Começando pelo espaço, pareceu-me bem, com boas condições e boa localização. Até estacionar o carro não foi tarefa complicada.
Quanto às bandas:
Bizarra Locomotiva - não são my cup of tea, de todo. No entanto, reconheço-lhes o mérito naquilo que fazem e, mais ainda, na honestidade e entrega com que o fazem. 1 hora de atuação que até para quem não gosta particularmente se passou muito bem, o que é muito bom sinal. Terminaram com 2 músicas cantadas a meias entre o Rui Sidónio e o Fernando Ribeiro.
Moonspell - para quem, como eu, tinha marcado presença no (excelente) concerto do Campo Pequeno provavelmente terá pensado que o melhor já tinha sido visto e que este concerto seria apenas mais um. Ideia completamente errada! Desde logo porque numa sala mais pequena, com um ambiente mais intimista, os concertos de Moonspell têm outra envolvência. Depois, porque nos presentearam, durante quase 2 horas, com um alinhamento excelente, que passou por todos os álbuns (excepção feita ao Darkness and Hope) e porque foi buscar ao fundo de catálogo tesourinhos há muito esquecidos nas suas atuações. Assim, do novo álbum tocaram 5 faixas, que resultaram muito bem ao vivo (como já se tinha constatado no Campo Pequeno): Axis Mundi (com que abriram), Alpha Noir, Lickanthrope, Em Nome do Medo e Grandstand (destaque muito especial para estas duas últimas que constituíram grandes momentos). Dos álbuns mais recentes (Memorial e Night Eternal) tocaram Finisterra (brutalíssima) e Night Eternal. Até aqui, tudo bem mas tudo mais ou menos dentro do previsto. Depois, para mim, foi a melhor parte. Desde logo, foram buscar ao Sin Pecado a Abysmo que foi um momento tão surpreendente quanto bem conseguido! Do The Butterfly Effect tocaram a Soulsick e a Butterfly FX. Embora não seja fã deste álbum, soube mesmo muito bem ouvir estes temas que têm andado esquecidos nas setlists dos Moonspell (a Abysmo foi mesmo divinal). Outros excelentes momentos, embora já expectáveis foram Opium, Awake, Vampiria, Alma Mater e Full Moon Madness com que saíram do palco. Se o concerto tivesse terminado aqui já teria sido muito bom. O que o elevou à categoria de excelente foi o encore que eu, de todo, não esperava, e que foi sublime, mágico! Tocaram nada mais nada menos que 3 temas estupendos do The Antidote: In and Above Men, From Lowering Skies e Antidote!
Sem dúvida nenhuma, para mim foi um dos grandes concertos de 2012.
E, felizmente, este ano em termos de concertos foi bastante generoso já que fui a muitos, portanto não me falta termo de comparação para dizer que foi mesmo muito bom. Edit: E já me esquecia, tocaram a Ataegina!