas para o resto é pouco práctico. Veigas, reformulem aí essa coisa, que tem o seu potencial mas que assim não é muito agradável!

Central dos Pregos e A Lancheira ftw. \m/ Sangria a terminar a meio da tarde de Domingo foi um bocado meh, mas enfim, já vai sendo tradição.

Chão sem lama: perdoai-me as trvezaços, mas assim é melhor. Dispenso tanto chegar a casa e ter que raspar a lama das botas, que nem imaginam. :P
Falando em trvezaços, abraço de 'até ao próximo' aos habitués destas lides que encontro sempre por lá.

Bandas, não vou mencionar todas, até porque de muitas já não me lembro, sinceramente. Louvo a memória do Enigma, pois a minha já viu melhores dias. Vidas.
As que retive por bons motivos? Grog (parabéns pela ida ao Wacken!), Analepsy, Morte Incandescente, Midnight (recordo sobretudo a patada que levei na cara e que me deixou duas micro-esfoladelas na bochecha), Sublime Cadaveric Decomposition, Black Dahlia Murder, Godflesh (presença em palco neutra, mas um som contagiante. Para se testemunhar com um estado de espírito muito particular), Benediction, Imperial Triumphant (cap*ta de mindfuck do caraças!), Grindead, Martelo Negro, Wormed, Nervosa (miúdas com uma garra brutal) e Serrabulho (festa garantida, mesmo quando a luz vai abaixo lá não sei bem onde).
Houve também outras que retive por motivos menos bons, como por exemplo Craft (não quero saber qual é a atitude normal do gajo, ele parecia que estava num ensaio da banda a tocar só para a sogra), Demilich (embora competentes, faltou ao vivo o que me cativou no som de estúdio: a voz, que não estava nada perto do que eu esperava), Vomitory (ficou-me a sensação de que estavam ali apenas para cumprir calendário e nada mais).

Uma menção especial para Scúru Fitchádu: boa onda do festival meter ali pelo meio algo diferente.
Eu estava com fé de que poderia gostar. Muito sinceramente, estava. Até mesmo depois de lhes ter dado uma ouvidela no Spotify e ter pensado "eish, isto não é para mim", esperei que ao vivo me cativassem. Não aconteceu. É que uma pessoa até podia estar predisposta a ficar e ver... mas não depois de se ter ficado ali ao frio até quase às 4 da manhã, a ver uma troca de palco interminável e a pensar "fds, quem diria que afinar pens demorava mais tempo do que afinar instrumentos?"
Não houve boa vontade nem abertura de mente que resistissem.

Resumindo e concluindo: venha o próximo, para podermos fazer de Barroselas novamente a nossa casa por 3 ou 4 dias! :beer:
Hear the words I sing,
War's a horrid thing.
So I sing, sing, sing...
...ding-a-ling-a-ling.

Santyago
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Re: 2019.04.26a28 - SWR BARROSELAS METALFEST - Viana do Castelo

Mensagempor Santyago » sexta mai 03, 2019 12:34 am

Mais um Barroselas, mais uma edição, mais uma review.

Vamos a concertos:

Dia 1
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Do dia 1, gostei de uma grande maioria deles. O que de melhor foi é do eixo Morte Incandescente, Venenum, Grime e Midnight, e juntando-se Godflesh a este quarteto.

O melhor concerto da noite foi sem dúvida alguma o de Midnight. Nossa senhora, que selvajaria! Estava um público sedento a ver esta banda e foi um alto concerto! Grandes solos, rock'n'roll puro e sujo (You can't stop Steel!), o baixista/vocalista e o guitarrista nunca quietos em palco, sempre quase no limiar entre palco e público! Foi mesmo muito bom! Tive que comprar uma longsleeve da banda, visto que no dia a seguir iam a voltar à Alemanha para continuar a tour. Um obrigado aos Veiga por trazer esta banda finalmente, foi mesmo um alto concerto!

Quanto aos outros, Morte Incandescente foi bastante bom. Um black metal oriundo de um trio já rodado e com provas dadas na cena nacional, mas que neste festival foi muito bom. Foi Black Metal até à medula óssea, e que deu-se por um tempo muito bem passado. Acho que não tinha visto esta banda ao vivo já há vários anos atrás, por isso foi muito bom rever!

Grime foi uma boa surpresa. Eu não sou muito fã de Sludge, mas este concerto foi pesado e cru (E deve ter dado umas valentes dores nos ombros ao vocalista com um guitarra com um braço curto)! O que não era fácil, sabendo que foi a seguir a Venenum. Contudo este trio deu conta do recado e foi um concerto poderoso. O que foi provavelmente o meu 2º ou 3º concerto preferido da noite foi o de Venenum. Como o Rui mencionou, no Metalpoint foi fantástico, o deste no Barroselas foi assombroso! A Trance of Death soará tocada ao vivo nos meus ouvidos, aquilo foi grandioso! Nota-se que está uma banda muito mais rodada em palco e com foque no épico, no transcendente e no progressivo (Com uma adição de sujidade também, é uma banda de Death Metal). Espero mais coisas boas deles!

Por último neste dia, Godflesh foi fenomenal! Maquinaria pura e dura, riffs pesados, batidas fortes e algumas dançáveis. Faz confusão ver Broadrick de cabelo comprido (Ao fim de 30 anos, quis tentar ser metaleiro), mas ele estava a curtir a música! O baixista já se sabe como ele se comporta em palco. O espectáculo está na música. Lembro-me de os ter visto anos atrás no Santiago Alquimista, e aquilo foi muito bom. Quero agradecer à banda por me relembrar o quão bom são (Streetcleaner!).

De resto, uma nota de apreço a bandas como S.C.D. (Grind que já se ouviu, mas tem variedade, por isso foi um concerto que se passou bem. Além disso, foi a matança da galinha) e Acid Cannibals (Tinham-me falado em ver esta banda no Musicbox dias atrás, mas ainda bem que os vi cá, gostei bastante do concerto). Skull Fist foi giro mas nada de extraordinário (Som muito alto). The Black Dahlia Murder foi uma desilusão. Tinha curiosidade em vê-los ao vivo, mas o concerto passou-me todo ao lado.


Dia 2:

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O melhor concerto da noite foi Benediction. Estamos a falar de uma banda com história no Death Metal, mas que tem estado pouco movimentada nos últimos anos, tanto em estúdio como ao vivo. Ver a banda chegar ao palco e um público bravo a querer vê-los surpreendeu-me. Foi um grande concerto. Aquilo que se viu em Midnight foi o que se viu aqui e mais! O Dave a dizer ao público que a parte entre as colunas e o fim do palco era tudo deles... foi o Forróbodó completo! Malhas como I Bow to None, They will die Screaming, The Grotesque!, Nothing on the Inside, entre outras, deram um concerto de uma hora muito entretido! Óptima escolha dos Veiga! Não havendo mais Bolt Thrower, trouxeram os irmãos deles!

Saint Vitus foi outro concerto muito bom. Tendo-os visto ao vivo com o Wino no RCA anos atrás, era altura de os ver com o vocalista original, o Scott. A idade não lhe fez mossa, manteve-se sempre em movimento no palco. Tocando malhas oriundas do tempo dele (Tirando o hino do Born Too Late), foi um alto concerto de Heavy/Doom característico da banda que tornou um concerto a um de enorme qualidade. Partes lentas, partes rápidas, os velhinhos também não quiseram que fosse só um concerto com o público a respeitá-los, também queriam a participação deles em palco :mrgreen:

Demilich foi um concerto muito bom. Tocando só malhas do primeiro álbum e das demos, com um vocalista super simpático (Tuning is important) a dizer piadas pelo concerto quando afinavam as guitarras, foi especial ver esta banda ao vivo a replicar a tecnicidade complexa das suas músicas que era o que se sobressaía mais do Nesphite. Não foi um concerto à la Benediction, mas foi bastante bom. Para o som e para a altura do dia, calhou muito bem.

Imperial Triumphant, o que posso dizer mais... Epá, o baterista dá nas horas! Dá 15-0 a qualquer baterista de Tech Death. Foi um concerto peculiar. Tanto dava para numa cave com o seu Black/Death, como poderia fazer parte de um CCB com o seu jazz. As máscaras são um bocado ridiculas, mas já é moda no Metal haver bandas com pessoal mascarado. Os gajos deram um bom ritual com a sua música. Não me faz ouvi-los em CD, mas fez apreciar o som deles. Espero vê-los mais vezes ao vivo e em salas fechadas (Não ao ar livre de dia... Não aconteceu no Barroselas claro, foi a uma boa hora, 23h e no palco 2).

Do palco 3, devo falar de uma banda chamada Greengo.Para um concerto às 3 e picos da manhã, com o pessoal cansado, deram um concertão nossa senhora! Só baixo, bateria e voz e foi peso e distorção no máximo! Foi um concerto muito bem empregue e que gostei bastante. É o bom do festival em trazer bandas que normalmente não se veria e conhecer novos sons e se calhar, apoiar bandas que merecem esse apoio!

De resto, uma nota de apreço a Namek e Grindead. Aos primeiros, é bom tê-los de volta. Os segundos, quererei ver mais e espero eu, menos cansado. Um plus pela cover de Brutal Truth!

P.S.: Ia-me esquecendo de Purulent Spermcanal! Foi muito divertido! Por vezes no meio do azar, encontra-se alguma sorte. Esta banda no palco 1 foi do catano! O pessoal também se divertiu à brava! Grind para a festarola como se pede e o público entregue para a festança!


Dia 3:

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Craaaaaaaaaaaft caralho!

Não sou o maior fã de Black Metal, mas dos que vi no Barroselas, incluindo bandas como Marduk, Taake, Carpathian Forest (E tirando Mayhem da equação porque o concerto deles foi especial com o De Myteriis dom Sathanas na íntegra), acho que o de Craft foi o melhor que vi. E foi sempre em progressão. À primeira não estava convencido, mas à medida que o concerto rolava, fui curtindo cada vez mais o som e fiquei maravilhado. Som cru tocado de forma perfeita, as malhas do novo álbum soaram bem, um vocalista pouco interventivo mas a manter posição em palco. Foi 1 hora irrepreensível por parte da banda! Óptima escolha dos irmãos para trazer esta banda cá!

Outro concerto que foi em progressão e que adorei no final foi Vomitory! Confesso que por causa de Benediction de ontem, estava a ficar desiludido com o público e com a banda na parte inicial, havia pouco movimento. No entanto, o concerto foi gradualmente em crescendo e acabou em apoteose, com o Raped in their Own Blood! Outras boas malhas foram tocadas, como Terrorise Brutalise Sodomise, Serpents, Chaos Fury, Madness Prevails! Uma coisa é certa, quando entra o punk, é o alvoroço! Achei foi um concerto curto, mas talvez a banda não tinha mais músicas aprendidas para mais... 40 minutos soube a pouco, poderiam ter perfeitamente tocado mais 2 ou 3!

Duas bandas que devo louvar terem vindo cá tocar e serem muito boas surpresas são os Rakta e os Deafkids! Ambas bandas mais alternativas, mais no post e no psicadélico, oriundas do Brasil claro. Fala-se das meninas de Nervosa, mas pouco nas meninas de Rakta. Foram dois grandes concertos e espero ver as bandas mais vezes. São boas bandas para um Sabotage ou Musicbox (Falando em Lisboa claro).

Nervosa foi agradável para ver, Arkhon Infaustus viu-se e Serrabulho foi meh (Foram criativos, isso devo admitir, por isso o concerto viu-se bem. Achei piada às pessoas virem ao palco tocar os instrumentos tradicionais do Minho, foi uma boa jogada)


De resto, falamos das pulseiras: Acho que foi uma boa jogada do festival, que teve os seus problemas. Dou o devido desconto por ser a primeira vez que utilizaram tal método, esperando claro que para o ano haja melhorias nesse aspecto. O festival experimentou muita coisa nova, e do que resultou tentou melhorar e o que não deixou de parte. Estão sempre a tentar melhorar as condições para as pessoas, e apesar da pulseira ter sido muito chato nas entradas e saídas, é esperar que para o ano isso seja melhorado. Foi algo novo e que tem todo o potencial de ser melhor. Deu um jeitão do caraças para as bebidas!

De resto, caguem na recomendação do Rui em mais black metal e tragam é o crust de volta! WE NEED CRUST!

Forte abraço e beijinhos ao pessoal daqui. Vemo-nos todos no 23º!
Old_Skull Escreveu:Esta MUrda é cada vez mais um antro de Guerrilheiros de Teclado. Até dá gosto... :grim:

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PeiXotO
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Re: 2019.04.26a28 - SWR BARROSELAS METALFEST - Viana do Castelo

Mensagempor PeiXotO » segunda mai 06, 2019 9:29 pm

É muito bom ver a disparidade de opiniões sobre o concerto de Craft.
"O problema da vida real é não ter música de fundo..."


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