aetheria Escreveu:Venha de que lado vier. E se consideramos uns terroristas, não vamos esperar que um Estado com, digamos, cultura "ocidental", adote exatamente o mesmo modus operandi que os terroristas. Se o faz, é igualmente terrorista. Com a agravante de deter um poder tecnológico e militar que os outros não têm. Se a guerra me perturba, esta guerra que mata só pressionando botões, nauseia. Por isso dura, porque são capazes de matar com baixas mínimas.
Se Israel quisesse baixas verdadeiramente mínimas (do seu lado) não precisava de ter colocado um único pé em Gaza. Podia transformar a Faixa toda em pó em 24h.
Em vez disso, o resultado foi um rácio muito próximo de 1:1 entre civis e combatentes, algo nunca dantes visto em combate urbano. E a população Palestiniana teve uma redução de ~3% antes de se contabilizar nascimentos. A última estimativa que vi dava um aumento líquido da população.
Outra razão pela qual a tese do extermínio não computa é a quantidade de ajuda humanitária que Israel entregou a custo próprio e deixou entrar. Apesar das alegações anteriores ao cessar-fogo, contas feitas, entrou uma média de 3000KCal/pessoa/dia. E foram vacinadas milhares de crianças também à conta de Israel.
Pode dizer-se o mesmo de algum outro país que tenha sofrido sequer meio "7 de Outubro"?
Vi no outro dia um excerto de uma entrevista em que um homem pôs as coisas da seguinte forma: "imagina que o México tinha feito o equivalente aos EUA que o Hamas fez a Israel" e apresentou os números equivalentes:
- Mais de 100,000 terroristas Mexicanos invadiam os EUA
- 41000 Americanos mortos num só dia
- 8600 Americanos raptados para o outro lado da fronteira.
...o que considerarias aceitável o teu país fazer nesse caso? Seria mais, menos, melhor, pior, mais ou menos ético?
Por outro, Israel foi esticando os colonatos, com colonos maníacos, conservadores, protegidos pelos seus militares. Israel há muito que se expande, seguindo a lógica do "espaço vital", de um velho conhecido deles, sempre alimentando o ódio que faz nascer o terrorismo.
Completamente. O West Bank já devia ter sido assunto encerrado e Israel devia continuar a respeitar/fazer respeitar os acordos de Oslo independentemente da Faixa de Gaza.
Porém, pequenas ressalvas que nada ajudam: a) a AP (que é financiada pela UE como resultado desses acordos) ainda recentemente renovou o programa pay for slay. b) com os fundos da UE insistem em construir em zonas em que não deviam.
Mas Israel devia ter pulso muito mais forte na Cisjordânia e a maioria dos moderados Israelitas suporta essa postura. Mas acho difícil voltarem a ter uma proposta como a que o Arafat rejeitou em 2000.








