A sala pode ter tido pouca afluência, mas o palco esteve CHEIO!
Muito boa noite. Naturalmente, nestas questões, destacam-se as opiniões pessoais e se gostas das bandas e elas se "portam" bem... é ouro sobre azul.
Já tinha visto Infra no Porto e tinha gostado. Continuo a gostar da dinâmica daqueles três elementos. Tiveram o azar de terem ficado um tema inteiro sem micro para o vocalista, mas não perturbou em excesso já que a linha musical da banda não se centra na voz. Terei de ouvir mais e, confesso, com mais atenção, pois já estava em jeito de antecipação para o seguinte.
Lux Ferre - a banda que mais queria ver. Apesar de nacionais, não dão muitos concertos e os que há devem ser aproveitados. Não os via, julgo, desde 2010... ao que acresce o facto de terem lançado um álbum que figura destacadamente no meu top 2015. Queria ter ouvido mais a lead guitar, tirando isso, fantástico. Com formação ligeiramente diferente - Artur, baterista de Fungus, integra agora Lux Ferre e Déris, ainda, a substituir Pestilens devido à sua ausência no estrangeiro - nada alterou na sonoridade e na presença da banda em palco. Devath é, a meu ver, um frontman de mão cheia, que sabe transmitir a intensidade e o dramatismo que caracterizam as criações da banda, mas com sobriedade, sem palhaçadas.
A setlist foi, praticamente, todo o último álbum e finalizou com a "By my grace", do primeiro. Grandes! Aguardo por Barroselas.
Necros Christos - Gosto bastante da sonoridade destes alemães. E, tal como os anteriores, mereciam uma casa bem cheia. Concertaço. Som impecável, músicos impecáveis, temas que puxam o corpo para o bailarico, mas que não houve

Nota: abraço ao Enigma, que virá dizer da sua justiça, pois por lá esteve também. Hoje é ele que vem ao Norte, para ver o que deixou de ver ontem, no RCA