Seguiram-se os espanhóis Lethal Vice que, no início da atuação, não me estavam a agradar por aí além. Particularmente o vocalista que, ao invés de vir para a frente do palco puxar pelo público, se escondia sistematicamente lá para trás, perto dos outros membros da banda (desculpa-se mais esta atitude depois do próprio informar que estava doente já há uns dias). A partir de meio do concerto as coisas subiram bastante de intensidade, muito por culpa do público presente (a sala entretanto tinha-se composto melhor) e que, à custa de muito headbanging, moshpit e crowdsurf, acabou por contagiar a banda (particularmente o vocalista) para uma atuação bem mais enérgica e que acabou em grande estilo, a preparar da melhor forma possível o terreno para os headliners.
Gama Bomb que, finalmente, vi ao vivo (tinha perdido o concerto de Cacilhas) deram um valente concertão de thrash, sempre a prego a fundo, mas com vários momentos de humor pelo sempre bem disposto vocalista (desde músicas dedicadas ao motorista do autocarro da banda, fotos ao crowdurf com telemóveis alheios, de tudo um pouco se passou). Foi, realmente, uma atuação bem intensa e festiva, como se esperava de resto, e em que a hora de atuação passou, naturalmente, bem depressa. Uma hora de atuação que, dada a duração média dos temas, deu para tocar muitas malhas.
Hell Trucker, Bullet Belt e, a finalizar, a Atomizer.
(Mais uma) Excelente noite no RCA.
