Aquele caminho para o campismo era horrível... Além de ontem estar constantemente a luz a ir abaixo e o caminho ficar completamente escuro, o chão estava completamente enlameado e com pedras, o que ainda dificultou ainda mais a chegada até às tendas.
Em relação às bandas foi assim:
1º DIA
Haven Denied - ouvi um bocado ao longe e não me interessou.
Drop D - como não curto muito o som deles, fiquei na tenda entretido...
Angriff - um ano depois de os ter visto no Metal GDL, achei que estão mais coesos, e o vocalista melhorou bastante. no entanto, sinto falta ali de outra guitarra para dar mais solidez ao seu som.
Venial Sin - voltei para a tenda para fumar mais umas...
WEB - também um ano após da sua presença no Metal GDL, fiquei um bocado desiludido. tocaram muito pouco e das poucas que tocaram, dispensava 1 ou 2 em troca de outras... pelo que me disseram, foi por causa dos atrasos que tiveram que cortar grande parte do set.
IRAE - com alguma pena minha não vi... mas voltei para a tenda.
Holocausto Canibal - e também depois de os ver no GDL, e desta vez com outro vocalista, gostei bastante do concerto apesar de preferir de longe o outro. foi o melhor do primeiro dia, sem dúvida.
2º DIA
Silkshadow - ... tenda ...
Dark Oath - gostei bastante do concerto... já conhecia mais ou menos o som que praticavam, mas a vocalista ao vivo impressionou-me, porque nao tinha mesmo noção do poder vocal dela. não é um género que aprecie muito, mas tinham um trabalho de guitarra muito interessante nalgumas faixas.
Nuklear Infektion - well, tivemos que cortar 2 músicas do set (PREACHERS OF LIES e Black Magic dos Slayer), mas gostámos bastante do concerto. é difícil conseguir alguma reacção do público sendo uma das primeiras bandas e a tocar tão cedo, mas ainda juntámos ali um grupo considerável de pessoas e o pessoal veio-nos dizer que curtiu bastante e ainda conseguimos vender alguns EP's, o que já foi bem bom! esperamos que tenham curtido tanto quanto nós.
Tales for the Unspoken - bar ... tenda ... bar.
Processing Cut Mode - já conhecia o som deles por alto, e gostei bastante do concerto, apesar de terem sido muito prejudicados pelo som... a bateria estava altíssima, assim como o baixo, o que fazia com que quase não conseguisse ouvir a guitarra. no entanto, curti pa cacete... aquele Death Metal com uns laivos de Black e uns toques mais groovy é remédio certo pró headbang!
Echidna - tenho pena, mas fiquei a jantar e a ver a bola...
Thee Orakle - vi umas músicas e achei um bocado fraco. gostei de uma em que a moça quase não cantava, e era mesmo uma das mais agressivas, agora as outras, além da rapariga nao cantar nada, era tudo muita fraquito. não faz de todo o meu género.
Attick Demons - também já tinha visto, e continuo com a mesma opinião: grandes músicos, mas aquilo não me diz nada. é cópia chapada de Maiden, e apesar de tocarem de caralho e o vocalista ter um vozeirão de fazer inveja ao próprio Bruce, não vejo ali nada sem ser riffs de Iron Maiden tocados de trás para a frente e com umas estruturas diferentes e tal... vi para aí metade do set e, durante esse tempo, tive umas 5 ou 6 vezes a sensação de que estavam a tocar a Trooper.
WAKO - outra banda que também já tinha visto e que também continuei com a mesma opinião: não é de todo para mim. podem ser excelentes músicos e compositores, mas não curto aquele tipo de som. no entanto, é pessoal porreiríssimo!
HAVOK - a principal atracção do cartaz... e não desiludiram. sendo eu grande fã da banda, estava com grandes expectativas para este concerto, e eles conseguiram superá-las. muita dedicação e energia, aliadas a músicos muito bons... que concerto fenomenal. no entanto, achei um bocado curto... faltavam malhas como a Prepare for Attack e a Afterburner, pelo menos. pessoal 5 estrelas também... depois do concerto foram lá para o bar e lá ficaram até mais tarde com o pessoal, a bebê-las e fumá-las.
PONTOS POSITIVOS
- Organização muito prestável e boa onda, sempre a tentar melhorar aquele evento, tanto para as bandas como para o público, desde o Filipe à Joana, passando pelos técnicos de som, pessoal do bar, etc...
- Ambiente muito bom.
- Som, tanto em palco como cá em baixo. Tirando Processing Cut Mode, todas as bandas que vi tiveram um som razoável/bom, e em palco também tínhamos um som muito fixe, especialmente porque os técnicos eram muito prestáveis.
- Cartaz. É o mais básico de qualquer festival, e muitos festivais falham logo aqui. Este cartaz era, quase na sua totalidade, dedicado ao underground nacional, com 16 bandas dos mais variados subgéneros, e ainda um nome como Havok, que é só uma das melhores bandas de thrash da actualidade, para fechar o cartaz.
PONTOS NEGATIVOS
- Caminho para o campismo
- Chuva... pqp! eu sei que a culpa não é do festival, mas ontem depois de Havok, tava eu a voltar para a tenda, e quando a abro estavam poças lá dentro.
- Localização de dificil acesso... Tudo bem que há autocarros da Rede Expressos até São Pedro do Sul, mas depois a partir daí só de carro ou táxi até ao recinto, o que fica um bocado complicado nalguns casos.
- Portugal perder.
Quem tiver vídeos e fotos, que poste aí.
Venham mais!


