Stam1na - desconhecia por completo a banda, por isso não tinha qualquer expetativa. Pois bem, estes finlandeses deram o mote para o começo ideal de noite. Que grande energia, que rapidamente contagiou o público (o que nem sempre é fácil no início de noite. Tocam um híbrido de thrash/melodicdeath (à falta de melhor designação, já que é juntam várias influências distintas) que, pelo menos ao vivo, resultou muitíssimo bem.
Skálmöld - coube aos islandeses ser a primeira banda a tocar (sendo uma coheadlining tour, presumo que no Porto a ordem tenha sido inversa). Já os tinha visto uma vez ao vivo e, embora na altura não conhecesse a sua discografia, tinha-me agradado. Agora, tendo já algum conhecimento da sua música, gostei bastante do concerto. Tendo em conta que se movem musicalmente nos meandros do folk, acho que um grande elogio que se lhes pode fazer é a sua sobriedade. Obviamente que são bastante enérgicos e têm excelente atitude em palco mas, acima de tudo, deixam a sua música "falar" por si, e isso, se genericamente é sempre algo positivo, é particularmente importante neste subgénero. A setlist foi a que andam a tocar nesta tour (incluindo a música nova do split com Omnium Gatherum, curiosamente uma das que achei menos interessante, provavelmente por não a conhecer). Tema preferido da sua atuação foi, sem dúvida, niðavellir (com uma melodia que faz lembrar muuuito WIndir!). Excelente concerto!
Omnium Gatherum - coube aos Omnium Gatherum a última atuação da noite o que, considerando a prestação dos Skálmöld e também o facto de me parecer que havia mais gente presente que foi pelos islandeses, lhes deixou uma tarefa ingrata. Nunca os tinha visto ao vivo (não conto sequer a ocasião em que os vi num festival apenas 2 ou 3 músicas). Desde o primeiro tema que a banda se mostrou bastante empenhada em agarrar o público, tendo criado uma grande interação (extremamente comunicativos) com, particularmente o vocalista e o Markus (claramente o líder da banda e que, desde 2011, também está nos Insomnium). Foi um belíssimo concerto de melodeath, com aquele som de guitarra tão característico das bandas finlandesas. A setlist foi variada e passou pelos vários álbuns da banda, com algum destaque para o mais recente Grey Heavens. Alguns dos melhores momentos foram a Nightwalkers, The Sonic Sign, New World Shadows e Storm Front, com que fecharam da melhor forma este excelente concerto e mais uma ótima noite no RCA.
