Quando cheguei ao RCA já Painted Black estava na penúltima música, por isso não vou comentar. Quanto às bandas anteriores, tive bastante pena de não ver, principalmente, os Nevoa. Lançaram recentemente um álbum fantástico. Espero ter oportunidade de os ver durante este ano. Quanto a Foscor, também gostaria de os ter visto embora, neste caso, já os tenha visto uma vez.
Vou então pronunciar-me apenas relativamente ao prato forte (e bem forte) do dia 1 - os grandes Primordial.
Casa cheia para receber Nemtheanga e companhia, após o estrondoso concerto no SWR no ano passado (como o tempo passa depressa...). A atuação inicia-se à meia noite ao som da (excelente) Where Greater Men Have Fallen. Infelizmente, o som estava muito mau inicialmente, o que cortou em boa parte o feeling à música. Felizmente, as coisas recompuseram-se rapidamente nos temas seguintes, caso contrário, teria prejudicado imenso o concerto.
Seguiu-se a (para mim) música mais emblemática da banda - Gods to the Godless - no que foi logo um dos pontos mais altos de toda a noite. Como se sabe, o Nemtheanga é um frontman tremendo e sabe, como poucos, agarrar o público. E assim aconteceu no RCA, em que houve uma comunhão perfeita entre público e banda. Com o terceiro tema, No Grave Deep Enough, as coisas subiram (ainda) mais de intensidade e assim se mantiveram no decurso de toda a atuação - cerca de 1h45m (não esperava tanto tempo, fiquei bem satisfeito.
Uma das semi-surpresas e melhores momentos foi tocarem a Autumn's Ablaze. A discografia de Primordial é tão rica que sabe sempre bem irem buscar temas mais antigos. É dificil destacar mais momentos marcantes, já que foram praticamente todos... Seguiu-se a Babel's Tower que é um excelente tema e que resulta muito bem ao vivo (a parte final de guitarra é excelente), logo depois a Traitors Gate, que é de uma intensidade brutal. Não podiam ficar de fora clássicos da banda como As Rome Burns e The Coffin Ships que são, simplesmente, arrepiantes. Parte final da atuação com a The Alchemist's Head, Heathen Tribes e a incontornável Empire Falls. Regresso ainda ao palco para um momento fantástico ao concluirem com a Sons of the Morrigan. Era impossível pedir melhor conclusão de um concerto fantástico de uma banda que nunca desilude.
