Parece que 5€ por uma cerveja é o novo normal.
Som excelente na maior parte das vezes, com problemas aqui e ali, mas nada que tenha, a meu ver, comprometido as actuações.
O Music Station é neste momento o meu local favorito em Lisboa para ver concertos.
Earthdrive: cheguei já estavam a tocar, não desgostei, mas também não me cativaram por aí além.
Todomal: gostei a espaços, no geral fiquei um bocado indiferente ao som.
Antimatter: mas como ficar indiferente à voz do Mick Moss? Brilha alto principalmente nas músicas do Fear of a Unique Identity. Muito bom.
Saturnus: actuação irrepreensível, doom/death de 1ª classe.
Swallow the Sun: como não sair satisfeito com uma setlist a roçar a perfeição. Principalmente quando tocaram a Stone Wings e a Cathedral Walls (duas músicas que aprecio bastante) de seguida. Actuação quase perfeita, excelente presença em palco. Digo quase porque continuo a achar que a voz do Mikko Kotamäki ao vivo demonstra debilidades, algo que atestei no dia seguinte.
Ethereal: arrancaram da melhor maneira o segundo dia. Muito boa actuação.
Invernoir: das bandas que mais curiosidade tinha de ver e gostei bastante da actuação, bem sólida, um vocalista com um senhor vozeirão, super humildes e comunicativos.
Why Angels Fall: o álbum The Unveiling é para mim dos melhores álbuns de funeral doom ou doom atmosférico (como queiram) que já ouvi. Agora reproduzir aquilo em palco é outra conversa. Por entre as excentricidades do vocalista e a espaços a música ter soado meio que enfadonha, a verdade é que ali fiquei sem nunca ter vontade de ir circular. Mixed feelings.
Clouds: a melhor actuação do festival por larga margem. Espero que voltem em breve.
Forgotten Tomb: sólida actuação, que trouxe uma bem-vinda dose de black doom/metal ao festival.
My Dying Bride: desfilaram clássico atrás de clássico, faltando uma ou outra música emblemática, porém quando se tem uma discografia tão rica, algumas malhas vão forçosamente ter de ficar de fora. Duas músicas do novo álbum misturaram-se muito bem com o material antigo, uma She Is The Dark algo embrulhada no som mas ainda assim bem-vinda. Talvez a The Snow In My Hand tenha sido o ponto alto da noite. Para o fim, The Raven and the Rose, que deixou o "outro" da música de fora. A banda pousou os instrumentos e saíu do palco sem grandes cerimónias. Nota então para Mikko Kotamäki que substituiu Aaron Stainthorpe e vai dando conta do recado. No entanto, sucede o mesmo que em STS. Fico com percepção que tem falta de projecção na voz, principalmente nas vozes limpas. O homem parece que está a gritar, mas o som sai "oco". Se calhar sou eu, digam de vossa justiça.
No geral, gostei bastante destes 2 diazitos de festival e espero para o ano estar presente, dependendo obviamente das bandas.
