wacken 2006
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Demoniac
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- Registado: domingo nov 06, 2005 3:26 pm
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Pois Muito bem! Aqui vai os meus 5 centimos.
Meio de Transporte
A Excursão foi excelente! Boa organização, pessoal excelente! Bom ambiente durante aqueles 7 dias.
Bandas
1º Dia
Apenas vi scorpions, foi bacano. Tocaram ums 2h30 muitos guitarristas em palco.....lá para o fim já tava farto de ouvir o vocalista. Mas foi bastante interessante.
2º Dia
Aqui é que tudo começou! E para mim o melhor dia!
Mystic Circle - Ja conhecia...som muito repetitivo, todas as musicas soam ao mesmo. O guitarrista pensa que toca nos possessed(estilo). Mas não foi totalmente mau....tocaram a intro da rainning blood de Slayer(podiam era ter tocado a cover de CELTIC FROST era apropriado!)
Wintersun - Vi um bocadinho! Não gosto muito da banda mas em CD soam bastante melhor(voz especialmente). Nada de especial mesmo.
Depois fui almoçar
Six Feet Under - CARALHO! Que brutalidade! Totalmente inesperado para mim. Nunca tinha visto o Chris Barnes ao vivo(apesar de ser grande fã dele nos tempos de CC). Melhor voz de death metal que alguma vez ouvi ao vivo! Mas que presença. E adorei todas as musicas! Tocaram cenas antigas (o que é bom....visto n gostar do bringer of blood). E a cover de AC/DC foi interessante(TNT).
Nevermore - Eu até gosto dos riffs destes gajos.....mas a voz ao vivo é insuportável! Em cd ainda se aguenta.....agora ao vivo bah. 2 musicas bastaram-me.
Opeth - Sei qeu todos adoram e veneram eles....eu pessoalmente não acho nada de interessante! E ao vivo ainda pior.....muito chato. 2 musicas também.
In Extremo - Não conhecia a banda....fui arrastado por alguem(
). Mas foi bacano, curti o som. E no fim cantaram um musica que apenas falava de cona.....lol
Carnivore - A primeira grande supresa devastadora....nunca pensei que esta banda resultasse tão bem ao vivo. A atitude to Peter foi mesmo de se tar a cagar....mas teve uma boa presença. Foi muito bom este concerto! VICIANTE! E as gajas nuas no fim também foi um bom toque.
Children of Bodom - Péssima voz....mas também não sou grande fã da banda(sem ser as guitarradas). Vi apenas 2 musicas e fui jantar.
Celtic Frost - O MELHOR CONCERTO DO WACKEN PARA MIM! Primeiro vibrei com o palco estar com imagens do Morbid Tales e do To Mega Therion(boas noticias se avizinhavam). Tocaram so musicas destes 2 albums e 2 do novo(senão tou em erro). Mas quem conhecia Keltic Frost iria notar uma grande diferença....pois as musicas antigas estavam mais groove....lentas. Nos primeiros 15s fiquei apático.....depois adorei! Ouvir clássicos como "Into The Crypts of Rays" e logo a seguir a mais headbangable song ever "Circle of The Tyrants" foi excelente!!!!! A unica musica que não ficou lá muito bem foi a Usurper....mas nada de muito grave. TOM G. WARRIOR NO SEU MELHOR!!! Grande postura em palco. O baixista também esteve muito bem. Introduções(vocais) negras.
Uma banda que se recusa a estagnar(ainda bem). Sempre inovadora.
Não sentia o pescoço depois deste concerto........foi magnifico!
Ministry - Boa banda! Tava todo partido ja........so vi uma parte. Fui-me deitar......ja tava podre. Não vi Amon Amarth.....apenas ouvi uma ou duas musicas.......nada que me fizesse levantar da tenda.
Obs Durante este dia tb vi umas bandas no WET stage....nada que valha apena falar....pena foi ter perdido VREID..banda que desconhecia de BM e quem viu disse ser bastante bom. E agora que ja ouvi a banda ate achei interessante.
3º Dia
Aborted - Grande banda. Bom concerto.....era interessante ver esta banda por cá(n sei se ja ca vieram).
Atheist - Bom comeback! Que baixista! o homem dá-lhe mm bem!. O som esteve excelente......pena terem sido colocados num palco pequeno......mereciam muito mais atenção da que lhes foi dada (Soulfly sucks),
Whitesnake - Já os tinha visto este ano. MAs não deixou de ser bom! Tocaram um set mais pequeno (menos 2 musicas ou 3). Mas estiveram bastante bem. Ver umas 40 000 pessoas a cantar "Here I go Again" é sempre aquela sensação imperdivel. E aqueles solos de guitarra.........enfim. É whitesnake!
Emperor - Este foi o segundo melhor concerto para mim do Wacken! Bom comeback. Embora tenham tocado musicas a mais do Prometheus e do IX....tocaram as que menos me irritavam destes registos e tocaram bastantes do In tHe Nightside Eclipse e umas do Anthems....Ao principio ouve uma falha na voz(15-20s.....culpa dos tecnicos de som). Mas foi bastante bom! Estão em forma! E tocaram as musicas que se esperava deles. Antes do "I am The black Wizards" o Ihsahn mascarou-se de Power Ranger(la com uma ombreira de picos que parecia ser uma carapaça de tartaruga).......mas foi bastante bom! Fiquei igualmente fodido do pescoço e do corpo dps deste concerto.
Motorhead - Ainda arranjei forças para ver esta grande banda.....é impossivel falar-se mal desta banda. Grande prestação ao vivo, bom setlist. Pena não tocaram a Orgasmatron. Mas foi excelente....e o humor do Lemmy sempre bem colocado.....acompanhado de uma gaja mamalhuda bastante interessante lol
Finntroll - Ate gosto da banda.......mas não aguentei ver mais que 1 musica.....foi mesmo desligar a maquina....mas pelo que percebi tavam com algumas falhas no som.
RESUMO
Foi brutal! Bastante bom! A parte chata é a cerveja deles saber a mijo...ser tudo muito caro e ter gasto muito $$$ no metal market(vinis...e por ai fora).
Por lá encontra-se muitos tipos estranhos......e situações estranhas tipo uma gaja a mijar para o cabelo de um gajo so para ter uma cerveja....em pleno ar livre....Stuff like that.
Quanto ao saco obrigatório.....epa a mim foi util. No primeiro dia contra a chuva.....a boia para suportar copos..serviu de almofada e a lanterna foi util. Ja para não falar qeu devolviam 5 euros se pusesses o teu lixo no saco deles e devolvesses.
A Volta foi muito massacrante....especialmente para quem voltou do Wacken com 75c.......mas pronto foi porreiro o pessoal aguentou-se bem.
Foi fixe ver o JP com uma grande moca. A dizer no microfone do bus "podem ir jantar.....e no fim queimar uns caixotes do lixo" & stuff like that....dito numa voz mesmo calma....distante lol.
Para o ano vou repetir sem duvida alguma......Immortal no wacken deve ser bastante interessante. Especialmente pela excelente qualidade de som caracteristica do festival!
Meio de Transporte
A Excursão foi excelente! Boa organização, pessoal excelente! Bom ambiente durante aqueles 7 dias.
Bandas
1º Dia
Apenas vi scorpions, foi bacano. Tocaram ums 2h30 muitos guitarristas em palco.....lá para o fim já tava farto de ouvir o vocalista. Mas foi bastante interessante.
2º Dia
Aqui é que tudo começou! E para mim o melhor dia!
Mystic Circle - Ja conhecia...som muito repetitivo, todas as musicas soam ao mesmo. O guitarrista pensa que toca nos possessed(estilo). Mas não foi totalmente mau....tocaram a intro da rainning blood de Slayer(podiam era ter tocado a cover de CELTIC FROST era apropriado!)
Wintersun - Vi um bocadinho! Não gosto muito da banda mas em CD soam bastante melhor(voz especialmente). Nada de especial mesmo.
Depois fui almoçar
Six Feet Under - CARALHO! Que brutalidade! Totalmente inesperado para mim. Nunca tinha visto o Chris Barnes ao vivo(apesar de ser grande fã dele nos tempos de CC). Melhor voz de death metal que alguma vez ouvi ao vivo! Mas que presença. E adorei todas as musicas! Tocaram cenas antigas (o que é bom....visto n gostar do bringer of blood). E a cover de AC/DC foi interessante(TNT).
Nevermore - Eu até gosto dos riffs destes gajos.....mas a voz ao vivo é insuportável! Em cd ainda se aguenta.....agora ao vivo bah. 2 musicas bastaram-me.
Opeth - Sei qeu todos adoram e veneram eles....eu pessoalmente não acho nada de interessante! E ao vivo ainda pior.....muito chato. 2 musicas também.
In Extremo - Não conhecia a banda....fui arrastado por alguem(
Carnivore - A primeira grande supresa devastadora....nunca pensei que esta banda resultasse tão bem ao vivo. A atitude to Peter foi mesmo de se tar a cagar....mas teve uma boa presença. Foi muito bom este concerto! VICIANTE! E as gajas nuas no fim também foi um bom toque.
Children of Bodom - Péssima voz....mas também não sou grande fã da banda(sem ser as guitarradas). Vi apenas 2 musicas e fui jantar.
Celtic Frost - O MELHOR CONCERTO DO WACKEN PARA MIM! Primeiro vibrei com o palco estar com imagens do Morbid Tales e do To Mega Therion(boas noticias se avizinhavam). Tocaram so musicas destes 2 albums e 2 do novo(senão tou em erro). Mas quem conhecia Keltic Frost iria notar uma grande diferença....pois as musicas antigas estavam mais groove....lentas. Nos primeiros 15s fiquei apático.....depois adorei! Ouvir clássicos como "Into The Crypts of Rays" e logo a seguir a mais headbangable song ever "Circle of The Tyrants" foi excelente!!!!! A unica musica que não ficou lá muito bem foi a Usurper....mas nada de muito grave. TOM G. WARRIOR NO SEU MELHOR!!! Grande postura em palco. O baixista também esteve muito bem. Introduções(vocais) negras.
Uma banda que se recusa a estagnar(ainda bem). Sempre inovadora.
Não sentia o pescoço depois deste concerto........foi magnifico!
Ministry - Boa banda! Tava todo partido ja........so vi uma parte. Fui-me deitar......ja tava podre. Não vi Amon Amarth.....apenas ouvi uma ou duas musicas.......nada que me fizesse levantar da tenda.
Obs Durante este dia tb vi umas bandas no WET stage....nada que valha apena falar....pena foi ter perdido VREID..banda que desconhecia de BM e quem viu disse ser bastante bom. E agora que ja ouvi a banda ate achei interessante.
3º Dia
Aborted - Grande banda. Bom concerto.....era interessante ver esta banda por cá(n sei se ja ca vieram).
Atheist - Bom comeback! Que baixista! o homem dá-lhe mm bem!. O som esteve excelente......pena terem sido colocados num palco pequeno......mereciam muito mais atenção da que lhes foi dada (Soulfly sucks),
Whitesnake - Já os tinha visto este ano. MAs não deixou de ser bom! Tocaram um set mais pequeno (menos 2 musicas ou 3). Mas estiveram bastante bem. Ver umas 40 000 pessoas a cantar "Here I go Again" é sempre aquela sensação imperdivel. E aqueles solos de guitarra.........enfim. É whitesnake!
Emperor - Este foi o segundo melhor concerto para mim do Wacken! Bom comeback. Embora tenham tocado musicas a mais do Prometheus e do IX....tocaram as que menos me irritavam destes registos e tocaram bastantes do In tHe Nightside Eclipse e umas do Anthems....Ao principio ouve uma falha na voz(15-20s.....culpa dos tecnicos de som). Mas foi bastante bom! Estão em forma! E tocaram as musicas que se esperava deles. Antes do "I am The black Wizards" o Ihsahn mascarou-se de Power Ranger(la com uma ombreira de picos que parecia ser uma carapaça de tartaruga).......mas foi bastante bom! Fiquei igualmente fodido do pescoço e do corpo dps deste concerto.
Motorhead - Ainda arranjei forças para ver esta grande banda.....é impossivel falar-se mal desta banda. Grande prestação ao vivo, bom setlist. Pena não tocaram a Orgasmatron. Mas foi excelente....e o humor do Lemmy sempre bem colocado.....acompanhado de uma gaja mamalhuda bastante interessante lol
Finntroll - Ate gosto da banda.......mas não aguentei ver mais que 1 musica.....foi mesmo desligar a maquina....mas pelo que percebi tavam com algumas falhas no som.
RESUMO
Foi brutal! Bastante bom! A parte chata é a cerveja deles saber a mijo...ser tudo muito caro e ter gasto muito $$$ no metal market(vinis...e por ai fora).
Por lá encontra-se muitos tipos estranhos......e situações estranhas tipo uma gaja a mijar para o cabelo de um gajo so para ter uma cerveja....em pleno ar livre....Stuff like that.
Quanto ao saco obrigatório.....epa a mim foi util. No primeiro dia contra a chuva.....a boia para suportar copos..serviu de almofada e a lanterna foi util. Ja para não falar qeu devolviam 5 euros se pusesses o teu lixo no saco deles e devolvesses.
A Volta foi muito massacrante....especialmente para quem voltou do Wacken com 75c.......mas pronto foi porreiro o pessoal aguentou-se bem.
Foi fixe ver o JP com uma grande moca. A dizer no microfone do bus "podem ir jantar.....e no fim queimar uns caixotes do lixo" & stuff like that....dito numa voz mesmo calma....distante lol.
Para o ano vou repetir sem duvida alguma......Immortal no wacken deve ser bastante interessante. Especialmente pela excelente qualidade de som caracteristica do festival!
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The_Mirror_Black
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Demoniac
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The_Mirror_Black Escreveu:com muita pena minha não vi Morbid Angel, porque queria assegurara um bom lugar para Atheist. contudo, sei por quem viu, que os MA tocaram um set muito centrado no inicio de carreira, mais propriamente no Altars Of Madness. deve ter sido fofo o concerto.
Aconteceu o mesmo no ano passado no Ermal....não me admirava mto que fosse um set-list extremamente semelhante. Tb n vi Morbid Angel pelo simples facto de tar a relaxar na piscina (ou a vir de lá).
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The_Mirror_Black
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isso de Motorhead não dar maus concertos não é bem assim, já vi actuações deles muito mázinhas, e o Lemmy já nem a falar normalmente se safa...
esqueci-me de referir as personagens deste ano, mas aqui vão:
pai natal (vi 3)
dois teletubies
o coelho da páscoa a fazer crowd surfing
dois gajos de fraldas
um palhaço pintado de gato na face e vestido com roupa interior de gaja
um cromo com uma tshirt rosa da barbie
e muitas mais devem ter estado por lá, eu só vi estas!
esqueci-me de referir as personagens deste ano, mas aqui vão:
pai natal (vi 3)
dois teletubies
o coelho da páscoa a fazer crowd surfing
dois gajos de fraldas
um palhaço pintado de gato na face e vestido com roupa interior de gaja
um cromo com uma tshirt rosa da barbie
e muitas mais devem ter estado por lá, eu só vi estas!
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Vooder [RIP 2011/01/03]
Demoniac Escreveu:The_Mirror_Black Escreveu:com muita pena minha não vi Morbid Angel, porque queria assegurara um bom lugar para Atheist. contudo, sei por quem viu, que os MA tocaram um set muito centrado no inicio de carreira, mais propriamente no Altars Of Madness. deve ter sido fofo o concerto.
Aconteceu o mesmo no ano passado no Ermal....não me admirava mto que fosse um set-list extremamente semelhante. Tb n vi Morbid Angel pelo simples facto de tar a relaxar na piscina (ou a vir de lá).
BLASFÉMIA
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Purest Dreamer
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Segunda-Feira - 31/07/2006
Pela primeira vez em muitos anos consegui tirar férias na mesma altura do Wacken. Assim sendo, foi com alguma ansiedade que cheguei a Sete Rios para dar início à grande odisseia que, para mim, seria a primeira.
Ao entrar no terminal confirmei com prazer que teria como parceiros de viagem, não só meros desconhecidos, mas também algumas caras conhecidas, companheiros de algumas andanças musicais (All hail Gwydion, Arte Sacra & Insaniae dudes).
Saímos por volta das 17h15m, cheios de expectativas, rumo à longínqua Wacken.
Inicialmente as pessoas ainda estavam algo inibidas mas, após as primeiras garrafas esvaziadas, o ambiente aqueceu um pouco mais. Naturalmente, as primeiras “indisposições” apareceram. Nada de grave, no entanto.
Terça-Feira – 01/08/2006
Para mim, sem dúvida, o dia mais difícil de suportar.
Ultrapassar a França, Bélgica e Alemanha foi mesmo um grande martírio. As áreas de serviço são do pior, a comida é horrível e a cerveja execrável. Já nem vou falar do facto de termos de pagar para ir ao WC.
Por esta altura o pessoal tinha acalmado um pouco, pois já acusava o desgaste da viagem. Convenhamos que, mesmo para pessoas de estatura média, não será fácil dormir num autocarro. Então imaginem o sofrimento de quem, como eu, tem mais de 1, 80m.
Gostava de realçar a presença do “grande” Benjamim e do Conde Satan, que juntos fizeram uma dupla imparável, sempre a «animar a malta».
Quarta-Feira – 02/08/2006
Chegámos a Hamburgo por volta das 9h30m, mais ou menos.
Achei a cidade engraçada, muito organizada e limpa. A arquitectura dos edifícios também me pareceu muito interessante. Como critica apenas me ocorre referir que me pareceu um local um pouco cinzento. No entanto, também não vi assim tanta coisa para poder fazer uma avaliação mais correcta.
Cerca de uma hora mais tarde chegámos finalmente à pitoresca Wacken.
Após alguma espera para levantar os bilhetes dirigimo-nos para o nosso campo para iniciarmos montagem das tendas. Aproveitámos o resto do dia para conhecer a vila e também o espaço onde se iria desenrolar o grande evento. Para além disso ainda espreitámos o jogo entre o TSV Wacken e o St. Pauli.
Na vila experimentei o primeiro manjar em solo alemão: o célebre “Kebabi”, ou seja, uma espécie de pita shoarma à maneira turca. Primeira critica: A cerveja alemã “sucka”!!! Para o ano venho, certamente, mais abastecido com bebida.
À noite estivemos na tenda do karaoke, onde presenciámos a mítica actuação do Conde Satan, numa devastadora interpretação de “Angel Of Death”. Também gostei muito de ver o Fernando a cantar “Die, Die, My Darling”, dos Misfits/Metallica. De realçar algumas interpretações “assassinas” de temas de Iron Maiden, Alice Cooper ou Metallica.
Após o karaoke e até cerca das 6h00m, tivemos uma boa selecção musical comandada por um DJ. Fui-me deitar um pouco antes de terminar para poder aguentar o dia seguinte.
Quinta-Feira - 03/08/2006
Dia de arranque efectivo do Festival.
Foi uma tarde algo chuvosa, passada no Beer Garden e arredores, basicamente nos copos. Fizemos também a primeira visita ao Metal Market, local onde se podia comprar de tudo, desde discos, roupa ou acessórios.
À noite ouvi ao longe MSG enquanto jantava, mas o momento mais divertido ocorreu quando parei no pequeno palco do Beer Garden, onde tocava a orquestra local. Imaginem cerca de 100 metaleiros, já devidamente “encharcados”, a dançarem ao som de músicas tradicionais alemãs e não só. Os músicos em palco também eram hilariantes, particularmente um simpático velhote que tocava saxofone, e que no intervalo das músicas se entretinha a fazer cornos para a audiência.
Por palavras é difícil explicar tal coisa. Felizmente gravei um pequeno vídeo, para mais tarde recordar.
De seguida foi a vez de entrar no recinto dos espectáculos para ver pela primeira vez os “velhotes” Scorpions. Em boa hora o fiz, pois estes veteranos deram um excelente espectáculo. Desde o som de palco até ao jogo de luzes tudo esteve perfeito. Em cerca de 2 horas e meia tiveram vários momentos altos como por exemplo: “He’s a Woman, She’s a Man”, “Holiday”, “Still Loving You”, “Rock You Like a Hurricane” e o inevitável “Winds Of Change”. Destaque ainda para a participação de vários convidados como Uli Jon Roth ou Michael Schenker, irmão do Rudolph Schenker – guitarrista da banda – e também membro fundador da banda.
O resto da noite foi passado no convívio com pessoas de diversas nacionalidades, nomeadamente vários alemães a quem ensinámos o maior número de palavrões e frases obscenas em português («Conaaaaaaaaaa!!!» Ou «Querrrrres Fuuuderrrrr Comigoooo!!!»).
Terminámos no W.E.T. Stage, ao som do DJ de serviço até às 6h00m.
Sexta-Feira – 04/08/2006
Acordei maldisposto devido às escassas horas de sono e à quantidade de álcool ingerida na noite anterior. A partir das 9h00m a intensidade solar matou por completo a minha tentativa de descanso. Assim sendo, aproveitei para espreitar Wintersun, banda que só conhecia de nome. Apesar de não conhecer nada em especifico gostei bastante do som desta banda, sobretudo da combinação entre peso e melodia. Achei-os também muito bons executantes, tecnicamente falando.
Será, certamente, uma das bandas que vou investigar mais profundamente nos próximos tempos.
Após esta actuação voltei para o parque de campismo para descansar mais um pouco e para tomar banho. Aqui, um dos momentos hilariantes do festival quando deparo com uma alemã a despir-se calmamente no balneário dos homens e a enfiar-se lá para dentro sem qualquer problema.
Após esta demonstração de liberdade sexual, preparei-me para subir à vila.
Infelizmente, atrasei-me um pouco e quando voltei já tinha começado o espectáculo de Nevermore. Cheguei ainda a tempo de confirmar que estavam a dar um grande concerto. Do que ouvi destaco “Engines Of Hate”, “This Godless Endeavour”, “Dead Heart In A Dead World” e a inevitável “Narcosynthesis”. Realço também o imparável crowd surfing que se fez nesta actuação. Talvez o mais brutal que eu tenha visto em todo o festival.
De seguido um dos momentos mais esperados do dia: OPETH!
Com muita pena minha tenho que dizer que, apesar de ter sido um concerto intenso e com uma atmosfera muito simpática e descontraída, esta actuação ficou um pouco aquém do que eu estava à espera. Na minha opinião os Opeth cometeram um erro de casting na escolha do alinhamento. Compreendo que o tempo para tocar era escasso mas não tinham perdido nada se tivessem escolhido temas um pouco mais curtos, de forma a tocarem um pouco mais do que os cinco temas debitados.
Tecnicamente, nada tenho a dizer. Tudo impecável, como sempre, com o Martin Axenrot a integrar-se perfeitamente na banda, apesar de eu continuar a preferir o estilo mais criativo e groovy do Martin Lopez.
A seguir vieram os In Extremo e como já referi antes, sentei-me ao fim de duas músicas, porque achei o concerto muito aborrecido, excepção feita ao desempenho do homem da “gaita”.
Nunca tinha visto Korpiklaani e tenho a dizer que fiquei com excelente impressão. Aqui, o assunto não é música técnica nem demasiadamente pretensiosa, mas sim boas malhas orelhudas e diversão. O ideal para beber umas cervejas e cantar meia dúzia de “alarvidades”. De cabeça lembro-me de terem tocado “Cottages & Saunas”, “Journey Man”, “Beer Beer”, “Midnight Summer”, “Korpiklaani”, a imparável “Happy Little Boozer”, a épica “Pellonpekko” e o fabuloso single do último trabalho “Wooden Pints”.
Como Korpiklaani acabou um pouco mais cedo que Carnivore ainda deu tempo para ver duas malhas desta última. Segundo os comentários de outras pessoas também foi um bom gig. Gostei particularmente das meninas em topless.
Em relação a Children Of Bodom posso dizer que também gostei bastante do concerto dos rapazes. Embora lhes tenha perdido o rasto a partir do “Follow The Reaper” há que referir que ao vivo são de facto excelentes executantes, nomeadamente o mr. Laiho.
Malhas bem rasgadas, excelente palco e bom som fizeram parte do cardápio destes Finlandeses.
Por esta altura do campeonato o cansaço já se começava a apoderar do meu corpo e assim sendo, vi Celtic Frost sentadinho e a olhar para os ecrãs gigantes. Compreendo que sejam uma banda de culto, mas como nunca lhes prestei a devida atenção, achei o concerto muito morno, embora com muita qualidade ao nível cénico. De resto, malhas bem lentas, arrastadas e fúnebres que me parecem resultar melhor num outro ambiente, que não o de um festival desta envergadura. Gostava de os ver menos cansado e numa sala mais intimista para comprovar esta minha suposição.
Na minha óptica, Ministry foi a outra surpresa do festival e uma das bandas que vou procurar mais algum material brevemente. Achei um show muito pujante e caótico, com malhas a oscilar entre o corrosivo e ambiental. O som estava um pouco alto de mais, mas nem por isso o meu interesse diminuiu.
Foi já sem sentir os pés que me desloquei para o Black Stage, para o último concerto da noite. Amon Amarth era a banda que se seguia e o que se passou durante as três primeiras músicas foi simplesmente inacreditável. Mais uma vez o som do Black Stage estava muito mau, nomeadamente em relação à voz e às guitarras. Os Amon Amarth fizeram o que puderam, mas só a meio do espectáculo as coisas melhoraram. Nota de destaque para o show viking que deram a meio da actuação e para as últimas musicas debitadas, a fabulosa “Victorious March” e a “Fate of Norns”. Foi pena terem tocado a “Valkyries Ride” em primeiro lugar, ou seja, quando o som estava nojento.
Por fim, fui-me deitar porque já não aguentava os pés.
Sábado - 05/08/2006
Acordei completamente revigorado, pois foi a primeira noite em que dormi mais do que as 2 ou 3 horas dos dias anteriores.
Pouco depois dirigi-me à vila para levantar algum dinheiro. A espera de 2h30m fez-me torrar ao sol e perder vários concertos entre eles, Caliban, Arch Enemy e Fear Factory.
Cheguei mesmo a tempo da primeira música de Orphaned Land, que era a banda – juntamente com Emperor – que mais me interessava ver neste último dia.
A única coisa que posso dizer é que o concerto destes israelitas foi fabuloso e porventura, aquele que mais gostei em todo o festival. Tocaram maioritariamente malhas do “Mabool”, mas também algumas de trabalhos mais antigos como “Sahara” ou “El Norra Alilla”.
A perfeição técnica com que executaram temas tão intrincados e orquestrados, em estúdio, deixaram-me boquiaberto. Claro que tiveram alguma ajuda de partes sampladas, mas penso que não entraram em exageros, o que só abona a seu favor.
Tenho de destacar “Halo Dies”, “Ocean Land”, “Birth Of Three”, “El Norra Alilla” e a sentida “Norra El Norra”.
Atrevo-me a dizer que esta é uma banda que julgo estar demasiadamente subvalorizada. Para mim, são uma das sensações do momento e espero que o mundo os reconheça mais cedo ou mais tarde.
Seguidamente dividi o “mal pelas aldeias”, como se costuma dizer. Vi metade de Atheist e metade de Soulfly. Não sendo especial fã de nenhuma das bandas tenho a dizer que Atheist estavam a dar um concerto pleno de técnica e brutalidade. No entanto. Achei que o som estava um pouco aquém do que seria desejável.
Em relação a Soulfly exactamente o contrário. Embora o estilo não me agrade de todo, o som estava excelente e a banda deu um bom espectáculo, nomeadamente o baterista. Talvez tenha sido das bandas que mais fez movimentar a audiência. Ponto negativo: já era tempo do senhor Max Cavalera se descolar um pouco do seu passado. Convenhamos que tocar 4 músicas de Sepultura não abona muito quanto à qualidade musical de Soulfly. Enfim, são opiniões…
Com o objectivo de marcar lugar para Emperor lá estive a gramar com Whitesnake. Tenho que dizer que os músicos são muito profissionais e tocaram de facto, alguns dos temas mais marcantes da década de 80/90 (“Is This Love”, “Fool For Your Loving” ou “Here I Go Again”). Contudo, parece-me também que a voz do Coverdale já não é o que era. Denotei dificuldades vocais pelo menos em 2 ou 3 músicas. O solo de bateria do Tommy Aldridge também já não se usa. Achei-o extremamente secante e atenção que não estou a pôr em causa a qualidade do músico.
Posto isto, o momento mais aguardado do festival: EMPEROR!!!
Tocaram os clássicos óbvios mas, em meu entender, ficou a faltar o “Ye Entrancemperium”. Para além disso apresentaram, penso que pela primeira vez, uma música do último álbum editado, “Prometheus: “The Discipline of Fire And Demise” (In the Wordless Chambers). Em termos estritamente técnicos pode-se dizer que estiveram quase perfeitos, salvo uma ou outra “casa” do baterista Trymm. Nada de muito grave tendo em conta o tempo que estiveram sem tocar juntos.
Para finalizar, o espectacular “I Am The Black Wizard”, uma das faixas mais marcantes da carreira destes noruegueses e do black metal em geral.
Posto isto restou-me dividir o tempo entre Obscenity e Motorhead, mas já um pouco a meio-gás, pois ainda me faltava angariar forças para o gig de Finntroll.
Em relação a estes últimos esperava muito mais. De facto, não me entusiasmaram por aí além. Divido as culpas pelo mau som – novamente o raio do Black Stage – e pelo novo vocalista que não cativou. As duas músicas novas que tocaram pareceram bem interessantes, dentro da onda festiva destes simpáticos trolls finlandeses.
Após Finntroll “fechei a loja” em relação a concertos e preparei-me para a directa do último dia.
A noite foi excelente, principalmente a partir do momento em que alguém se lembrou de fazer uma espécie de stage diving contra os WC’s – algo que eu apelidei de Shit Diving. Acho que ficou inaugurado o novo desporto oficial dos próximos Wacken’s.
A partir daqui geraram-se situações hilariantes, com a segurança a interromper várias vezes os trabalhos. Menção honrosa para a equipa portuguesa constituída pelo Cacildo, Gustavo e Conde Satan, que realmente “rockaram”!
Destaque ainda para o alemão de pila minúscula que se andava para lá a pavonear e a gritar que era uma bomba sexual. Presumo que as nossas meninas não tenham ficado muito bem impressionadas.
Domingo – 06/08/2006
O dia da partida foi um pouco penoso devido ao cansaço e à tristeza de deixar o Wacken. A primeira fase da viagem foi muito calma, sem grandes alaridos e com a maior parte do pessoal a tentar dormir no Bus.
Parámos várias vezes para atestar, fazer necessidades básicas e comer.
Se há algo que definitivamente não vos aconselho é comerem o que quer que seja num restaurante francês. Esta refeição em solo gaulês só me fez sentir ainda mais saudades de comida e bebida decente.
Segunda-Feira – 07/08/2006
A partir do momento que começámos a chegar a Portugal a comitiva animou um pouco. As garrafas voltaram a circular e os inevitáveis “enjoos” começaram a surgir. Não imaginam a alegria da maior parte das pessoas quando parámos numa estação de serviço espanhola que tinha cerveja Sagres. Até final de viagem destaco os momentos de convívio entre todos, a boa disposição do JP e o grande momento de karaoke do Conde Satan, que nos brindou com algumas das suas letras e poemas de fino recorte literário.
Até para o ano!
Já agora, quem quiser fotos ou pequenos videos de Opeth, Emperor, Korpiklaani ou Scorpions é só avisar.
Um Abraço!
Bruno Vaz (Hordes Of Yore)
Pela primeira vez em muitos anos consegui tirar férias na mesma altura do Wacken. Assim sendo, foi com alguma ansiedade que cheguei a Sete Rios para dar início à grande odisseia que, para mim, seria a primeira.
Ao entrar no terminal confirmei com prazer que teria como parceiros de viagem, não só meros desconhecidos, mas também algumas caras conhecidas, companheiros de algumas andanças musicais (All hail Gwydion, Arte Sacra & Insaniae dudes).
Saímos por volta das 17h15m, cheios de expectativas, rumo à longínqua Wacken.
Inicialmente as pessoas ainda estavam algo inibidas mas, após as primeiras garrafas esvaziadas, o ambiente aqueceu um pouco mais. Naturalmente, as primeiras “indisposições” apareceram. Nada de grave, no entanto.
Terça-Feira – 01/08/2006
Para mim, sem dúvida, o dia mais difícil de suportar.
Ultrapassar a França, Bélgica e Alemanha foi mesmo um grande martírio. As áreas de serviço são do pior, a comida é horrível e a cerveja execrável. Já nem vou falar do facto de termos de pagar para ir ao WC.
Por esta altura o pessoal tinha acalmado um pouco, pois já acusava o desgaste da viagem. Convenhamos que, mesmo para pessoas de estatura média, não será fácil dormir num autocarro. Então imaginem o sofrimento de quem, como eu, tem mais de 1, 80m.
Gostava de realçar a presença do “grande” Benjamim e do Conde Satan, que juntos fizeram uma dupla imparável, sempre a «animar a malta».
Quarta-Feira – 02/08/2006
Chegámos a Hamburgo por volta das 9h30m, mais ou menos.
Achei a cidade engraçada, muito organizada e limpa. A arquitectura dos edifícios também me pareceu muito interessante. Como critica apenas me ocorre referir que me pareceu um local um pouco cinzento. No entanto, também não vi assim tanta coisa para poder fazer uma avaliação mais correcta.
Cerca de uma hora mais tarde chegámos finalmente à pitoresca Wacken.
Após alguma espera para levantar os bilhetes dirigimo-nos para o nosso campo para iniciarmos montagem das tendas. Aproveitámos o resto do dia para conhecer a vila e também o espaço onde se iria desenrolar o grande evento. Para além disso ainda espreitámos o jogo entre o TSV Wacken e o St. Pauli.
Na vila experimentei o primeiro manjar em solo alemão: o célebre “Kebabi”, ou seja, uma espécie de pita shoarma à maneira turca. Primeira critica: A cerveja alemã “sucka”!!! Para o ano venho, certamente, mais abastecido com bebida.
À noite estivemos na tenda do karaoke, onde presenciámos a mítica actuação do Conde Satan, numa devastadora interpretação de “Angel Of Death”. Também gostei muito de ver o Fernando a cantar “Die, Die, My Darling”, dos Misfits/Metallica. De realçar algumas interpretações “assassinas” de temas de Iron Maiden, Alice Cooper ou Metallica.
Após o karaoke e até cerca das 6h00m, tivemos uma boa selecção musical comandada por um DJ. Fui-me deitar um pouco antes de terminar para poder aguentar o dia seguinte.
Quinta-Feira - 03/08/2006
Dia de arranque efectivo do Festival.
Foi uma tarde algo chuvosa, passada no Beer Garden e arredores, basicamente nos copos. Fizemos também a primeira visita ao Metal Market, local onde se podia comprar de tudo, desde discos, roupa ou acessórios.
À noite ouvi ao longe MSG enquanto jantava, mas o momento mais divertido ocorreu quando parei no pequeno palco do Beer Garden, onde tocava a orquestra local. Imaginem cerca de 100 metaleiros, já devidamente “encharcados”, a dançarem ao som de músicas tradicionais alemãs e não só. Os músicos em palco também eram hilariantes, particularmente um simpático velhote que tocava saxofone, e que no intervalo das músicas se entretinha a fazer cornos para a audiência.
Por palavras é difícil explicar tal coisa. Felizmente gravei um pequeno vídeo, para mais tarde recordar.
De seguida foi a vez de entrar no recinto dos espectáculos para ver pela primeira vez os “velhotes” Scorpions. Em boa hora o fiz, pois estes veteranos deram um excelente espectáculo. Desde o som de palco até ao jogo de luzes tudo esteve perfeito. Em cerca de 2 horas e meia tiveram vários momentos altos como por exemplo: “He’s a Woman, She’s a Man”, “Holiday”, “Still Loving You”, “Rock You Like a Hurricane” e o inevitável “Winds Of Change”. Destaque ainda para a participação de vários convidados como Uli Jon Roth ou Michael Schenker, irmão do Rudolph Schenker – guitarrista da banda – e também membro fundador da banda.
O resto da noite foi passado no convívio com pessoas de diversas nacionalidades, nomeadamente vários alemães a quem ensinámos o maior número de palavrões e frases obscenas em português («Conaaaaaaaaaa!!!» Ou «Querrrrres Fuuuderrrrr Comigoooo!!!»).
Terminámos no W.E.T. Stage, ao som do DJ de serviço até às 6h00m.
Sexta-Feira – 04/08/2006
Acordei maldisposto devido às escassas horas de sono e à quantidade de álcool ingerida na noite anterior. A partir das 9h00m a intensidade solar matou por completo a minha tentativa de descanso. Assim sendo, aproveitei para espreitar Wintersun, banda que só conhecia de nome. Apesar de não conhecer nada em especifico gostei bastante do som desta banda, sobretudo da combinação entre peso e melodia. Achei-os também muito bons executantes, tecnicamente falando.
Será, certamente, uma das bandas que vou investigar mais profundamente nos próximos tempos.
Após esta actuação voltei para o parque de campismo para descansar mais um pouco e para tomar banho. Aqui, um dos momentos hilariantes do festival quando deparo com uma alemã a despir-se calmamente no balneário dos homens e a enfiar-se lá para dentro sem qualquer problema.
Após esta demonstração de liberdade sexual, preparei-me para subir à vila.
Infelizmente, atrasei-me um pouco e quando voltei já tinha começado o espectáculo de Nevermore. Cheguei ainda a tempo de confirmar que estavam a dar um grande concerto. Do que ouvi destaco “Engines Of Hate”, “This Godless Endeavour”, “Dead Heart In A Dead World” e a inevitável “Narcosynthesis”. Realço também o imparável crowd surfing que se fez nesta actuação. Talvez o mais brutal que eu tenha visto em todo o festival.
De seguido um dos momentos mais esperados do dia: OPETH!
Com muita pena minha tenho que dizer que, apesar de ter sido um concerto intenso e com uma atmosfera muito simpática e descontraída, esta actuação ficou um pouco aquém do que eu estava à espera. Na minha opinião os Opeth cometeram um erro de casting na escolha do alinhamento. Compreendo que o tempo para tocar era escasso mas não tinham perdido nada se tivessem escolhido temas um pouco mais curtos, de forma a tocarem um pouco mais do que os cinco temas debitados.
Tecnicamente, nada tenho a dizer. Tudo impecável, como sempre, com o Martin Axenrot a integrar-se perfeitamente na banda, apesar de eu continuar a preferir o estilo mais criativo e groovy do Martin Lopez.
A seguir vieram os In Extremo e como já referi antes, sentei-me ao fim de duas músicas, porque achei o concerto muito aborrecido, excepção feita ao desempenho do homem da “gaita”.
Nunca tinha visto Korpiklaani e tenho a dizer que fiquei com excelente impressão. Aqui, o assunto não é música técnica nem demasiadamente pretensiosa, mas sim boas malhas orelhudas e diversão. O ideal para beber umas cervejas e cantar meia dúzia de “alarvidades”. De cabeça lembro-me de terem tocado “Cottages & Saunas”, “Journey Man”, “Beer Beer”, “Midnight Summer”, “Korpiklaani”, a imparável “Happy Little Boozer”, a épica “Pellonpekko” e o fabuloso single do último trabalho “Wooden Pints”.
Como Korpiklaani acabou um pouco mais cedo que Carnivore ainda deu tempo para ver duas malhas desta última. Segundo os comentários de outras pessoas também foi um bom gig. Gostei particularmente das meninas em topless.
Em relação a Children Of Bodom posso dizer que também gostei bastante do concerto dos rapazes. Embora lhes tenha perdido o rasto a partir do “Follow The Reaper” há que referir que ao vivo são de facto excelentes executantes, nomeadamente o mr. Laiho.
Malhas bem rasgadas, excelente palco e bom som fizeram parte do cardápio destes Finlandeses.
Por esta altura do campeonato o cansaço já se começava a apoderar do meu corpo e assim sendo, vi Celtic Frost sentadinho e a olhar para os ecrãs gigantes. Compreendo que sejam uma banda de culto, mas como nunca lhes prestei a devida atenção, achei o concerto muito morno, embora com muita qualidade ao nível cénico. De resto, malhas bem lentas, arrastadas e fúnebres que me parecem resultar melhor num outro ambiente, que não o de um festival desta envergadura. Gostava de os ver menos cansado e numa sala mais intimista para comprovar esta minha suposição.
Na minha óptica, Ministry foi a outra surpresa do festival e uma das bandas que vou procurar mais algum material brevemente. Achei um show muito pujante e caótico, com malhas a oscilar entre o corrosivo e ambiental. O som estava um pouco alto de mais, mas nem por isso o meu interesse diminuiu.
Foi já sem sentir os pés que me desloquei para o Black Stage, para o último concerto da noite. Amon Amarth era a banda que se seguia e o que se passou durante as três primeiras músicas foi simplesmente inacreditável. Mais uma vez o som do Black Stage estava muito mau, nomeadamente em relação à voz e às guitarras. Os Amon Amarth fizeram o que puderam, mas só a meio do espectáculo as coisas melhoraram. Nota de destaque para o show viking que deram a meio da actuação e para as últimas musicas debitadas, a fabulosa “Victorious March” e a “Fate of Norns”. Foi pena terem tocado a “Valkyries Ride” em primeiro lugar, ou seja, quando o som estava nojento.
Por fim, fui-me deitar porque já não aguentava os pés.
Sábado - 05/08/2006
Acordei completamente revigorado, pois foi a primeira noite em que dormi mais do que as 2 ou 3 horas dos dias anteriores.
Pouco depois dirigi-me à vila para levantar algum dinheiro. A espera de 2h30m fez-me torrar ao sol e perder vários concertos entre eles, Caliban, Arch Enemy e Fear Factory.
Cheguei mesmo a tempo da primeira música de Orphaned Land, que era a banda – juntamente com Emperor – que mais me interessava ver neste último dia.
A única coisa que posso dizer é que o concerto destes israelitas foi fabuloso e porventura, aquele que mais gostei em todo o festival. Tocaram maioritariamente malhas do “Mabool”, mas também algumas de trabalhos mais antigos como “Sahara” ou “El Norra Alilla”.
A perfeição técnica com que executaram temas tão intrincados e orquestrados, em estúdio, deixaram-me boquiaberto. Claro que tiveram alguma ajuda de partes sampladas, mas penso que não entraram em exageros, o que só abona a seu favor.
Tenho de destacar “Halo Dies”, “Ocean Land”, “Birth Of Three”, “El Norra Alilla” e a sentida “Norra El Norra”.
Atrevo-me a dizer que esta é uma banda que julgo estar demasiadamente subvalorizada. Para mim, são uma das sensações do momento e espero que o mundo os reconheça mais cedo ou mais tarde.
Seguidamente dividi o “mal pelas aldeias”, como se costuma dizer. Vi metade de Atheist e metade de Soulfly. Não sendo especial fã de nenhuma das bandas tenho a dizer que Atheist estavam a dar um concerto pleno de técnica e brutalidade. No entanto. Achei que o som estava um pouco aquém do que seria desejável.
Em relação a Soulfly exactamente o contrário. Embora o estilo não me agrade de todo, o som estava excelente e a banda deu um bom espectáculo, nomeadamente o baterista. Talvez tenha sido das bandas que mais fez movimentar a audiência. Ponto negativo: já era tempo do senhor Max Cavalera se descolar um pouco do seu passado. Convenhamos que tocar 4 músicas de Sepultura não abona muito quanto à qualidade musical de Soulfly. Enfim, são opiniões…
Com o objectivo de marcar lugar para Emperor lá estive a gramar com Whitesnake. Tenho que dizer que os músicos são muito profissionais e tocaram de facto, alguns dos temas mais marcantes da década de 80/90 (“Is This Love”, “Fool For Your Loving” ou “Here I Go Again”). Contudo, parece-me também que a voz do Coverdale já não é o que era. Denotei dificuldades vocais pelo menos em 2 ou 3 músicas. O solo de bateria do Tommy Aldridge também já não se usa. Achei-o extremamente secante e atenção que não estou a pôr em causa a qualidade do músico.
Posto isto, o momento mais aguardado do festival: EMPEROR!!!
Tocaram os clássicos óbvios mas, em meu entender, ficou a faltar o “Ye Entrancemperium”. Para além disso apresentaram, penso que pela primeira vez, uma música do último álbum editado, “Prometheus: “The Discipline of Fire And Demise” (In the Wordless Chambers). Em termos estritamente técnicos pode-se dizer que estiveram quase perfeitos, salvo uma ou outra “casa” do baterista Trymm. Nada de muito grave tendo em conta o tempo que estiveram sem tocar juntos.
Para finalizar, o espectacular “I Am The Black Wizard”, uma das faixas mais marcantes da carreira destes noruegueses e do black metal em geral.
Posto isto restou-me dividir o tempo entre Obscenity e Motorhead, mas já um pouco a meio-gás, pois ainda me faltava angariar forças para o gig de Finntroll.
Em relação a estes últimos esperava muito mais. De facto, não me entusiasmaram por aí além. Divido as culpas pelo mau som – novamente o raio do Black Stage – e pelo novo vocalista que não cativou. As duas músicas novas que tocaram pareceram bem interessantes, dentro da onda festiva destes simpáticos trolls finlandeses.
Após Finntroll “fechei a loja” em relação a concertos e preparei-me para a directa do último dia.
A noite foi excelente, principalmente a partir do momento em que alguém se lembrou de fazer uma espécie de stage diving contra os WC’s – algo que eu apelidei de Shit Diving. Acho que ficou inaugurado o novo desporto oficial dos próximos Wacken’s.
A partir daqui geraram-se situações hilariantes, com a segurança a interromper várias vezes os trabalhos. Menção honrosa para a equipa portuguesa constituída pelo Cacildo, Gustavo e Conde Satan, que realmente “rockaram”!
Destaque ainda para o alemão de pila minúscula que se andava para lá a pavonear e a gritar que era uma bomba sexual. Presumo que as nossas meninas não tenham ficado muito bem impressionadas.
Domingo – 06/08/2006
O dia da partida foi um pouco penoso devido ao cansaço e à tristeza de deixar o Wacken. A primeira fase da viagem foi muito calma, sem grandes alaridos e com a maior parte do pessoal a tentar dormir no Bus.
Parámos várias vezes para atestar, fazer necessidades básicas e comer.
Se há algo que definitivamente não vos aconselho é comerem o que quer que seja num restaurante francês. Esta refeição em solo gaulês só me fez sentir ainda mais saudades de comida e bebida decente.
Segunda-Feira – 07/08/2006
A partir do momento que começámos a chegar a Portugal a comitiva animou um pouco. As garrafas voltaram a circular e os inevitáveis “enjoos” começaram a surgir. Não imaginam a alegria da maior parte das pessoas quando parámos numa estação de serviço espanhola que tinha cerveja Sagres. Até final de viagem destaco os momentos de convívio entre todos, a boa disposição do JP e o grande momento de karaoke do Conde Satan, que nos brindou com algumas das suas letras e poemas de fino recorte literário.
Até para o ano!
Já agora, quem quiser fotos ou pequenos videos de Opeth, Emperor, Korpiklaani ou Scorpions é só avisar.
Um Abraço!
Bruno Vaz (Hordes Of Yore)
Última edição por Purest Dreamer em quarta ago 09, 2006 3:19 pm, editado 2 vezes no total.
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wall of death in wacken...2006
http://www.youtube.com/watch?v=yEnrbBUq8G8&NR
http://www.youtube.com/watch?v=8cOThQTaac0&NR
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Bom pessoalmente esta foi uma experiencia bastante diferente da de 2002. Mas foi uma exelente experiencia.
O convivio no autocarro na ida foi exelente, apesar de não conhecer ninguem, apenas algumas caras familiares de concertos e afins, eu como pessoa timida que sou tratei logo de por todos os que estavam a minha volta a vontade com o meu Sunny Delyte (ou warever) misturado com Vodka. A viagem correu-me bem, mas la ouve pelo menos um aterranso por noite, o que é de louvar, no meio de 60 pessoas não haver pelo menos um digno metaleiro a aterrar por noite, então alguma coisa estaria mal. Achei piada o facto de ser o unico "tripeiro la dentro, apesar de tambem la estar um rapaz de Esmoris. As tipicas conversas da Sagres vs Super Bock o SLB o FCP e o SCP... enfim
Os dias todos, depois de a tenda montada, foram como eu costumo dizer... até ao desmaio Sempre de Copinho(s) na mão tenter ir alternando o convivio entre todos e mais alguns... encontrei por la pessoal ja conhecido de 2002 encontrei o AH das fotos, o MeninoBesta apesar de termos passado pouco tempo juntos tb esteve acampado junto de nós.
Bandas to inicio ao fim, tal como em 2002, só vi 3 hehehe, desculpem mas o Wackem é o ambiente, as bandas para mim estão em segundo plano. São as companhias, as pessoas que conheces o convivio que contam para mim... e o copo na mão tb
ah e o insultar a espanholada tambem
épa podia estar aqui a descrever um sem numero de coisas engraçadas mas só mesmo passando por elas é que a gente consegue compreender o significado delas.
Por isso a todos os que brindaram cmg um grande
Hail & Beer
O convivio no autocarro na ida foi exelente, apesar de não conhecer ninguem, apenas algumas caras familiares de concertos e afins, eu como pessoa timida que sou tratei logo de por todos os que estavam a minha volta a vontade com o meu Sunny Delyte (ou warever) misturado com Vodka. A viagem correu-me bem, mas la ouve pelo menos um aterranso por noite, o que é de louvar, no meio de 60 pessoas não haver pelo menos um digno metaleiro a aterrar por noite, então alguma coisa estaria mal. Achei piada o facto de ser o unico "tripeiro la dentro, apesar de tambem la estar um rapaz de Esmoris. As tipicas conversas da Sagres vs Super Bock o SLB o FCP e o SCP... enfim
Os dias todos, depois de a tenda montada, foram como eu costumo dizer... até ao desmaio Sempre de Copinho(s) na mão tenter ir alternando o convivio entre todos e mais alguns... encontrei por la pessoal ja conhecido de 2002 encontrei o AH das fotos, o MeninoBesta apesar de termos passado pouco tempo juntos tb esteve acampado junto de nós.
Bandas to inicio ao fim, tal como em 2002, só vi 3 hehehe, desculpem mas o Wackem é o ambiente, as bandas para mim estão em segundo plano. São as companhias, as pessoas que conheces o convivio que contam para mim... e o copo na mão tb
épa podia estar aqui a descrever um sem numero de coisas engraçadas mas só mesmo passando por elas é que a gente consegue compreender o significado delas.
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I.B.A. International Bastard Association
REMEMBER!! Once a bastard, allways a bastard!
Bockiis Supremus - Saboriium Autenticus est!
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eternal Escreveu:wall of death in wacken...2006
http://www.youtube.com/watch?v=yEnrbBUq8G8&NR
http://www.youtube.com/watch?v=8cOThQTaac0&NR
FODASSE!!!LINDOOOOOO!!
Não posso morrer sem ir a um wacken...
- grim_
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bela merda essas cenas da wall of death.
ja me irritaram os putos de merda no concerto de COB. ainda bem k n tava la para aturar essas mariquices metalcore
ja me irritaram os putos de merda no concerto de COB. ainda bem k n tava la para aturar essas mariquices metalcore
There is no way to metal, metal IS the way
"Two things are infinite: the universe and human stupidity; and I'm not sure about the universe." (Albert Einstein, 1879 - 1955)
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Demoniac
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Vooder Escreveu:Demoniac Escreveu:The_Mirror_Black Escreveu:com muita pena minha não vi Morbid Angel, porque queria assegurara um bom lugar para Atheist. contudo, sei por quem viu, que os MA tocaram um set muito centrado no inicio de carreira, mais propriamente no Altars Of Madness. deve ter sido fofo o concerto.
Aconteceu o mesmo no ano passado no Ermal....não me admirava mto que fosse um set-list extremamente semelhante. Tb n vi Morbid Angel pelo simples facto de tar a relaxar na piscina (ou a vir de lá).
BLASFÉMIA
Vem ver umas 5 bandas seguidas num dia......dormir mal e com frio....e depois tenta sobreviver um segundo dia assim
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