Antes de falar das bandas, saliento desde já pela positiva o cumprimento integral dos horários de actuação das bandas e a qualidade de som que, nesta noite, esteve bastante boa, o que vem provar que a sala em si não tem qualquer problema. É preciso é haver pessoas competentes. Quanto à adesão de público, apesar da crise e da quantidade de concertos, a moldura humana estava razoável (especialmente na actuação de Samael).
Pela negativa, mais uma vez, a questão do fumo. O ambiente, especialmente na actuação de Samael estava insuportável. Assim torna-se muito complicado assistir a concertos indoor. Bastava apenas um pouco de civismo (já nem falo em cumprir normas e leis, apenas de bom senso).
Relativamente às bandas:
Six Reasons to Kill - marcar abertura de portas e começo de actuação exactamente para a mesma hora (19h) é bastante ingrato para a banda em questão. Quando Six Reasons to Kill começaram a actuar contavam-se pelos dedos das mãos as pessoas presentes, situação que se manteve pelos primeiros temas. Tiveram boa atitude, sim senhor. Puxaram pelos poucos presentes agora, quanto à música em si, não foi mesmo nada de me prender a atenção.
Noctem - ao contrário do Metal GDL, em que até me tinham deixado razoavelmente bem impressionado, não gostei particularmente. Até tiveram alguns (poucos) bons momentos mas, no geral, a sensação que fica é que há qualquer coisa que não combina entre a sonoridade da banda, o seu estilo e os vocals. Teriam muito a ganhar (na minha modesta opinião) se tivessem vocals apenas "à black metal" e não aqueles grunhidos um bocado fora de contexto em relação a tudo o resto.
Keep of Kalessin - uma (não a principal) razão de me ter deslocado a Corroios. Tinha bastante curiosidade em ver estes noruegueses e as expectativas não saíram nada defraudadas. Apresentaram uma setlist que assentou essecialmente no seu último álbum (Reptilian) com excepções da 1ª e última música. Destaque para o começo muito bom com Kolossus (fui só eu que ficou com a sensação que eles encurtaram a duração da mesma?) e para a excelente ideia que tiveram em não tocar a The Dragon Tower (claramente a pior música do reportório.lol). Final muito fixe também com a Ascendant e ainda para temas como Darkness as Moonlight e The Divine Land.
Melechesh - a principal razão da minha presença. Grande banda com uma discografia praticamente imaculada. Soube a (muito!) pouco os 40 minutos da sua actuação. Assim, não houve espaço para tocaram mais temas do Sphynx (para além da fantástica Triangular Tattvic Fire) tendo-se focado mais nos dois (igualmente excelentes) últimos 2 álbuns. Admito que não sejam dos músicos mais exuberantes e interactivos com o público mas, para quem sente a música destes senhores, isso não tem a menor importância. Final em grande com o hino Rebirth of the Nemesis.
Samael - não é banda que oiça ou goste, e nem sequer a sua sonoridade / imaginário / whatever se identifica minimamente com as minhas preferências musicais. Ainda assim, decidi ficar até ao final da sua actuação. Admito que o que fazem, fazem-no bem e quem goste deve ter saído satisfeito. Ainda esperava que os temas mais antigos me despertassem algum interesse mas, sem "bateria a sério" e com tanta electrónica, o interesse esfumou-se. Talvez a melhorzinha tenha sido a The Truth Is Marching On.
Em suma, (mais) uma grande noite de metal em Corroios!

