Anjos do Acaso - Além da Digital
(Paulo Ernanne de Andrade by Paulinho Andrade)
preso na memória fechado no silêncio
sendo odiado confuso irresponsável
calado e disperso ignoro a mim mesmo
suporto o que dá num falso movimento
nem tudo está oculto eu não omito nada
se ninguém quer ver caminho a estrada
nem tudo está perdido está no limite na beirada
após do muro alto protegido pela guarda
No limite do real no início da loucura
habita o surreal o novo futuro
o que esperavam do meu eu
comigo dormirá a falta do sentido comigo morrerá
não é coisa pouca nem coisa demais
apenas o equilíbrio entre ódio e paz
o que consome núcleo da nada pode esperar
é fricção é divisão um modelo a se estruturar
na base poética a o vai vem continua
tudo segue uma lei como as fases da lua
No X do mapa no hiato da palavra
haviam mais coisas que na palavra exata
Ilusão que prende óptica, interface rachada
comanda a precisão de uma mensagem enviada
que atravessa o espaço alcança caminhos
desbrava horizontes sangrando com espinhos
fala pra mim o que você não enxerga
o que interfere na memória que te cega
fala pra mim o que te deixa espantada
se a rotina é a mesma e nunca muda nada
não é coisa pouca nem coisa demais
apenas o equilíbrio entre ódio e paz
o que consome núcleo da nada pode esperar
é fricção é divisão um modelo a se estruturar
preso na memória fechado no silêncio
sendo odiado confuso irresponsável
calado e disperso ignoro a mim mesmo
suporto o que dá num falso movimento
ilusão de óptica arma teleguiada
No X do mapa no hiato da palavra
no momento exato exaustão programada
só existe um destino e várias estradas
No limite do real no início da loucura
habita o surreal o novo futuro
não é coisa pouca nem coisa demais
apenas o equilíbrio entre ódio e paz
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