Midnight Eternal - banda americana novata de symphonic metal (informações do metal.archives, não os conhecia), que apresentou toda a teatralidade (excessiva, na minha opinião, por parte da vocalista) que é tradicional neste género. Neste género, se um concerto termina e não te fica um único refrão na cabeça, normalmente isso não é muito abonatório para com a banda. Foi o que aconteceu precisamente neste concerto. Ainda assim, entreteve e animou os (ainda) poucos presentes na sala.
Null Positiv - banda alemã de alternative/groove/metalcore (e mais alguma coisa que me tenha esquecido.XD), estavam completamente deslocados do resto do cartaz. Não que isso seja necessariamente mau, mas não consigo encontrar outra justificação para esta banda estar nesta tour, exceto o facto de ter uma vocalista, tal como as restantes bandas... Enfim... Dito isto, a sua atuação, por ter uma abordagem diferente das restantes (e com uma excelente vocalista, diga-se de passagem), acabou por ser uma lufada de ar fresco e bem animada.
Imperial Age - principal banda suporte de Therion, mostrou outra bagagem e experiência em palco. Não que a abordagem demasiado vocal/operática em que a guitarra fica completamente para segundo me agrade, mas (lá está, na comparação com Midnight Eternal), vários refrões colaram rapidamente, para além de contar com excelentes vocalistas (e com meninas muito bem apresentadas.
Therion - deve ser uma das bandas que há mais tempo ouço (ou ouvia) e que me marcou bastante e que nunca tinha tido oportunidade de ver ao vivo. Assim, e apesar de lhes ter perdido o rasto após o Gothic Kabbalah (para mim, o último grande álbum da banda), fiz questão de marcar presença para finalmente os ver ao vivo (e também porque checkei a setlist que andavam a tocar, a qual contava com muitos clássicos e apenas alguns temas do novo álbum). Talvez também por as minhas expetativas não serem muito elevadas (não fazia ideia do tipo de prestação ao vivo de Therion), ficou bastante satisfeito em ter marcado presença. Pareceram-me extremamente coesos (ajuda o line-up estar estável desde há alguns anos a esta parte), competentes e empenhados em palco e, claro, ouvir finalmente músicas como Blood of King, Ginungagap, Typhon, An Arrow from the Sun, Wine of Aluqah, Lemuria, Cults of Shadow, The Khlysti Evangelist foi um verdadeiro regalo. Isto porque a banda sempre contou, e continua a contar com excelentes vocalistas.A acompanhar o Vikstrom e a Lori Lewis, que já estão na banda há uns bons anos (ambos excelentes vocalistas), está outra excelente vocalista e que em palco é um verdadeiro furacão (obrigado Peixoto, pela dica que se trata da filha do Vikstrom.
P.S: @aetheria: não vi azeite nenhum por parte de Therion, apenas nas bandas de abertura.
